Quebra de Contrato: um fim de semana com vovô pode ser revelador

12 de dezembro de 2018
Kito Mello
por

Presidente da ASBI - ASSOCIAÇÃO SIONISTA BRASIL- ISRAEL. Professor, autor-roteirista, escritor, pesquisador e ghost writer.

Após ouvirem as informações colhidas em Milão e as orientações feitas por Jacob para que reforçacem a segurança nas instituições judaicas, na Embaixada de Israel, na AMIA, nas escolas, nas sinagogas, nos centros culturais e até nos cemitérios judaicos em todas as províncias, num total de setenta instituições, as lideranças judaicas redobraram as atenções com a aproximação de carros em seus portões, assim como, intensificaram o controle de segurança nas entradas e saídas de pessoas de seus estabelecimentos. Tudo sem alarde ou pânico para tentar evitar algum incidente desagradável, já que não se podia confirmar uma ameaça real de atentado.

Os dias passavam em Buenos Aires, e a vida prosseguia na cidade cada vez mais agitada, como em qualquer metrópole com dois milhões de pessoas disputando espaço. Entretanto, nessa multidão que vivia correndo, também batia um coração sem pressa. Longe do centro da cidade havia um “quê” de província, onde a alma portenha parecia ter parado no tempo.

O dia ainda nem clareara, mas Pepe já estava no batente em seu quisoque. Sempre de bom humor, ele ajeitava os arranjos dentro das caixas, colorindo a esquina do bairro. Um negócio que cativava os vizinhos e unia as famílias. Herança de pai para filho e netos. As mãos marcadas cultivavam esta tradição e, mesmo no inverno, ele fazia parecer que estavam na primavera, dando a impressão de que, ao parar no seu ponto comercial, o freguês estava em alguma cidadezinha do interior.

Era uma rotina de 40 anos, que teve início com uma pequena banca de dois cavaletes, onde ele e o pai arrumavam algumas caixas de madeira cheias de flores que transportavam da chácara, em Olivos. Com a morte do pai, Pepe investiu o dinheiro da herança e passou a ser dono de um “kiosko”, ampliando o negócio, e vendendo, além de flores; revistas, jornais, cigarros e guloseimas. A concessão foi conquistada, ainda no tempo do presidente Perón. O negócio deu tão certo, que hoje, o “kiosko” transformou- se em um “maxikiosko”, onde se vende de tudo inclusive livros, bebidas, chaveiros com camisas de times do mundo todo, preservativos e presentes de última hora, além de oferecer um serviço de fotocópia, uma cabine telefônica e pequenas refeições. Existem mais de dez mil lojinhas dessas espalhadas pela cidade, e oito em cada dez argentinos, compram nesses “kioskos” ou “maxikioskos”, toda semana.

Noutros pontos da cidade funcionam pequenos hortifrútis nas calçadas, com os donos despachando seus entregadores montados em bicicletas com cestinhos ou a pé, puxando caixas empilhadas sobre rodinhas, para entregarem em domicílio as compras dos clientes. Judith, mãe de Adria, é freguesa de um deles. Ela sempre compra alguma coisa quando está voltando com Elias da AMIA, onde trabalham. Ela como telefonista, e ele, como o responsável pelo Departamento Cultural.

Em outras esquinas estão instalados as casas que servem café da manhã à moda paraguaia ou peruana, com uma clientela fiel. No entanto, nenhuma delas pode se comparar ao excêntrico “Bar do Manduca”. Um reduto, onde se reúnem velhos amigos, aposentados, ou ainda na ativa, que trabalham na AMIA, ou outros amigos que simplesmente ali aparecem para comer e discutir as manchetes políticas e esportivas dos jornais comprados na banca do Pepe.

