Lêda Borges vota contra título de cidadão goiano ao presidente Jair Bolsonaro

10 de abril de 2019

                  Durante a votação do projeto de lei de autoria do deputado Humberto Teófilo (PSL), que concede título de cidadania goiana ao presidente Jair Bolsonaro, também do PSL, a deputada Lêda Borges (PSDB) se posicionou contrária à honraria. Segundo ela, não há como votar favorável a um presidente que retira direitos sociais do povo.

            “Não estou aqui para atacar meus colegas. Meus motivos de oposição ao projeto são as questões sociais. O presidente retira R$ 5 bilhões da educação, retira da Funai sua autonomia e só prejudica os indígenas. Um presidente que segura um ministro da Educação incompetente por quatro meses, coloca agora outro igualmente ruim e que incentiva a guerra dentro e fora do Brasil não merece esse título”, disse.

            Na ocasião, a tucana relembrou o fato de se negar a relatar o projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CJJ) por questão de foro íntimo. Para ela, o presidenteprefere “discutir ideologia em vez de cuidar das questões realmente importantes do país”. “Contingenciaram a educação, saúde e cidadania. Como vou ser favorável a isso tudo?”, questiona.

            Lêda Borges ainda criticou o pedido do governador Ronaldo Caiado (DEM) para que a base votasse a favor da matéria, já que o Governo necessita de dinheiro da União. “Atrelar uma coisa à outra é absurda, o recurso tem que ser distribuído republicanamente, independentemente de ter ou não título de cidadania”.

             A parlamentar encerrou seu pronunciamento afirmando que a melhor forma de contribuir com a segurança pública do país é investindo na educação. “Deem às crianças livros. Deem às crianças educação, para que não precisem pegar em armas. Meu voto é contrário”, concluiu.

            Sem unanimidade, a propositura foi aprovada pelo plenário. Cinco deputados votaram contra a matéria: Lêda Borges (PSDB), Alysson Lima (PRB), Vinicius Cirqueira (Pros), Antônio Gomide e Adriana Accorsi, ambos do PT.