Superação: Quase 1 ano após perder as pernas em um acidente, Billy Monger vai ao pódio na F3 inglesa.

5 de Abril de 2018

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Billy Monger, era piloto da F4 inglesa, quando sofreu um acidente que mudou sua vida. O piloto inglês de 17 anos, vinha em disputa contra outros carros, quando acertou em cheio o carro de Patrik Pasma, que estava lento na pista.

A batida foi tão forte, que a remoção do piloto levou duas horas. Contudo o mesmo ainda falava com os comissários e o grupo de resgate. A maior preocupação dos médicos eram as pernas de Billy e a pior notícia veio três dias depois: Monger teria que amputar as suas duas pernas.

O piloto permaneceu em coma induzido por alguns dias e seus familiares até iniciaram uma ‘vaquinha’ para ajudar na sua recuperação. O valor necessário foi cerca de R$ 1,8 milhão, o que foi facilmente atingido. Grandes nomes do automobilismo fizeram doações, colaborando com a recuperação rápida de Billy.

Não demorou três meses para o jovem voltar a sentar em um carro de corrida. O piloto fez um teste pela Fun Cup no circuito de Brands Hatch com objetivo de recuperar a licença de piloto e também se adaptar as novas condições de pilotagem.

A volta aos monopostos aconteceu no começo deste ano. Dez meses após seu terrível acidente – um dos mais assustadores do automobilismo nos últimos anos – o jovem inglês participou de um teste da Carlin com um carro da F3 Inglesa.

No último sábado que Monger teve o seu ‘retorno triunfal’. Na abertura da temporada em Oulton Park, o piloto sentou em um carro adaptado da Carlin para as três corridas da primeira etapa da temporada – cada etapa é composta por duas ou mais corridas -. Porém o inglês ainda não tem um lugar garantido para o resto do ano, mas com uma atuação dessas, esperamos que a Carlin garanta o seu lugar para 2018.

Para receber um piloto bi amputado, o chassi padrão da F3 foi adaptado. Billy acelera e troca marchas em espaços reduzidos no volante e o freio é num pedal acionado pela perna prostética.

O objetivo de Billy agora, é garantir a vaga e disputar o restante da temporada de 2018. Em entrevista, o jovem disse que adoraria disputar uma temporada completa e ter a chance de ser campeão.

Além do retorno aos monopostos, ele também participa de um projeto da academia La Filiere Frederic Sausset, um time inteiramente formado por pilotos amputados para participar as 24 Horas de Le Mans de 2020.