Manduca é nome de Armando Mascherano, um torcedor fanático do River Plate, que cresceu acompanhando o pai na administração do bar que leva o seu apelido, e que depois que ele morreu, herdou tudo, até os fregueses, que se transformaram em grandes amigos. A maioria é aposentada ou trabalha na AMIA, distante menos de cem metros. Com costeletas suíças, que se juntam ao bigode, Manduca cativa a todos com as iguarias que cria e pelas quais nunca cobra a degustação. Sua paixão é o pequeno Javier, seu neto, também torcedor do River Plate, que ele sempre leva para a escolinha de futebol do clube do coração.

Assim é o cotidiano em Buenos Aires: Perfeito e pacato.

*****

Na casa de veraneio, no Delta do Tigre, Jacob está sentado em uma espreguiçadeira, quando Adria se aproxima com uma caixa e senta-se sobre o gramado.

— Vamos brincar, “Harold”?
 Ele abre a caixa e retira um tabuleiro de papelão com uma pista de corrida desenhada e alguns carrinhos de plástico.

— Você não se cansa de perder pra mim, “Calvin”?

Adria olha para ele com os lábios apertados, quase fechando os olhos. Jacob ri.

—  Agora eu não sou o “Calvin”, eu sou o “El Lole”.

—  Quem?

—  É assim que nós chamamos o Carlos Reutemann. Meu carrinho é igual ao da Williams.

—  Eu não sei se quero brincar disso.

—  Tá com medo, não é? Já sabe que eu vou te ganhar. — diz Adria sorrindo.

—  Não é nada disso, só não quero ganhar sempre de você. — debocha Jacob.

— “El Lole” é o melhor piloto do mundo. — diz Adria.

— Quantos títulos ele ganhou? — desdenha Jacob.

— Isso não significa nada. Só porque o *“Fangio” ganhou cinco vezes não quer dizer que ele seja o melhor. — retruca Adria.

— Está bem, moleque! Arma esse tabuleiro e me dá o carrinho cinza. “El Chueco” vai ganhar mais uma de você.

Adria arruma o tabuleiro e arruma os dois carrinhos, emparelhando-os. Em seguida, pega dois dados.

— Você fica com um e eu com o outro. Quem tirar o número maior ganha. — Quem joga o dado primeiro? — pergunta Jacob.
— Pode ser você.

Jacob sopra o dado e balança a mão.

— Não, melhor eu! — grita Adria.

Jacob ri. Adria joga o dado.

— Seis! Agora eu quero ver você me ganhar. — diz Adria, pegando o carrinho e andando seis casas.

— Ei, rapazinho! A primeira jogada era para ver quem começava primeiro e não…

— Ah, deixa “Harold”. — diz Adria, sorrindo.

— Se o teu pai te pega roubando no jogo, você vai ouvir o maior sermão.

— Eu não estou roubando, apenas mudando as regras do jogo. — sorri Adria, cinicamente.

— Você vai ver só uma coisa. — ameaça Jacob, balançando a mão com o dado.

— Dois! Dessa vez você vai engolir poeira Fangio. — exalta Adria.

Sentada em uma confortável poltrona, no alpendre do segundo piso da casa, Mirta observa avô e neto se divertindo, resgatando um tempo precioso para ambos.

— Vamos “El Chueco”, vamos mostrar para esse moleque quem é o verdadeiro campeão do automobilismo. — diz Jacob para si mesmo, incorporando o famoso piloto.

— Por que você chama o Fangio desse apelido, vô?

— Foi um apelido que ele recebeu quando jogava partidas amadoras de futebol.

— E o que significa?

— O manco. É que as pernas dele eram arqueadas.

A partida continua acirrada.

— Você devia torcer por “El Lole”. Ele é judeu.

Jacob percebe ser este o motivo de admiração de Adria pelo piloto argentino. Os carrinhos estão emparelhados e faltam apenas cinco casas para um dos dois ganhar a corrida.

— Ah, não! Quatro. — diz Adria, desanimado.

Jacob tem a chance de ganhar mais uma vez. Isso o incomoda. Adria pode se sentir diminuído. De repente ele tem uma ideia.

— Me dá o seu dado Adria!

— Por quê?

— Porque eu acho que se jogar com o meu, eu vou perder.

