Homens, as maiores vítimas dos assassinatos no Brasil

9 de março de 2018

No dia de ontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Nele, muito se ouviu sobre a violência sofrida pelas mulheres no Brasil, tema recorrente na mídia nacional. Todavia, o Brasil padece de um quadro endêmico de violência, no qual as maiores vítimas da barbárie nacional, são eles, os homens.

Em 2016, no Brasil, por exemplo, 61.619 pessoas foram assassinadas. Das quais, 4.657 eram mulheres. Sem dúvida, um número inaceitável e altíssimo de mortes. Mas esse número reflete menos de 8% do total dos homicídios nacionais. Dos quais, ainda, segundo o “Anuário Brasileiro de Segurança Pública, ed. 2017”, apenas 533 assassinatos se enquadrariam no chamado ‘feminicídio’- que é o homicídio praticado em virtude da condição de mulher, assim tipificado pelo legislador brasileiro.

Entretanto, para as feministas de plantão, sociólogos, cientistas políticos, filósofos, coletivos financiados por verbas públicas, ideólogos marxistas, psicólogos, jornalistas, ‘ongueiros’, líderes esquerdistas e ‘especialistas’ em segurança pública, só a violência contra as mulheres merece destaque, por muitas vezes, desmerecendo aquele que responde no polo passivo por quase a totalidade dos crimes desta natureza: o homem!

Mais de 90% dos assassinatos cometidos no Brasil, no ano de 2016 – dado  observado no mundo todo, onde homens respondem estatisticamente pela maioria das mortes violentas  – foram contra os representantes do sexo masculino. É muito importante que estes dados sejam mostrados e interpretados com honestidade, já que os homens no Brasil são vítimas de uma brutal violência que, via de regra, é ignorada em virtude de uma agenda ideológica que privilegia apenas os interesses das mulheres, quando na verdade, a violência no Brasil é generalizada, sendo muitas vezes maior contra os homens.

Não podemos aceitar esta seletividade falaciosa, pois o Brasil é um país violento e não poupa ninguém. Mas, como mostram os dados estatísticos, as maiores vítimas da violência são os “ opressores” homens. O combate ao crime não deve ser seletivo e nem ideológico. Todos devem gozar da mesma proteção e preocupação com relação a violência.

A violência contra mulheres é inadmissível, mas contra homens também precisa ser.

Segundo o quesito da violência nacional, as mulheres – proporcionalmente – estão muito mais seguras e têm menores chances de serem assassinadas.

Crime não pode se tornar matéria de exploração de pauta ideológica para beneficiar este e aquele, ou mascarar interesses escusos na sua interpretação. Crime deve ser tratado como tal e mostrado sem quaisquer filtros. Os dados estatísticos precisam ser levados a sério. E não, o discurso político de especialistas de araque, que estão, geralmente, em busca dos votos dos incautos ou da doutrinação de novas mentes para a causa que defendem.

***Dados oficiais apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública – 2017.