Comunidade Judaica reage a visita de Aloysio Nunes a Israel

“A nossa associação tem uma opinião sobre essa viagem do Aloysio e ela não perpassa pelo apoio à um ex-terrorista, ex-motorista do maior bandido que este país já viu,”

28 de fevereiro de 2018
judaicaReunião entre o chanceler Aloysio Nunes e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Foto: divulgação

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, desembarcou em Israel nessa semana para um giro de sete dias no Oriente Médio. Ele também irá à chamada Palestina e a outros países da região, como a Jordânia o Líbano.

A viagem ocorre em meio à tensão no Oriente Médio por causa do reconhecimento de Jerusalém como capital israelense pelos Estados Unidos, mas o tema, ao menos oficialmente, não foi abordado.

Dentro da comunidade judaica brasileira, a visita do chanceler tem causado enorme desconforto, afinal, o Itamaraty, sob o controle de Nunes, tem votado constantemente contra os interesses de Israel na ONU e está sempre buscando todos os tipos de cooperações possíveis com a Palestina.

Para o escritor e vice-presidente da Associação Sionista Brasil Israel – ASBI, Kito Mello, “a nossa associação tem uma opinião sobre essa viagem do Aloysio e ela não perpassa pelo apoio à um ex-terrorista, ex-motorista do maior bandido que este país já viu, um chanceler tolerante com o terrorismo muçulmano, um sujeito sem qualquer expressão e que já está de saída de um governo que não passa de um anão diplomático. A ASBI, no entanto, espera que o próximo presidente seja um amigo declarado de Israel, que não se envergonhe disso, e que estreite a relação com o Estado Judeu, elevando o Brasil à condição de gigante novamente”, desabafou o escritor.

Chanceler

O atual chanceler brasileiro é senador pelo PSDB e participou da oposição armada pela ALN (Ação Libertadora Nacional), grupo de guerrilha urbana que praticava ações terroristas contra o regime militar da época, ele também participou do famoso assalto ao trem pagador.

O terrorista e autor de livros de didáticos de terrorismo Carlos Marighella e o chanceler Nunes atuavam muito próximos, na época do Regime Militar, entre outras coisas, porque o comunista não sabia dirigir e o senador ficava responsável pelo transporte do líder, era seu motorista. Apesar de já ter declarado ter sido um erro, Aloysio nunca repudiou abertamente os crimes de Marighella.

Marighella, como é sabido, é autor do livro Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito em 1969, para servir de orientação aos movimentos revolucionários que queriam implementar o comunismo no Brasil. Ainda hoje muitos falam com orgulho que o livro é inspiração para facções terroristas do mundo todo, inclusive para o chamado povo palestino.

Leia na íntegra a nota da ASBI:

A ASBI repudia a visita do chanceler Aloysio Nunes a Israel pelos motivos a seguir:

 

  1. Votou contra Jerusalém ser capital de Israel;

 

  1. É incapaz de condenar as ações terroristas do Hamas contra alvos civis israelenses;

 

  1. Dá muito mais importância ao relacionamento com a Autoridade Palestina que rejeita fazer a paz com Israel.

 

  1. Pertence a um partido que está alinhado com a esquerda esquerda que sempre vota contra os interesses de Israel

 

  1. Está em final de mandato com o fim do governo Temer, não demonstrando nenhum interesse em se mostrar um verdadeiro amigo de Israel;

 

  1. A visita apenas coloca na vitrine a Conib e ao que parece o cônsul honorário, que são sempre céleres em atacar o deputado Jair Bolsonaro, este sim, um amigo declarado de Israel e dos judeus, mas muito lentos em reconhecer os inimigos de Israel dentro da política nacional que estão filiados ou apoiam partidos que pregam o fim de Israel ou o boicote aos produtos israelenses.