Adria lhe entrega o dado, mas sem que perceba, Jacob coloca os dois juntos na mesma mão.

— Joga logo “Harold”!

Jacob sopra e balança a mão. Então finge jogar o dado para longe, distraindo a atenção de Adria, que não percebe que ele coloca o dado virado com o número um.

— Onde está o dado vovô?

— Droga! Joguei mal. Deu 1.

Adria começa a pular de alegria.

— Você vai perder “Harold”! Eu só preciso de um, 2.

— Você ainda não ganhou nada. — adverte Jacob.

— Dois, dois, dois, dois. — repete o menino como se fosse um mantra.

Adria joga o dado. Jacob está tão tenso quanto ele.

— Dois! Eu ganhei! “El Lole” ganhou!

Adria olha para Mirta no Alpendre.
— Carlos Reutemann ganhou, vovó.

— Parabéns, Adria! — acena Mirta.

Adria corre pelo gramado, imitando o ronco de um motor de um bólido de Fórmula 1. Jacob olha para Mirta com ar de felicidade. Ambos sorriem.

Com a ajuda da dedicada e amorosa esposa, Jacob e Adria desfrutam de quase todos os finais de semana na casa de veraneio. Mesmo tendo sido ausente durante boa parte da infância do neto, ele consegue, em pouco tempo conquistar seu coração, tornando-se seu maior e melhor amigo.

Para Adria, o fato de o avô ser um sobrevivente do Holocausto, liderar uma revolta em Treblinka, ser agente do MOSSAD e, ainda por cima, ser querido por todos os garotos de sua idade, torna a figura dele, como a de um herói particular, como aqueles bonecos de super-heróis que se compra em alguma loja de Departamento e coloca-se na prateleira para ficar admirando e criando enredos fantásticos com eles.

A identificação de ambos é tão forte que Jacob torna-se o seu confidente, o único para quem Adria se abre e confia seus segredos mais secretos. Nem mesmo Elias ou Judith conhecem-no tão bem quanto o avô. A recíproca também é verdadeira, com exceção do passado sombrio como sonderkommando, em Treblinka, e a sua atuação como juiz de acusação de Deus.

Sobre o seu trabalho como sonderkommando, justifica-se, porque a simples lembrança do momento em que fechou a porta da câmara de gás, olhando para Haim o corrói por dentro. No entanto, como juiz de acusação de Deus, considera apenas que Adria ainda é muito jovem e imaturo para digerir essa questão, ainda mais, porque as regras religiosas impostas por Elias são algo que ele considera prejudicial, e tudo o que ele não quer, nesse momento, é prejudicar o caminho que está construindo junto com o neto, oferecendo condições para que ele não se transforme num judeu intransigente, inflexível e radical.

— “Harold”, é verdade o que o papai disse sobre você?

— Seu pai diz tanta sobre mim, “Calvin”.

— Ele disse que você era rabino.

— Sim, isso é verdade, eu um dia fui rabino.

— Papai diz que gostaria que eu me tornasse um rabino, ele sempre tenta me convencer falando de você.

— De mim?

— É. Ele diz que você se formou pela Yeshivá Chachamei Lublin e que…

— Bom, se eu não sou mais rabino, deve ser porque não gostei. Isso ele não te fala, não é?

— Não.

— Mas você quer ser rabino?

— Acho que não.

— Então, ainda há alguma possibilidade de você vir a se tornar um. — diz Jacob torcendo a boca.

— Por que você desistiu de ser rabino, vovô?

Mirta olha para Jacob, com uma leve torcida de pescoço e com os olhos arregalados.

— Não acho que isso seja interessante pra você. — responde Jacob sem tirar os olhos da esposa.

— E por que não seria?

— Porque essa é uma história que ficou para trás.

— Tem a ver com a *“Shoah”?

Jacob não gosta do rumo que a conversa está tomando e finge que não ouviu, puxando outro assunto.

— Eu ontem aprendi uma mágica com um amigo e quero te ensinar.

