Pesquisa SSP/Instituto Sou da Paz revela perfil e origem de armas utilizadas no crime em Goiás

Dos cinco tipos de armas mais apreendidos, apenas um é de calibre restrito, o que demonstra que forças policiais do estado possuem equipamentos e armas mais potentes do que os disponíveis no mercado ilegal

9 de fevereiro de 2018
FOTO: ANDRÉ COSTA

“As ações das forças policiais goianas na apreensão de armas representam um duro golpe contra a criminalidade”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, nesta quinta-feira (08/02), ao divulgar pesquisa sobre o perfil e a origem das armas de fogo apreendidas em ações de repressão ao crime em Goiás (período de julho de 2016 a julho de 2017). Trata-se do primeiro estudo brasileiro a identificar, em nível estadual, esses números.

Dados de mais de 6 mil armas de fogo (artesanais e industriais), bem como simulacros apreendidos pelas polícias goianas durante um ano de trabalho, foram analisados em parceria com o Instituto Sou da Paz. Armas industriais representam 85% das apreensões, artesanais (5%) e simulacros (9%).

Dos cinco tipos de armas mais apreendidos com o crime, apenas um é de calibre restrito, o que demonstra que as forças policiais em Goiás possuem equipamentos e armas mais potentes do que os disponíveis no mercado ilegal. As principais armas utilizadas em crimes são: revólver Taurus (calibre 38), pistola Taurus (380), revólver Taurus (32), revólver Rossi (38) e pistola Tauros (40).

Mais da metade das armas apreendidas é de revólveres e 70% foram fabricadas dentro do Brasil. Ao concluir o rastreamento com numeração de série preservada será possível descobrir as principais fontes de desvio, acelerar e tornar mais precisa a retirada destes instrumentos do crime.

Foi possível analisar o ano de fabricação de quase 2 mil armas que tinham numeração de série padronizada, mostrando que aproximadamente 70% delas são antigas e foram fabricadas antes de 2003, quando havia uma política mais branda de controle de armas antes de ser promulgada a atual lei conhecida como Estatuto do Desarmamento.

“Este é um dado que demonstra o impacto que uma política de controle do mercado legal tem sobre o mercado de armas usadas em crimes”, diz Balestreri.  “Goiás conseguiu reduzir em 12% os homicídios e em mais de 25% as modalidades de roubo em 2017”, ressalta o secretário.

Na ocasião, Balestreri também apresentou balanço das ações realizadas no período que está à frente da SSP (março de 2017 a fevereiro de 2018). “Em que pesem as dificuldades que vivenciamos na segurança pública do Brasil, Goiás deu passos importantes e mostrou possibilidades reais para a redução da violência”, destacou.

 

Fonte: Ascom