CPI das Universidades reativa seus trabalhos na Assembleia Legislativa

20 de março de 2019
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Após um período em que os trabalhos estiveram desativados devido a campanha eleitoral e ao recesso de final de ano a CPI das Universidades da Assembleia Legislativa de Goiás vai reativar suas atividades segundo informou o seu presidente deputado Tales Barreto (PSDB). Vários parlamentares que integravam a CPI como titulares não se reelegeram como é o caso do relator Simeizon Silveira, Jean Carlo e Lívio Luciano (titulares) e Lincoln Tejota, Luis Cesar e Wagner Siqueira (suplentes).

A previsão é a de que sejam realizadas reuniões para que possa ser concluído e apresentado o relatório que está em fase final de redação. Tales Barreto adiantou que serão feitas mais convocações de depoentes para a coleta de oitivas uma vez que existem nova denúncias de

irregularidades. Algumas consideradas graves. “Não vamos adiantar as conclusões a que já chegamos, mas o relatório é bastante consistente, comprovando a veracidade de várias denúncias que foram apresentadas à comissão”, salientou.

Histórico

A comissão tem como objetivo averiguar denúncias de venda de diplomas, oferta de cursos de graduação em locais por instituições não autorizadas, criação de unidades (campus avançados) de instituições de ensino superior credenciadas, oferta de cursos superiores sequenciais, e oferta de cursos de pós-graduação por instituições não credenciadas.

A CPI foi criada no início do ano passado e teve a sua primeira reunião deliberativa no dia 5 de abril de 2018. Já no dia 11 do mesmo mês iniciou-se o ciclo de coleta de depoimentos. Dezenas de pessoas foram convocadas e compareceram à comissão. Dentre eles o presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Educação Superior do Estado de Goiás (Semesg), Jorge de Jesus Bernardo; o presidente do Conselho Estadual de Educação, Marcos Elias; responsável pela gestão do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Kristianne Rodrigues; representante da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce); e o repórter do Jornal O Popular, Galtiery Rodrigues (responsável pela matéria que denunciou a venda de Diplomas em Goiás, a qual circulou no dia 24 de fevereiro de 2018).

No dia 8 de agosto do ano passado a comissão esteve em Brasília-DF quando foi entregue ao Ministério da Educação (MEC) mais de 5 mil páginas de documentos