Espelho, espelho meu…você se conhece de verdade?

13 de fevereiro de 2018
Gisele M. Machado
por

Coach de Relacionamento e Palestrante Motivacional

Espelho meu

O que é autoimagem? Como ela é formada? Quando nascemos, nos deparamos numa terra de gigantes. Com o passar do tempo, passamos a confiar em certos gigantes que são nossos pais, avós, enfim, membros da família. Quando criança não temos filtro e tudo que nos é dito, acreditamos como verdade. Geralmente, os adultos mais importantes para nós, são intolerantes e via de regra, não pensam antes de falar e dizem coisas a nosso respeito, tais como, “o menino custoso, o menino desajeitado, o menino burro” e por aí a fora, que ficam guardadas na nossa memória, fazendo um estrago no futuro.

Quando vamos para a escola, a coisa fica pior um pouquinho. Na adolescência, via de regra, criamos um personagem que acreditamos ser a melhor escolha para sermos amados e aceitos por todos. Muitas vezes, acreditamos ser realmente o personagem criado que nem procuramos nos conhecer em nossa essência. Quando ficamos presos no medo, perdemos a oportunidade de viver a plenitude, pois descartamos nosso EU real e não enfrentamos nossos fantasmas criados em nossa infância.

Para sabermos se estamos presos aos nossos personagens, farei algumas perguntas de identificação. Lembrando que, a sua autoimagem negativa, aquela que os adultos registraram em sua memória, não te pertencem. Aquilo de negativo que tememos ser, só fazem parte de lembranças ruins que foram depositadas em nossa memória. Vou dividir por partes.

A imagem que você projeta para o mundo: Como você gosta de ser visto? Que aspectos de sua personalidade você espera que as pessoas percebam em primeiro lugar? O que é mais importante que as pessoas saibam a seu respeito?

Quem você tem medo de ser: Qual é o oposto de cada um dos traços do seu EU dissimulado? Quem é a pessoa que você menos gosta e por quê? (a maior parte da percepção baseia-se na projeção, ou seja, o que mais desaprovamos no outro é o que tememos poder encontrar em nós mesmos, o nosso lado sombra). Quando entendemos que o que nos incomoda no outro não nos pertence, passamos a aceitar e acolher o outro com compaixão. Essa é a maravilha de nos conhecermos na essência.

Quem você realmente é: Quem você realmente é desperta sempre a sensação de voltar para casa? Você se sente bem em sua companhia? Ficar a sós com você é prazeroso, ou um tormento? Quem você é quando ninguém está olhando? Se você se sentisse totalmente seguro, o que faria de maneira diferente? Quem você seria se vivesse sem nenhum medo?

Depois de responder a esse questionamento e você tiver dúvida de quem realmente é, proponho que você faça esse exercício duas vezes ao dia por tempo indeterminado. Em frente ao ESPELHO se desafie a fazer uma reflexão e passe a ter um caso de AMOR com você. Olhe nos seus olhos e fale a verdade, afinal, será você com você e não podemos mentir para nós mesmos, não é verdade?

Tenho certeza de que se você se desnudar para você, se olhar com amor, com compaixão, com acolhimento, sua vida será transformada para melhor. Não precisamos fazer da vida um “palco”. A vida tem de ser vivida com naturalidade e verdade para que o amor seja real. Gratidão por essa descoberta.