Os opostos se atraem?, não. Os diferentes, sim.

5 de Abril de 2018

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Foto: Google

Como pode o dia atrair à noite, o frio o calor, a dor o prazer, o amor e o ódio, etc…, se são dualidades impossíveis de estarem no mesmo espaço ao mesmo tempo? Porém, os diferentes se atraem sim. O que falta em mim, procuro no outro para me completar. O que tem de diferente no outro é o que admiro, que me satisfaz, que me completa. Ainda bem que ninguém é igual, seria realmente um tédio toda essa semelhança, não teria cor, não teria graça.

ADMIRAÇÃO é positivo, espelhar-se no outro também. Dizem que somos a média das cinco pessoas que convivemos. Modelar quem admiramos é saudável. Agora, competir com quem “admiramos” tem que ser investigado, porque de simples admiração passa a ser obsessão, ou seja, eu tenho que ser melhor para me sentir bem. Definitivamente, você não se sentirá bem e sim um eterno desconforto e sensação de que jamais alcançará o seu objetivo. Cada ser é único e especial. Posso modelar, sim, posso imitar, não. A imitação empobrece o ser. Cada um tem sua identidade, sua marca, seu jeito de ser, caso você insista em imitar, ficará uma cópia pobre e pirata do ser imitado. Todos temos inteligência suficiente para sermos quem somos. MODELAR significa encurtar caminho, ou seja, não preciso inventar a roda, basta colocar a minha marca, a minha essência, o meu estilo no que já deu certo. Quando eu admiro, eu amo, quando imito, eu invejo. Porque estou deixando de ter a minha identidade para viver a realidade do outro, do ser imitado.

A relação humana tem de ser pautada pelo respeito, pela honestidade, lealdade, cumplicidade, admiração, empatia, tolerância, sensibilidade, compaixão e principalmente AMOR. Busco no outro o que falta em mim, e essa busca tem que ser generosa, gratuita e especial. Isso vai proporcionar equilíbrio à minha existência. O outro tem que agregar e não roubar, tem que somar e não subtrair.

Portanto, se mantivermos relações harmoniosas, de respeito e admiração mútuos, conviveremos na mais perfeita ordem que a natureza criou, mas se insistirmos em contrariar essa mesma ordem, faremos de nossas vidas um verdadeiro caos, uma infelicidade perpétua e uma amargura sem fim. Aprendamos a admirar e não invejar. Busquemos no outro o que falta em nós, afinal, o objetivo é somar, crescer e amar e não destruir.