Entrevista: Coronel Fernando Montenegro

17 de abril de 2018
Coronel Fernando Montenegro Comandou a Ocupação do Complexo do Alemão é Operador de Forças Especiais do Exército, Professor e Jornalista

2018 está sendo um ano de grandes definições políticas para o cenário latino-americano através do voto de 350 milhões de eleitores em sete países: Brasil, Cuba, Colômbia, Costa Rica, México, Venezuela e Paraguai; na verdade, esse ciclo só irá se encerrar na região em 2019 e teremos ao todo treze países envolvidos em eleições até lá. O cenário se caracteriza pelo descontentamento com os resultados apresentados pela esquerda socialista, que dominou o cenário desde a década de 1980, após o final do ciclo das ditaduras de direita.

A América Latina é a região do planeta com maior índice de contraste social que está refletido num quadro de muita concentração de renda em poucos grupos, miséria, violência extrema, corrupção, desemprego e exclusão social na maioria dos países. Com apenas 8% da população mundial, essa parte do globo concentra 33% do número de mortes intencionais violentas. Como se não bastasse, os escândalos de corrupção apontados pela Operação Lava-Jato envolvendo as 13 maiores construtoras do Brasil, assinalaram mais de 400 congressistas brasileiros corruptos e a distribuição de subornos a políticos e chefes de Estados da região e da África, caracterizando a fragilidade dos processos democráticos de vários países.

Em entrevista exclusiva à jornalista Marina Remy, o Coronel Fernando Montenegro fala sobre o contexto político da América Latina.

Marina Remy: Desde a última vaga de eleições na América Latina começou a crescer uma onda de propostas mais de direita e favoráveis ao livre mercado. O que explica esta queda da esquerda, em termos gerais?

Coronel Fernando Montenegro: Em geral, a História da América Latina é cíclica. Às vezes o Brasil poderia parecer ser uma exceção que confirma a regra, mas na verdade, nunca esteve fora do contexto. Podemos observar alguns ciclos dessa região: Extração de metais preciosos, movimentos de independência, governos oligárquicos, ondas de ditaduras, ondas de governo à esquerda, dentre outros.

Ocorre que estamos na Era da Informação, a evolução exponencial da tecnologia nas últimas décadas acelerou o fluxo das informações e cada vez mais os ciclos da humanidade tornaram-se mais curtos. Com isso, o mundo passou a ser volátil, incerto, complexo e ambíguo. As pessoas estão entendendo melhor o que esta acontecendo graças, principalmente, às redes sociais onde se divulga informação não controlada pela grande mídia e onde existem foros de discussão igualmente independentes.

Assim sendo, parece que estamos vivenciando o final de mais um ciclo de governos de esquerda no poder. Esse encerramento não ocorre de forma premeditada, mas decepcionante, porque a contribuição que esse ciclo prometia dar aos governos da América Latina, sobretudo em relação a avanços sociais, na verdade não correspondeu ao papel histórico e às expectativas prometidas ao início.

Outro fato que chama atenção é que a esquerda deixa o próximo ciclo em condições piores para iniciar seu processo. Considerando que toda transição é delicada, essa poderá ser mais traumática ainda em alguns países mais frágeis. Por exemplo, em vários países houve uma degradação das forças de oposição política de centro e de direita, que se tornaram mais frágeis e tiveram pouco amadurecimento.

MR: As próximas eleições presidenciais de Cuba será determinada a sucessão de Raúl Castro. O atual vice-presidente do país é já apontado com o sucessor, com um discurso menos anti-americano e de apelo a uma maior aproximação com os Estados Unidos. Será isso uma realmente uma mudança forçada ou uma transição continuística?

CFM: No dia 19 de abril serão as eleições de Cuba, após dois mandatos de Raul Castro. As eleições teriam sido em fevereiro, mas tiveram de ser adiadas devido aos estragos causados pelo furacão Irma, em setembro de 2017.

