Entrevista: Vanderlan Cardoso

25 de setembro de 2018

Hora Extra: Todos os cargos públicos que o senhor ocupou e disputou foram no poder executivo, por que decidiu concorrer ao Senado nesta eleição?

Vanderlan Cardoso: Tenho um perfil realizador. Em todos os lugares que cheguei até hoje foi para fazer a diferença e não para ser apenas mais um. A experiência que acumulei ao longo da vida como trabalhador, empresário e prefeito de uma cidade me mostrou que muitos dos problemas que o Brasil enfrenta hoje acontecem por que parte dos políticos que estamos mandando para o Congresso Federal nunca trabalharam na vida, não sabem o que é gerar emprego e nem pagar imposto, então as decisões, tão importantes para o País, como Reformas Tributária e da Previdência, são tomadas em gabinetes fechados sem entender a real necessidade da população. Foi por isso que decidi me candidatar ao cargo de Senador da República. Goiás e o Brasil precisam de um trabalhador no Senado Federal.

HE: Um assunto muito debatido ultimamente é corrupção, como o senhor trata este assunto?

VC: Com muita tranquilidade. Ninguém nunca ouviu e nem vai ouvir meu nome relacionado a nenhum escândalo de corrupção, sejam aqueles que a Operação Lava Jato investigam ou de qualquer outra ordem. Posso olhar nos olhos dos cidadãos de cabeça erguida, sou ficha limpa. Inclusive, um dos meus projetos para o Senado Federal é a institucionalização da Operação Lava Jato, que tem feito um grande trabalho, passando o Brasil a limpo. No Senado eu vou lutar para que a Lava Jato seja uma Operação constante no País e que siga investigando continuamente os atos de todos os políticos e as relações deles com empresas. Está na hora do Brasil mudar e eu vou fazer parte dessa mudança.

HE: O que fazer para que o Brasil volte a ter uma economia sólida?

VC: Essa é uma área que eu conheço muito bem. Como empresário geramos empregos em vários Estados do Brasil e, como prefeito de Senador Canedo, transformamos uma cidade dormitório em uma das maiores geradoras de emprego e renda de Goiás. E é isso que o País precisa: voltar a gerar emprego e renda para a população. Para isso é necessário que se discuta a reforma tributária com urgência. A população não aguenta mais pagar tantos impostos para manter privilégios de poucos e o empreendedor não pode enfrentar tantos obstáculos para gerar emprego, como é hoje. As linhas de crédito possuem juros altíssimos, dificultando o acesso principalmente do micro e pequeno empresário e isso precisa ser mudado. Sempre fui um trabalhador e por isso vou ser o senador que estará do lado de quem trabalha.

HE:  Quais as suas principais propostas como candidato ao Senado?

VC: Hoje não vejo os congressistas discutirem os problemas macro do País, e isso está errado. Precisamos discutir o Pacto Federativo, fui prefeito e senti na pele as dificuldades de depender de Brasília, vivendo com o pires na mão, dependendo de emenda parlamentar. Os problemas estão nos municípios, é aqui que a população está. Precisamos aumentar os repasses para as prefeituras para que os prefeitos possam cuidar dos seus munícipes. Hoje a União concentra mais de 60% dos recursos, enquanto os municípios ficam com apenas 16%. Temos que mudar esta realidade e isso será um dos meus objetivos no Senado Federal. Também vou poder contribuir com as reformas que o Brasil tanto precisa para voltar a crescer e gerar emprego e renda, principalmente as reformas tributária, previdenciária e política.

HE: Por que Vanderlan Cardoso merece ser eleito senador por Goiás?

VC: Esse ano são dois votos para o Senado e eu espero que a população dê um desses votos para um trabalhador, que conhece de verdade as dificuldades que nossa gente está enfrentando e que tenha capacidade e interesse em resolver esses problemas. Eu sei o que é trabalhar, sei o que é gerar emprego e sei como os impostos levam grande parte dos investimentos do empregador e do salário do empregado. Nesta reta final de campanha temos percorrido todo o Estado e sentimos que a população quer mudar esse cenário negativo que estamos passando, para que isso aconteça é preciso votar em quem ainda não esteve lá e que tem capacidade de trabalhar pensando nas pessoas e não nos conchavos políticos.