Força de Caiado em Hidrolândia expõe fragilidade de Paulinho

6 de outubro de 2018
Carreata de Ronaldo Caiado em Hidrolândia

De um lado Didi Matias (PSD) e o prefeito Paulinho(PSDB), que é coordenador da campanha de Zé Eliton (PSDB). De outro, o vice prefeito Cassimiro Neto (DEM) e o vereador José Délio. Esse é o clima de disputa polarizada nas eleições do próximo domingo em Hidrolândia. Quem mostrar mais força, chegará bem em 2020.

A carreata e o encontro do candidato a governador Ronaldo Caiado (DEM) em Hidrolândia demonstra que Paulo Sérgio, o Paulinho, está perdendo o comando político do município e, apesar das vultuosas reuniões realizadas em sua casa – uma mansão construída, ainda antes do mandato, com piso em mármore, que recebeu cerca de 300 (pessoas), entre a maioria de servidores comissionados da prefeitura, Paulinho não consegue reunir, em torno da base de apoio,  a qual se tornou coordenador, os líderes e lideranças do município.

Carreata de José Eliton em Hidrolândia

Paulinho se tornou a anticrise da política hidrolandense. Na campanha de Zé Eliton e Marconi não está conseguindo vencer nem dentro de casa. A sensação é de um time com o ex-craque contundido e sem o apoio da torcida.

Pior: assistiu à prefeita de Caturaí e outros prefeitos  declararem apoio expresso a Ronaldo Caiado – bem como a Vanderlan. Ele próprio, embarcou no projeto de Wilder Moraes e deixou a campanha de Lúcia Vânia, fragmentando a chapa majoritária.

Sob o comando de Paulinho, prefeitos e vereadores foram descanteados, e o grupo “querrestê “ não demonstra capaz de trazer a vitória a José Eliton.

Paulinho, nas últimas semanas, tem sido visto escondendo Zé Eliton. Ao invés do adesivo e material do governador, adequou-se a um boné preto e amarelo escrito “Marconi”.

Quando da operação da Polícia Federal, Paulinho esfriou ainda mais seu comportamento com a base aliada, congelado de vez, pela carreata que Zé Délio e Cassimiro Neto, juntamente com outras lideranças locais organizaram para Ronaldo Caiado que foi um sucesso.

Quem assiste ao discurso de Paulinho, verifica que “a vitrola não muda” – as mesmas lamúrias das dificuldades que os municípios passam. Realidades patentes, mas não aparente – em que busca se justificar os atrasos em pagamentos, licitações mal elaboradas, investigações em curso e falta de prestação de contas em convênios. Essa é a Hidrolândia de Paulinho que busca usar a AGM e os prefeitos como cabresto político.

Nos últimos quinze dias para as eleições, abandonou Lúcia Vânia e apoiou Wilder. Criticado, ouviu-se a primeira dama bater boca nas redes sociais e defender o marido, afirmando não ser “traíra”. Claro, não é traíra. O povo que é.

A verdade é que um dos coordenadores da coligação Goiás Avança Mais deixou de acreditar no projeto e contradiz o discurso do candidato a governador José Eliton. O desprestígio de Paulinho em Hidrolândia já deixou a meia lua do campo político, e é sentido em outros municípios.

Enquanto isso, o vice prefeito, Cassimiro, e José Délio, vereador, firmam e despontam como novas lideranças a serem apreciadas por qualquer novo governo.