Essas eleições serão indiretas em quatro “camadas” porque, após a população escolher seus representantes municipais, esses escolhem os deputados provinciais. Deputados elegem os integrantes da Assembléia Nacional, que irão finalmente escolher o Conselho de Ministros, vice-presidente e o Presidente do Conselho. Esses novos “políticos” eleitos ainda terão ao seu lado Raúl Castro como Secretário do Partido Comunista, a única força oficialmente reconhecida na ilha.

Uma teoria aponta que esse discurso cubano menos anti-americano seria devido a escassez de recursos econômicos do cenário atual. Durante a sua presidência, o ex-Presidente Lula afirmou no Foro de São Paulo que: devido ao tamanho da economia, Brasil teria responsabilidade em ser o grande financiador do movimento bolivariano na América Latina, e realmente financiou inúmeras obras em vários países com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Ocorre que a Operação Lava Jato assinalou que boa parte desses recursos foi enviado através de obras superfaturadas de construtoras como OAS, Camargo Correia, Odebrecht e outras nos países bolivarianos e ditaduras africanas. Parte desse dinheiro servia para financiar campanhas políticas no Brasil e naqueles países, além de também ser dividido entre os líderes do processo. No caso de Cuba, o caso mais evidente foi a construção do Porto de Mariel com recursos brasileiros. Como o PT saiu do poder, essa fonte secou.

Outra fonte de recursos da ditadura cubana tem sido o petróleo venezuelano. Ocorre que o preço do petróleo despencou nos últimos anos e o país chavista está arruinado economicamente e sem capacidade de socorrer financeiramente a ilha castrista com seus petrodólares; falta tudo em Caracas, até papel higiênico.

A Argentina abandonou o bolivarianismo nas últimas eleições e a Bolívia juntamente com o Equador nunca tiveram tem capacidade econômica de financiar nada fora de seu território. Pode-se concluir que possivelmente os governantes cubanos perceberam que precisam alterar seu modelo econômico para que sua ditadura, agora buscando aproximação com os EUA, possa ter acesso aos dólares do Tio Sam; mas é só uma teoria.

Na verdade, Cuba não tem muito significado para o mundo moderno, seu legado nas últimas décadas tem sido principalmente falta de esperança e pobreza exportando uma ideologia falida, mas que continua encantando alguns intelectuais de esquerda retrógrados no mundo acadêmico e na mídia.

MR: No México, a luta para suceder ao presidente Peña Nieto já começou marcada por críticas à corrupção e ao populismo. Podem estas eleições ditar novos horizontes contra a impunidade galopante no país?

CFM:  O México foi considerado como um dos países do mundo com maior Índice Global de Impunidade 2017. A impunidade está diretamente relacionada, não apenas com os alarmes índices de criminalidade, mas também com o quem vem após o ilícito, ou seja: a denúncia, a investigação, o julgamento, a sentença e o cumprimento da pena. Assim, está alinhada ao nível de sistemas de segurança, justiça penal e penitenciário. Diante de um sistema que não funciona os índices de impunidade sobem.

O México vem se destacando pela deterioração da situação de Segurança Pública em todo o país. No ano de 2017, registrou-se o maior número de homicídios nos últimos em 100 (cem) anos, sendo que as regiões de maior risco situam-se em áreas próximas as fronteira Norte e em zonas de cultivo e transito de drogas, as quais são disputadas pelo crime organizado, como nos estados de Guerreiro, Michoacan, Sinaloa e Vera Cruz.

Assim, as Forças Armadas Mexicanas continuam envolvidas prioritariamente no emprego em Segurança Pública, principalmente devido à incapacidade das policias estaduais realizarem seu trabalho, por serem, na sua maioria, desestruturadas e corruptas. Corrobora para isso o desinteresse dos Governos estatais em investir em suas policias, seja por fata de recursos, seja pela acomodação causada pelo emprego das forças federais, seja pelo alto poder de corrupção que os narcotraficantes possuem (para cada Kg de cocaína que cruza a fronteira, estima-se pagos de 1000 USD para corromper funcionários públicos).

