Por que ainda há tantos “esquerdólatras” na Universidade brasileira?

10 de Janeiro de 2018
Dennys Garcia Xavier
por

É Professor Associado de Filosofia Antiga e Ética da Universidade Federal de Uberlândia. Tem Pós-doutorado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade de Coimbra.

Foto: Google

Muitos e variados são os motivos para AINDA termos tantos esquerdopatas na Universidade brasileira. Alguns deles já foram explorados por colegas liberais/conservadores em outros textos, por isso não tratarei deles aqui uma vez mais de forma pormenorizada, por exemplo: a ideia de que ser de esquerda é ser do “bem” (derivada de uma leitura tortuosa do período militar pelo qual passamos), a manutenção do poder pela distribuição de favores a quem pensa igual (se você é de esquerda, deve ser premiado…se não o é, deve ser expulso e perseguido) etc.

A coisa toda é mesmo muito estranha. Como bem lembra Ayn Rand – se você não a conhece, corra…a mulher é extraordinária – o socialismo/comunismo já foi experimentado em todos os continentes do globo e “à luz dos seus resultados, é hora de questionar os motivos de (seus) defensores”. É patético. Estamos diante daquela que talvez seja a mais insistente teimosia infantilóide de gente com mestrado e doutorado da história da Humanidade. Aliás, neste sentido, a Universidade brasileira tornou-se a porta-voz, por excelência, do atraso, da decadência teórica, do desprezo pelos fatos e da incompreensão da natureza humana. A mediocridade pulula em suas fileiras, local que, em vez disso, deveria ser referência de ilustração, de racionalidade e inteligência.

Mas, volto à questão do título.

Bem, há um fator pouco explorado na explicação deste infausto evento. É que a adesão a uma determinada ideologia/crença acaba criando estruturas de significação pensadas para dar a ela alguma importância (mesmo que completamente falsa, como no caso do socialismo/comunismo). Explico. Qualquer criança alfabetizada sabe da falência das propostas esquerdólatras. Mas, para conferir a elas alguma relevância social, são criadas castas e uma arquitetônica bem articulada para fazer crer que estamos lidando com coisa importante. Isso quer dizer que se toda esta gente simplesmente acordasse um dia e dissesse: “chega, não vamos mais defender esta ficção, esta mentira”, eles subitamente, de uma hora para a outra, perderiam a sua “importância” na estrutura de castas artificialmente criada para conferir projeção social, acolhimento de grupo etc.

Há problemas que, para esta gente, não devem ser resolvidos (ainda que já o tenham sido em termos práticos). O teatro deve ser alimentado, a ficção deve permanecer viável, porque só assim a existência daquela “massa humana” se justifica no embate. Imagine o sujeito do sindicato, o professor-ideólogo, o aluno “lacrador” sem as suas “muletas” historicamente constituídas. Teriam que trabalhar, estudar, produzir, competir, superar objetivos…tudo o que nunca fizeram. Daí serem amantes da eterna situação de vítimas de tudo. Não se pode criticá-los. Eles têm “lugar de fala”, são “oprimidos”, “perseguidos”, “assediados”…não os incomode em sua “dor histórica”. Importante para essa gente não é ciência ou cultura de nível, mas banheiros para gêneros diversos, “x” em vez de vogal que defina sexo, estudos profundos sobre temas relevantes tais como (cito aqui temas conhecidos de “pesquisas” realizadas em âmbito universitário): orgias em saunas, a natureza da mulher “piriguete”, a sexualidade em banheiros públicos de rodoviária…tudo, de preferência, pago com bolsa governamental.

A Universidade brasileira tem que ser repensada e a primeira coisa a ser feita é abandonar o discurso do gado embriagado e avançar sobre o terreno seguro dos fatos e da realidade. Aos poucos podemos e vamos fazê-lo.