Se permitirmos, amanhã Moro será o novo Coronel Brilhante Ustra

10 de julho de 2018
Eduardo Bolsonaro
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Eduardo Bolsonaro é advogado formado pela UFRJ, Policial Federal e Deputado Federal por São Paulo.

O dia 8 de julho já pode entrar para a história como um dos dias mais ridículos da história do judiciário nacional. Mas sempre há de se extrair um ensinamento por pior que seja a situação. Por mais que consigamos expor que o PT há tempos não é um partido e sim uma quadrilha, sempre que oportuno devemos relembrar o povo disto, pois petistas são como bactérias que apenas aguardam uma queda do sistema imunológico para voltar à tona.

 

Três deputados federais do PT, Wadih  Damous (ex-presidente da OAB/RJ), Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP), impetraram pedidos de habeas corpus para Lula. Porém, essa mesma medida já havia sido apresentada anteriormente ao juiz natural da causa e negada. A malandragem dessa nova tentativa foi que o juiz que estava de plantão, não coincidentemente, era um desembargador filiado por décadas ao PT e que tinha entrado no poder judiciário por indicação de Dilma Rousseff. Mais uma vez as indicações políticas estavam a obstruir a justiça. Num tempo recorde o desembargador Rogerio Favreto despachou não um, mas três habeas corpus em prol de Lula. De posse desta ordem de soltura os três malandros petistas correram para Curitiba afim de libertar o ex-presidente antes que alguém se desse conta do golpe, pois pedir a um juiz plantonista que reveja uma decisão já proferida pelo juiz natural é ilegal e nula. O juiz Sérgio Moro, mesmo de férias, levou à ciência dos policiais federais que não soltassem Lula, pois Favreto não era juiz competente para opinar no caso. O delegado federal Roberval Vicalvi, responsável pelo cárcere do ex-presidente, segurou o ímpeto dos três patetas e não cedeu aos apelos do desembargador Fraveto que, segundo O Antagonista, lhe desferiu palavras raivosas pelo não cumprimento de sua ordem (https://goo.gl/4H6M9M). Neste meio tempo o presidente do TRF-4, desembargador Carlos Thompson Flores, fez decair o habeas corpus ilegal.

 

Resta saber qual punição o CNJ dará a esse desembargador petista. Ao menos duas representações já foram protocoladas, a do deputado federal Major Olímpio (PSL-SP) e da ex-procuradora do DF Boa Kicis. Ou então se o cachorro seguirá mijando no poste e o CNJ acatará o pedido feito pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para que Moro seja punido, já que mesmo de férias trabalhou para que não houvesse a liberdade ilegal de Lula – era só o que me faltava.

 

Desfeito o circo temos como lições que os petistas farão de absolutamente tudo para soltar o maior ladrão da face do planeta Terra, aquele que “enricou” seus filhos, joga a culpa de seus crimes em sua ex-mulher e não tem pudor em se dizer um preso político. Os trouxas artistas, cujo combustível é a lei Rouanet, seguirão a repetir a sua balela de “Lula livre” e ao lado de pseudo intelectuais pintarão onde puderem que Moro é um facínora, quiçá um torturador. Pois bem, este foi o mesmo enredo lançado para cima dos militares, inclusive do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e daqueles que combateram os grupos terroristas dos anos 60 e 70 – sim, no Brasil houve sequestros de autoridades e aeronaves, bombas em aeroportos e prédios públicos, execução de reféns políticos e justiçamentos sumários, tudo em prol da revolução que queria transformar o Brasil numa ditadura do proletariado – o sistema cubano. Se nós não tivermos a disposição de desmentir, de rebater, de colocar no devido lugar essa minoria de canalhas esquerdopatas, amanhã seremos exatamente nós os “apoiadores de torturadores como o juiz Sérgio Moro”. Então o conselho que eu te dou é não permita que a esquerda reescreva a história novamente e inverta valores, humilhe quem tente te convencer de que um ladrão solto é algo bom, é algo justo, desarme discursos e notícias que se valem de belas palavras mas que ao final visam proteger bandidos, siga provérbios 18:06: “quando um tolo começa uma discussão o que ele está pedindo é uma surra”. E deixe de ser preguiçoso, pois o preço da liberdade é a eterna vigilância