O México, que não passou pelo mesmo processo de “esquerdização” de outros países da América Latina vivencia um intenso debate sobre as eleições gerais que se aproximam. O Governo do PRI (Partido Revolucionário Institucional) está desgastado e com uma popularidade muito baixa, o que reforça a esperança dos outros partidos para assumir uma boa quantidade de cargos públicos.

O candidato de extrema esquerda é Manuel Lopez Obrador, que lidera as pesquisas, mas muitos analistas afirmam que os institutos de pesquisas não têm credibilidade. Obrador tem um discurso similar ao Lula nos anos 90, de recuperar a ética na gestão pública, combater a corrupção institucionalizada, combater as elites, “eles” que empobrecem o povo mexicano, etc… O mesmo filme que os brasileiros já viram e ainda não acabou.

Os mexicanos estão completamente desiludidos por um tecido político corrupto e ineficiente, um estado burocrático incompetente e uma violência crescente. Estão acreditando que ao entregar o poder a este “político não tradicional”, sangue novo, vão criar uma mudança real para o futuro. Se não prestarem atenção no que tem ocorrido em outros países poderão estar dando um tremendo “tiro no pé”. No atual cenário dessa região, um candidato de extrema esquerda talvez não corresponda às expectativas. Ele inclusive já disse publicamente que pretende anistiar traficantes e buscar o diálogo político com grupos delitivos para “reduzir” a violência, mas isso só iria aumentar a impunidade.

A narrativa das discussões políticas enfoca prioritariamente os grandes problemas mexicanos, quais sejam a Segurança Pública e a corrupção, diretamente relacionados com a impunidade, contudo não há propostas efetivas de nenhum candidato.

Concluindo, para que os índices de impunidade baixem, o novo Presidente terá que melhorar a Segurança Pública, resolvendo a questão da estruturação das polícias estaduais e retirando paulatinamente as Forças Armadas das ruas; combater os carteis de drogas, de forma a reduzir o seu poder de corrupção; reestruturar o setor judicial, incrementando a capacidade de investigar, julgar e impor punições aos condenados; tudo isso sob o bojo do desenvolvimento econômico e social.

É uma árdua tarefa para qualquer um dos candidatos a Presidente, não importando seu partido ou ideologia.

MR: Pretende-se que, na Colômbia, as eleições 2018 serão marcadas pela consolidação do processo de paz com as FARC. Pode a saída de Juan Manuel Santos condicionar a transição democrática do país após meio século de guerra?

CFM: Visivelmente, as FARC estão seguindo uma trajetória similar a de algumas organizações subversivas e terroristas brasileiras após a anistia concedida pelos militares em 1979. Após a saída da clandestinidade, lideranças de Esquerda, respaldadas legalmente pelo processo de abertura política, entraram na disputa eleitoral. Infelizmente, muitos daqueles anistiados por subversão não corresponderam ao crédito recebido e agora voltam a ser presos por corrupção e lavagem de dinheiro.

Muitos colombianos estão desconfiados desse acordo de paz com as FARC, que tem sido a principal bandeira política de Santos, vários deles, em condições econômicas melhores, estão se mudando para Miami. Como várias “frentes” das FARC não aderiram ao midiático acordo, desde o início do ano os dissidentes das FARC já protagonizaram dois eventos violentos graves nas proximidades da fronteira entre o Equador e a Colômbia: Em 28 de janeiro, quartel policial equatoriano foi atacado com um carro-bomba ferindo 28 pessoas e no dia 12 de abril, três reféns da equipe do Jornal “El Comércio”, que haviam sido sequestrados em março dentro do Equador, foram executados pelo grupo dissidente Oliver Sinisterra em território colombiano.