— Adoro mágica, “Harold”, mas você não respondeu a minha pergunta.

Adria não é uma criança tão fácil de se enganar. Quando ele coloca uma coisa na cabeça, não desiste, e sempre exige uma resposta convincente, caso contrário lutará para que a sua compreensão sobre algo seja aceita como uma vertente. Isso acaba incomodando quem se utiliza de um conceito fechado, tal como: “É isso, pronto e acabou!” No entanto, se ele perder o interesse, pode ser a coisa mais valiosa do mundo ou a pessoa mais importante do mundo, que ele simplesmente ignora.

— Por que você está tão interessado em saber sobre o meu passado? — pergunta Jacob.

— Pelo mesmo motivo que você se interessa pelo meu futuro.

— Mas o seu futuro me interessa, porque eu vou me empenhar em te ajudar a construí-lo.

— E se você me contar o seu passado posso aprender a não cometer os seus erros no futuro.

Jacob sorri com a perspicácia do garoto.

— Quem te ensina a dizer essas coisas, moleque? Você só tem dez anos. Tá esperto demais!

— Ninguém me ensina a falar o que penso, vovô. Eu falo o que sinto, só isso.

Mirta esconde um sorriso, sob os olhares de desespero de Jacob.

— Entendi. Então, você vai querer aprender minha mágica ou não?

— Claro que vou, mas primeiro vamos terminar essa conversa, vô. Não me enrola!

Jacob congela um olhar de admiração com um sorriso de felicidade. — Sim.

— Sim o quê, vovô?

— A pergunta que você me fez. A resposta é sim.

— Mas têm outros sobreviventes que não perderam a fé, como você.

— Quantos sobreviventes você conhece para ter tanta certeza?

— Ao vivo só você, mas na escola nós conhecemos a história de um sobrevivente.

— E ele é religioso?

— Não. Mas também não é assim como você.

— E como é que eu sou?

— Não sei o nome disso, mas ele não disse que acredita em Deus e nem que não acredita, como você diz.

Mirta olha para Jacob e pigarreia, chamando a atenção para um assunto que não deveriam discutir, mas Jacob decide dar prosseguimento à conversa.

— Essas decisões são sempre de caráter particular, Adria. Cada pessoa tem o seu motivo para continuar acreditando em Deus, ou para deixar de acreditar nele.

— E qual é o seu motivo?

Jacob está acuado. Não quer entrar nessa armadilha. Adria pode não compreender seus motivos, se aborrecer, e ele ser penalizado por Elias, ficando sem ver o neto. Ele olha para Mirta como se pedisse sua ajuda, mas ela não se manifesta.

— Sabe Adria, quando me formei rabino, acreditava cegamente em tudo o que os eruditos ensinavam e não os contestava em nada, sequer me permitia conhecer sobre o que eu aceitava ou negava.

— Mas você não perguntava nada se não compreendia?

— Não. Se algum assunto era proibido, eu simplesmente me recusava a falar sobre ele, mesmo que fosse o maior absurdo apoiado pelos rabinos, simplesmente concordava com tudo porque era assim que devia ser feito.

— Eu também não concordo com muita coisa que o papai diz, mas ele disse que eu vou entender quando fizer o bar-mitzvá… Mas por que você diz que Deus não existe?

Mirta pigarreia novamente. Dessa vez, mais alto. Jacob olha para ela.

— Não posso afirmar categoricamente que Deus não existe, Adria, mas também ninguém consegue provar sua existência. Tudo o que afirmam a favor ou contra ele, baseia-se apenas na fé e no radicalismo. Um ateu ativista é tão religioso quanto um crente. Ambos querem convencer os outros das suas “verdades”.

— É por isso que você e o papai brigam sempre?

— Eu não brigo com o seu pai. Respeito a forma como ele encara a vida, mas não concordo, e ele toma isso como um ataque. O fato de eu pensar assim, o ocupa mais do que a obrigação de cumprir os seiscentos e treze mandamentos da Torá.

