Vereadores goianienses entram na justiça contra secretária de saúde

De acordo com o relator da CEI, Elias Vaz (PSB), documentos comprovam que a compra do material necessário para os atendimentos odontológicos da rede municipal de saúde está liberada desde o mês de agosto, o que não justificaria a paralisação de 370 odontólogos, que sequer têm anestésico para os procedimentos.

4 de dezembro de 2017
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A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura as irregularidades na Saúde em Goiânia decidiu nesta segunda-feira (4), por iniciativa da vereadora Cristina Lopes (PSDB), acionar a Justiça contra a secretária Fátima Mrué e a gerente de Saúde Bucal do município, Ana Paula Nomelini Marques da Silva Vianna, por omissão na administração, tendo como consequência a mutilação de pacientes. Os vereadores também decidiram levar o caso ao Minstério Público Federal e Estadual e registrarão boletim de ocorrência em delegacia (local será definido ainda hoje).

A gerente Ana Paula seria ouvida na manhã desta segunda, mas se recusou a comparecer, porque constava como médica na convocação e ela é odontóloga. O outro ouvido na reunião seria o superintendente de Gestão de Redes de Atenção à Saúde, Adriano Augusto Peclat de Paula, que pediu demissão e não compareceu à Câmara. Ana Paula e a secretária Fátima Mrué foram reconvocadas a prestar esclarecimentos nesta terça-feira (5), às 14 horas, na Sala das Comissões.

O presidente da CEI, Clécio Alves (PMDB), destacou que o prazo de dez dias para que a prefeitura regularizasse o repasse do Fundo de Saúde do município, conforme regras do Ministério da Saúde, já se esgotou. O vereador Jorge Kajuru (PRP) não compareceu à reunião, mas enviou a suplente Priscila Tejota (PMB), com requerimento pedindo à prefeitura o afastamento da secretária de Saúde, Fábima Mrué.

De acordo com o relator da CEI, Elias Vaz (PSB), documentos comprovam que a compra do material necessário para os atendimentos odontológicos da rede municipal de saúde está liberada desde o mês de agosto, o que não justificaria a paralisação de 370 odontólogos, que sequer têm anestésico para os procedimentos.