As eleições do poder legislativo ocorreram em 18 de março e no próximo 27 de maio, será a disputa do poder executivo. A polarização das eleições apresenta à Esquerda, candidato pelo Movimento Progressista, o ex-guerrilheiro do M19 e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro, antigo simpatizante de Chavez. À Direita, o Partido Centro Democrático apresenta Ivan Duque, um dos principais críticos ao acordo com as FARC e que também conta com o suporte do ex-presidente Álvaro Uribe. Seus inimigos políticos afirmam que, se eleito, o processo de paz com as FARC poderá ser comprometido. Apesar disso, Duque possui uma significativa vantagem conforme as pesquisas.

Consolidar um processo de paz através da negociação com um grupo narco-terrorista é considerado por muitos como um insulto e desrespeito às suas vítimas e àqueles que o combateram e muito a colombianos já demonstraram que não aceitam isso. O ideal realmente é que esse grupo e seus dissidentes sejam reconhecidamente derrotados e sejam levados a tribunais por seus crimes violentos. Apesar de todos os problemas, Colômbia tem as condições de começar uma nova fase de desenvolvimento; principalmente se souber aprender algo com a experiência brasileira.

MR: Com a prisão de Lula da Silva no Brasil, abriu-se um novo período de incerteza no país. O PT defende que Lula ainda se pode candidatar, mas há alguns eleitores que se começam a virar para outras forças políticas. O que podemos esperar dessas eleições?

CFM: Ao tentar consolidar a sua hegemonia no poder nas duas últimas décadas, acabou ocorrendo uma atrofia das alternativas de outras formas de oposição. Hoje, quando a Esquerda entra em colapso, infelizmente o país se mostra limitado em outros modelos, alternativas e forças políticas que estejam, nesse momento, prontas para assumirem o papel de serem partícipes ou tenham liderança num processo de avanço político, econômico e social que o país necessita.

Até no meio acadêmico esse cenário tem reflexos porque a hegemonia do pensamento de Esquerda nos círculos intelectuais e a hostilidade em receber outros pontos de vista gerou um monopólio que dificulta o surgimento de modelos intelectuais alternativos de construir soluções. Esse processo deixa um vácuo muito grande no momento atual.

Radicalização atual do discurso Lula com sua militância de que “eles seriam seus herdeiros”, as arruaças violentas desencadeadas, o espetáculo de “Showmissa”, a utilização política do nome da esposa falecida um ano atrás e outros atos populistas tem tido eco positivo na militância radical do PT e favorecido principal candidato antítese a ele, o Jair Bolsonaro. Nesse sentido, analistas entendem que possivelmente o PT esteja cometendo um erro estratégico.

Muitas pessoas votavam no Lula não por ser um líder de Esquerda, mas por considera-lo capaz de melhorar as suas vidas. Isso realmente aconteceu quando Lula viabilizou crédito bancário para que pudessem ter acesso a mais conforto de maneira geral. Ocorre que, hoje, muitas dessas pessoas se encontram altamente endividadas ou desempregadas, contexto agravado porque o país tem os juros mais altos do mundo. Entretanto, ainda guardam boas recordações dessa curta fase. A maioria desse segmento não se identifica com o radicalismo de Guilherme Boulos, que tem buscado se apresentar como sucessor de Lula. A não ser uma minoria extremista da militância profissional, que é paga para isso.

Há outras pesquisas mostrando uma migração de votos diretamente do Lula para o Jair Bolsonaro, que pode até parecer bizarra se for vista apenas do ponto de vista ideológico.  Entretanto, o Brasil mudou muito e as próximas eleições não podem ser vistas apenas por esse prisma e querer analisar com os mesmos indicadores de 2002, 2006, 2010. Nas classes pobres, a popularidade de Bolsonaro tem crescido muito; recentemente foi divulgada uma imagem com cerca de 130 humildes “jipeiros” homenageando esse candidato escrevendo seu nome com os veículos nas Dunas de Genipabu, principal cartão postal de Natal-RN.

As estatísticas tem mostrado que Lula ainda tem cerca de 20% do percentual eleitoral e isso será suficiente para colocar um candidato no 2º turno das eleições. Os demais candidatos e o principal segmento da imprensa tem “fingido” que Bolsonaro não existe, a despeito do crescimento de sua popularidade; assim como aconteceu nos Estados Unidos, poderemos ter surpresa quando for anunciado o próximo presidente.