— Não são dez? — pergunta Adria assustado.

Jacob dá uma sonora gargalhada.

— Dez? Nada disso. São duzentos e quarenta e oito mandamentos positivos e trezentos e sessenta e cinco mandamentos negativos.

— Não sei se vou conseguir cumprir tanto mandamento assim.

Mirta sorri com a lucidez do neto.

— É por isso que Elias quer que você use os tzitzit.

— O que têm eles em relação a todos esses mandamentos?

— Os nós das franjas estão conectados aos seiscentos e treze mandamentos. Por interpretação: O principal comentarista da Torá, Rashi, baseia o número de nós em uma *“gematria”. Você sabe o que é uma gematria?

— Sei. Papai já me explicou.

— Então! A palavra tzitzit tem o valor seiscentos. Cada nó tem oito fios quando dobrados e cinco jogos de nós, totalizando treze. A soma de todos os números é seiscentos e treze. Isso reflete o conceito de que a utilização do tzitzit serve para te lembrar de cumprir todos os mandamentos da Torá.

Adria fica perplexo com o conhecimento de Jacob.

— Se você conhece tanto sobre a Torá, por que não faz as pazes com Deus?

— Só as pessoas sem estudo, ou que não querem buscar as explicações para as suas dúvidas é que precisam de um Deus.

— Jacob! — adverte Mirta.

Jacob a olha.

— Já chega, Adria!

— Só mais uma pergunta?

Jacob torna a olhar para Mirta.

— Faça-a.

— Você deixou de ser rabino porque descumpriu uma das três regras que nos permitem desistir da vida?

Jacob recebe uma descarga de adrenalina. Seu coração dispara. Quer desviar o olhar de Adria, mas não consegue. Adria o encara sem piscar os olhos. Ele fica visivelmente nervoso e mal-humorado

— Por que você está me perguntando isso?

— Uma vez, papai me disse que um judeu só deve desistir da vida se for obrigado a cometer um…

— Já chega, Adria! Vamos embora. Não estou me sentindo muito bem.

— Vá se acostumando com ele, querido. É natural que queira saber mais coisas sobre você. — diz Mirta.

A princípio, Adria não compreende a mudança brusca de humor e de comportamento do avô, mas manifesta-se espontaneamente.

— Bingo!

— O que foi que você disse? — pergunta Jacob.

Sem papas na língua, o garoto dispara.

— Eu o atingi bem no alvo, não é, “Harold”?

Jacob não responde e Mirta aperta seu braço, indicando o tamanho do problema que virá pela frente.

— Nós vamos ter que falar mais sobre isso, vovô! Mas vamos mesmo!

Jacob sabe que está metido em uma grande encrenca. Adria não vai sossegar, enquanto não souber toda a verdade sobre o seu passado.

— Isso vai me machucar. — diz baixinho para Mirta.

— Mas também pode ser libertador falar sobre o seu passado, querido.

Adria olha para eles.

— O que é que vocês estão cochichando aí?

Jacob gesticula balançando uma das mãos com os dedos unidos e fala para ele.

— Nem no MOSSAD eu encontrei um agente tão implacável como você, Adria.

Mirta e o garoto riem muito, enquanto Jacob solta um longo suspiro.

* JUAN MANUEL FANGIO – Foi um dos maiores nomes do automobilismo, ganhando cinco títulos mundiais, sendo quatro consecutivos, e dois vice-campeonatos. Foi o único piloto da história da Formula 1 que foi campeão com 4 escuderias diferentes: Alfa Romeo, Maserati, Ferrari e Mercedez-Benz.

*SHOAH – Significa calamidade e é usado por muitos judeus e por um número crescente de cristãos, devido ao desconforto com o significado literal da palavra holocausto, de origem grega e conotação relacionada com a prática de expiação de pecados por incineração.

*GEMATRIA – Método hermenêutico de análise das palavras bíblicas somente em hebraico, atribuindo um valor numérico definido a cada letra. É conhecido como ―numerologia judaica‖