Abril Marrom: oftalmologista alerta para prevenção da cegueira

Brasil tem mais de 1,2 mi de cegos; doenças que causam cegueira podem ser evitadas com fácil prevenção

8 de abril de 2019

campanha Abril Marrom, realizada durante todo o mês, alerta para a importância do cuidado com a saúde ocular. No período, oftalmologistas de todo o país concentram esforços em divulgar ações preventivas sobre a cegueira. A cor marrom foi escolhida para a campanha porque representa a cor da íris da maioria dos brasileiros.

Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) apontam que existem cerca de 1,2 milhão de cegos no Brasil. Já o número de pessoas com algum tipo de deficiência visual passa dos 6 milhões.

O oftalmologista Bruno Diniz explica que, ao contrário do que muitos pensam, o termo “cego” não se aplica somente a quem tem perda total da visão: “A cegueira também pode caracterizar vários graus de visão residual. Pessoas com essa visão parcial são capazes, por exemplo, de perceber vultos ou projeções luminosas, ou ainda de distinguir entre claro e escuro”.

A cegueira tem como suas principais causas doenças oculares como o glaucoma, a retinopatia diabética, a atrofia do nervo óptico, a retinose pigmentar e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Ela pode ser reversível, irreversível e, ainda, transitória. Nestes casos, ocorre a perda da visão apenas por um intervalo de tempo.

Prevenção é essencial

prevenção é fator chave para reduzir o número de cegos, pois em muitos casos a cegueira poderia ter sido evitada. “Muitas dessas doenças têm sintomas silenciosos, que não são facilmente percebidos pelos pacientes. Nas consultas, o oftalmologista poderá fazer exames que identificam os sintomas. Por isso, visitas regulares ao oftalmologista são essenciais para prevenir ou iniciar o tratamento de uma doença logo cedo, antes que seja tarde demais”, alerta Diniz.

O especialista explica que o cuidado deve começar logo cedo: já na maternidade, por exemplo, deve ser realizado o teste do olhinho. A atenção deve continuar com avaliações semestrais até os dois anos de idade. Na vida adulta, recomenda-se pelo menos uma visita anual ao oftalmologista, periodicidade que pode aumentar com o avançar dos anos e a chegada à 3ª idade.