Intolerância: porque é difícil aceitar o outro?

19 de setembro de 2018
Gisele M. Machado
por

Coach de Relacionamento e Palestrante Motivacional

Porque o ser humano de um modo geral tem intolerância as diferenças? Porque não posso e devo aceitar o outro exatamente como ele é? Onde está a raiz de tanto preconceito? Na biologia o ser humano é único. Um único DNA, uma única digital, então, porque não aceitar as diversidades? Porque uns se julgam melhores que outros?

Mais uma vez esbarramos na famosa cultura de um povo, na importância da educação de base. O ser humano tem que entender que, apesar de todas essas diferenças, uma coisa todos temos em comum, SENTIMENTO. O sentimento do branco, do negro, do hétero, do homo, do alto, do baixo, do gordo, do magro, enfim, sentimento não é medido por configurações externas e sim internas.

Os dois sentimentos mais fortes que carregamos são: AMOR e ÓDIO. Nós decidimos qual deles alimentaremos. Por vezes, alimentamos os dois, porém, a medida que damos é que faz a diferença. Se alimento mais o amor, com certeza serei tolerante e aceitarei o outro tranquilamente, mesmo que esse outro alimente mais o ódio, não deixarei isso me afetar. Acolherei com compaixão e empatia todas as diferenças, afinal, alimento o amor, a compreensão, a aceitação. Se alimento mais o ódio, aí, faço da vida uma eterna guerra, porque serei intolerante com o outro. Não aceitarei suas escolhas, seus pontos de vista, enfim, serei um perseguidor implacável. Farei da minha vida e da vida do outro um inferno, ao passo que se amo, faço da minha e do outro um paraíso.

Ninguém nasce bom ou mau. Todos somos um papel em branco, a vida é que escreve a nossa história. Nosso primeiro, e mais importante contato é a família. Se esse núcleo é de amor, de respeito, de conexão e pertencimento, o mundo lá fora pode tentar nos massacrar, mas não vai conseguir, porque um escudo de amor foi formado. Agora se esse núcleo é de intolerância, de desconexão, de desrespeito, de desamor, a tendência será do mundo lá fora me massacrar, até porque isso será natural para mim.

Veja então, a importância de um lar estruturado. Quando recebo amor, sei doar amor, se recebo ódio, doarei ódio, até porque você só dá aquilo que você tem. Se você decidiu ser pai e mãe, tenha essa consciência. Caso você venha de um lar desestruturado, abusivo, violento, enfim, desajustado, faça um tratamento de limpeza, de quebra de padrões, de ressignificação dessas dores, antes de ser pai ou mãe. Cure-se primeiro, para depois começar uma nova história. Aprenda de um modo especial a lançar um novo olhar sobre a vida e suas relações. Tudo pode ser reaprendido, basta abertura e boa vontade. Assim, teremos um mundo melhor.

Tudo isso parece simplista e É. A dor pode e deve ser ressignificada, as feridas podem ser fechadas, a vida tem que ser reiniciada. A intolerância pode desaparecer, se os intolerantes se propuserem a essa mudança. O dia que isso acontecer, e não é impossível, o mundo terá paz. Gratidão.