Prisão de Lula não é a simples prisão de um bandido, vai além disso

10 de Abril de 2018
Eduardo Bolsonaro
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Eduardo Bolsonaro é advogado formado pela UFRJ, Policial Federal e Deputado Federal por São Paulo.

Ex-presidente Lula foi preso no último dia 07

Quando fiz direito na UFRJ ou quando estudava para concursos no Fortium ou LFG aprendi que a caneta do juiz deve sempre pesar mais quando o réu tem mais escolaridade ou tenha posição de destaque na sociedade. É sabido que Lula não é reconhecido pela sua escolaridade – exceto pelos baba ovos que lhe dão título de “doutor honoris causa” por aí – mas ele foi presidente do Brasil, algo certamente notório.

Ao lado disso estão as lições sobre a função preventiva da pena: uma punição exemplar acaba intimidando outras pessoas de cometerem um crime, elas pensarão duas vezes antes de delinquir. Essa construção jurídica é uma evolução desde os tempos do Império Romano, não foi algo criado para punir apenas Lula. Agora, some-se a isso o atual estágio de degradação moral que vive o Brasil, onde governantes roubam bilhões, onde medidas de governos simplesmente ignoram os valores judaico-cristãos que baseiam nossa sociedade e tem-se aí um país a beira do colapso. Quem nunca ouviu “o Brasil vive uma crise política, econômica e moral”?

Pois bem, para se mudar este quadro é necessário o resgate do exemplo, a começar punindo os líderes dos maiores roubos do planeta Terra (mensalão, petrolão, escravização de médicos cubanos, remessas do BNDES para o exterior sem auditoria etc). O PT, com apoio de diversos outros partidos, não inventou a corrupção mas a levou a patamares nunca antes vistos na história, elevou o patrimonialismo (confusão do público com o privado) a níveis inéditos. Já dizia Enéas Carneiro que o problema do Brasil nunca foi dinheiro, alguns até complementam falando que talvez o problema seja que o Brasil é muito rico e atraia a ganância ilimitada de muitos bandidos.

Lula está inserido nesse contexto, não há mais espaços para alegações de ingenuidade como “eu não sabia”, “esse triplex é coisa da Marisa” ou “esse sítio é de um amigo meu”. Não. É impossível que uma pessoa que já presidiu a nação seja tão tapada assim. Portanto, a comemoração do povo nas ruas não se trata tão somente da felicidade por ver um corrupto preso, é também um desespero de uma nação que tem esperança de que o Brasil do futuro esteja finalmente chegando. Um futuro em que vale a pena seguir a Constituição, em que a lei é igual para todos, inclusive para presidentes e ex-presidentes.