Por que os Direitos Humanos não defendem os humanos direitos?

13 de março de 2018
Eduardo Bolsonaro
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Eduardo Bolsonaro é advogado formado pela UFRJ, Policial Federal e Deputado Federal por São Paulo.

Foto: Conservadorismo Brasil/Google

Para entender isso você precisa saber um pouco de história, se não continuará sendo um peão nesse tabuleiro chamado política. Em 1867 o alemão Karl Marx sintetizou os pilares do comunismo através do seu livro “O capital”, tido como um marco do pensamento comunista.

Ele defendia basicamente que havendo a distribuição igual dos meios de produção cada um receberia de acordo com a sua necessidade e não conforme seu mérito próprio. Seria o fim das desigualdades sociais e até mesmo da inveja, da cobiça.

Não vamos analisar os resultados desse sistema, mas sim a maneira para implementá-lo na prática. Para fazer essa coletivização da propriedade privada seria preciso o emprego da força, aí entra o Estado. Para o Estado tirar a propriedade de quem a produziu e revertê-la para que nunca fez nada ele precisaria ter o monopólio da força – daí tamanha preocupação dos comunistas, hoje chamados de socialistas, com o desarmamento da população civil.

Além disso, seria preciso quebrar todas as barreiras, tudo que pudesse ser uma resistência a essa distribuição na marra. Por isso o comunismo é ateu, não podem padres, pastores, sacerdotes dizerem o que é certo e o que é errado, pois isso pode contrariar os dogmas do Estado comunista.

Cabe ao Estado esse papel. Já dizia Marx “a religião é o ópio da população” é aquilo que anestesia o povo dos malefícios capitalistas. Saiam os crucifixos de todas as repartições públicas e botem quadros e estátuas dos líderes Marx, Lenin, Stalin, Mao Tse Tung e Fidel Castro, deuses são aqueles que comandam o Estado comunista.

A família é um foco de resistência – leia o livro “Sussurros” passado na União Soviética – os pais passam então não a trabalhar para deixar herança para seus filhos, mas sim para gerar riquezas para o Estado bem as distribuir – o documentário “Under the sun” mostra que na comunista Coreia do Norte parte dos filhos moram nas escolas e pais nas fábricas, assim o Estado educa as futuras gerações e os pais podem passar mais tempo não servindo ao Senhor, mas sim ao grandioso Estado que é a sua nova religião.

Após vencer todas essas batalhas não haverá sequer o sentimento de inveja, que segundo os comunistas é fruto das desigualdades sociais, existentes somente numa sociedade desigual, a capitalista. Nestas “cabeças brilhantes” a inveja é que leva ao roubo.

Assim explicou recentemente a socióloga esquerdista Márcia Tiburi num programa de tv defendendo a lógica do assalto. Na lógica deles a burguesia se apodera do Estado e faz leis para que ela, classe burguesa, se mantenha no poder. Logo, crimes como latrocínio, sequestro ou roubo não são desvios de caráter reprovados pela sociedade, mas sim condutas que se convencionou tornar crime para que a polícia bote na cadeia essas “vítimas da sociedade de consumo” (criminosos), marginalizados pelo cruel capitalismo.

Diante deste contexto a polícia é o aparato opressor do Estado, são aqueles que se prestam a prender os “distribuidores de riquezas” (criminosos), popularmente conhecidos como ladrões, assaltantes, sequestradores e latrocidas. A partir daí você já começa a perceber o porquê de jornalistas esquerdistas, doutrinados já nas universidades sempre com um centro acadêmico ou diretório ligado a um partido de esquerda, pouco se importarem com o assassinato de policiais, mas se escandalizarem com a morte de um criminoso, ou melhor, “suspeito”. O próprio líder guerrilheiro comunista Carlos Marighella escreveu em seu mini manual do guerrilheiro urbana que o criminoso é um revolucionário em potencial, precisando apenas direcionar a sua violência a favor da revolução

Se você sair por aí com a cara e a coragem dizendo que um latrocida não merece ser preso e quem está errada é a pessoa que trabalhou para comprar um bom carro provavelmente você não conseguirá muita adesão. Solução: dê contornos de humanismo àquilo que você defende, seja hipócrita, diga que você é dominado pelo nobre sentimento de compaixão, tanto que seu grande coração até se coloca no lugar do criminoso, aquele que vai passar anos encarcerado numa masmorra lotada, coitadinho, que desumano! Convença seus súditos disso que daí já poderá se lixar para as vítimas assassinadas por esses bandidos. Para não restar dúvida que você será o ganhador do debate acuse seu adversário de não conseguir contra-argumentar por ser uma pessoa sem compaixão, dominado pelo ódio, que quer uma punição irracional e desumana para o latrocida.

Pronto, você venceu o debate através do politicamente correto, saiu com imagem de moço de bom coração e angariou apoio para que pessoas passem a lutar pela liberdade do criminoso, ou pelo menos enxergue lógica nesse tipo de política de direitos humanos – Márcia Tiburi: “eu enxergo uma lógica no assalto”.

Só não avise que isso vai levar o seu povo ao caos, que é o que ocorre atualmente com o Brasil e mais gravemente na Venezuela. Mas tudo bem se esse caos for um passo necessário para a construção do mundo ideal, mundo onde todos são iguais, como por exemplo em Cuba ou Coreia do Norte. Afinal, eles defendem que a missão do Estado não é trazer prosperidade e sim igualdade, só não dizem que é igualdade por baixo, com todo mundo na miséria, a exceção dos nobres membros da casta do partido comunista/socialista, vide a boa vida da família de Lula, Maduro, Fidel Castro, Kim Jong-un e todos os ditadores de esquerda.