De fato, devido ao cenário de fragilidade e instabilidade, com os 14 milhões de desempregados (o maior índice da história), Bolsonaro foi quem deixou de ser um indivíduo/candidato e passou a ser uma ideia, um conceito que tem muita tendência a crescer na pressão do caos que agora se instala. Bolsonaro é um player real nesse jogo, queiram ou não.

Também não se pode ignorar Marina Silva, que passou quatro anos escondida da imprensa, evitando de manifestar suas opiniões para entrar no jogo em busca dos votos de Lula, assim como Ciro Gomes, o caudilho do Ceará que tem um bom discurso de indicadores econômicos, mas recusou-se a reconhecer explicitamente no Foro Brasil España de Barcelona (março 2018) que os escândalos de  do PT tem alguma responsabilidade na atual crise do Brasil.

MR: O que se pode dizer sobre as eleições na Venezuela?

CFM: Na desesperada tentativa de Nicolás Maduro em ganhar tempo, as eleições marcadas para abril, foram adiadas para 20 de maio na Venezuela.

No início da década de 1990, devido ao preço do petróleo e a dimensão de suas reservas, a Venezuela era um dos países mais ricos da América Latina. O modelo socialista adotado desde Hugo Chavez ampliou o tamanho do Estado, estimulou a corrupção, levou a pobreza a 80% dos lares, a inflação ultrapassa 800%, a fome atinge mais de 60% da população, a repressão do Estado é brutal. As eleições têm sido uma farsa que em 2018 será repetida certamente.

Na semana passada, a imagem em redes sociais de Rosinés Chávez, filha mais nova de Hugo Chávez, com um “leque” de notas de dólar causou um desconforto político porque, além da miséria do país, é proibido ter moedas estrangeiras em casa. Não é a primeira vez que ela protagoniza um episódio constrangedor, ano passado ela postou nas mesmas redes sociais uma foto com o pop star Justin Bibier por ocasião de um show em Caracas, evidenciando uma apologia tácita e contraditória ao estilo de vida capitalista da América do Norte que tanto vem sendo criticado pelos chavistas desde o fim do século passado.

Dificilmente Nicolás Maduro sairá democraticamente do poder, vai jogar todas as fichas nesse “vale tudo”. Ele não tem muitas opções e os próprios militares não querem que ele abandone o país pedindo exílio em países aliados porque uma queda desse governo já assinalou que levaria muita gente do governo a tribunais internacionais de Direitos Humanos.

A possibilidade de ocorrer uma guerra civil é real e, no cenário atual, a BBC divulgou recentemente uma cisão nas Forças Armadas que tem sido mais evidente pelo grande número de aprisionamento de militares.

MR: O que se pode dizer sobre as eleições no Paraguai?

CFM: No dia 22 de abril será decidido quem irá suceder Horácio Cartes do Partido Colorado em um único turno.  Representando os conservadores estará Mário Abdo Benitez, filho do ex-secretário Alfredo Stroessner e líder do Partido atualmente no governo; é apontado como provável sucessor do presidente atual.

Efraín Alegre é apresentado pela Frente Guasu e Partido Liberal com poucas chances.

MR: Como está o cenário eleitoral na Costa Rica?

CFM: Esse país é um exemplo típico de mudança de cenário durante o processo eleitoral. Apesar de, o Pastor Evangélico e líder do partido de Direita Restauração Nacional Fabrício Alvarado ter obtido o maior número de votos em fevereiro, ele não conseguiu atingir os 40% dos votos; por isso houve um segundo turno no início de abril. Nessa rodada seguinte, o candidato de Centro-Esquerda Carlos Alvarado soube conduzir melhor a apresentação de sua agenda progressita e venceu os debates sobre temas polêmicos como casamento gay e Estado laico, acabando por ser eleito com mais de 60% dos votos.