Goiás presente na reunião da Cosalfa 2018

19 de abril de 2018
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Foto: Google

A 45° Reunião da Comissão Sul Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), de 16 a 21 de abril, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, servirá para conhecer o trabalho feito na Colômbia, após o registro de focos de febre aftosa ocorridos em julho do ano passado e neste mês de abril.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e presidente da Cosalfa, Guilherme Marques, participa da reunião, pois o Brasil acompanha com atenção a situação colombiana, devido a fronteira daquele país com a região Norte do Brasil, que em 2019 deverá começar a retirada da vacinação contra a aftosa.

O Mapa determinou às Superintendências Federais de Agricultura do Amazonas e de Roraima que reforcem a fiscalização e vigilância na região de fronteira internacional, depois da recente confirmação de foco de aftosa em 15 animais, já sacrificados, em território colombiano. O alerta foi feito apesar do registro ter acontecido a 600 km da fronteira numa região densa de floresta.

Na reunião da Cosalfa, a Venezuela cuja situação sanitária é desconhecida, também terá que mostrar se está avançando no combate à doença. “A expectativa é muito grande em relação à Venezuela, considerando a característica do país e também as outras informações sobre as condições sanitárias e epidemiológicas referentes à febre aftosa”, explicou Marques.

Goiás presente na Cosalfa 2018

A 44°Cosalfa foi realizada em Pirenópolis-GO, em abril de 2017. Acesse a página da 44° Cosalfa.

O Estado de Goiás, que sediou a última edição, também se faz representar na 45ª Reunião com as seguintes autoridades: A coordenadora do Programa Estadual de Enfermidades Vesiculares da Gerência de Sanidade Animal da Agrodefesa, Méd. Vet. Mércia de Oliveira Silva, também vice-presidente do CRMV-GO, Méd. Vet. Rafael Costa Vieira, gerente do Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário da Agrodefesa (Labvet) e também conselheiro efetivo do CRMV-GO, presidente do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec), Alfredo Luiz Correia, o vice-presidente do Fundo Clarismino Luiz Pereira Júnior e o diretor executivo da entidade Méd. Vet. Uacir Bernardes.

A presença de Goiás é muito importante no evento, tendo em vista o trabalho de alto nível que o Estado vem fazendo no combate à febre aftosa. Há 23 anos que a região não registra qualquer foco da doença. O Estado é referência nacional no programa de imunização. Na última campanha, em novembro de 2017, o Estado atingiu 99,65% de vacinação entre animais de zero a 24 meses, o correspondente a quase 10 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos. As carnes bovinas representam 12% das exportações goianas, o que equivale a mais de 800 milhões de dólares.

As ações empreendidas ao longo da história para eliminar a doença do rebanho brasileiro serão solenemente reconhecidas na 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, França, de 20 a 25 de maio de 2018. O encontro reunirá delegados dos 181 Países Membros e contará com a presença de chefes de Estado e ministros de Agricultura. O Brasil então receberá o certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação, abrangendo os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará. Com isso, o processo de implantação de zonas livres de febre aftosa alcança toda a extensão territorial brasileira e o País torna-se Livre da Febre Aftosa.

Banco de vacinas

A proposta de criação do banco de vacinas contra a aftosa, o Banvaco, feita pelo Brasil na reunião da 44° Cosalfa, em abril de 2017, também será discutida. “O Brasil assumirá a liderança na criação do banco para ter a garantia de suprimento do produto, se necessário, mesmo adotando um plano de retirada gradual da vacinação. É preciso um estoque para utilização em situações estratégicas e em eventuais surtos, contra enfermidades que possam acontecer em qualquer parte das Américas”, afirmou o diretor.

No Banvaco está prevista a disponibilização de todas as cepas (linhagens) de vírus que já se propagaram no território brasileiro, bem como as exóticas para eventuais riscos da introdução delas no continente Sul Americano. “Devemos estar preparados para quaisquer emergências sanitárias”, alerta o diretor. A criação do banco, segundo ele, está despertando também o interesse do Canadá e dos Estados Unidos, para estarem preparados e terem à sua disposição produto em quantidade e qualidade suficiente para atender qualquer reintrodução da doença em seus territórios.

Marques explica que muito mais importante do que ter milhões de doses de vacinas estocadas, que podem perder a validade, é fundamental dispor do antígeno (substância que provoca a resposta imunológica do organismo) e a experiência para a produção destas vacinas. Também são necessárias indústrias com capacidade de produção da vacina em poucas horas para atender emergências.

Acesse mais notícias sobre a Semana Brasil Livre da Febre Aftosa.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Adaptação: Imprensa Fundepec-Goiás e CRMV-GO.