Censurar as Fake News: a guilhotina esquerdista do século XXI

15 de maio de 2018
Eduardo Bolsonaro
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Eduardo Bolsonaro é advogado formado pela UFRJ, Policial Federal e Deputado Federal por São Paulo.

O facebook criou um sistema para coibir as chamadas fake news, notícias falsas. Uma vez denunciado um post como sendo fake news ele vai para a avaliação de analistas do facebook que decidirão se o post segue de pé ou se será excluído da rede. O problema é: quem é o facebook para controlar o que eu ou você dizemos nas redes?

 Recentemente o dono do facebook, Mark Zuckerberg, foi convocado para uma sessão do congresso americano a dar explicações sobre censuras e derrubadas de páginas do facebook – a esmagadora maioria delas conservadores. Interpelado pelo Senador conservador Ted Cruz (Partido Republicano-Texas) o proprietário do facebook não sabia onde botar a cara e balbuciava algo do tipo “não sei de nada…” (https://youtu.be/YevB9zJcpzQ). Não sabe de nada? Seria Zuckerberg mais um discípulo de Lula? Seria cômico se não fosse trágico e no Brasil a situação sempre piora, pois quem o facebook contratou para verificar se você está espalhando fake news nas redes e ser censurado é nada mais, nada menos, do que Leonardo Sakamoto (https://goo.gl/jJMrxX). Skamoto já disse: “o facebook não é o melhor instrumento para discutir política” (https://goo.gl/Kd1BRB).

Ele próprio tem o dom para distorcer fatos e propagá-los em seus blogs, um exemplo está na matéria de Felipe Pedri em que ele conta algumas fake news do próprio Leonardo Sakamoto: https://goo.gl/GtDru8 . Além de sua visão pró-direitos humanos (ou “direitos dos manos”), onde ele chega a repudiar a homenagem a Cabo Sastre – a PM que reagiu a um assalto e matou o ladrão armado que roubava mães e suas crianças na porta de uma escola  (https://goo.gl/BvPZMA) – Sakamoto já foi desmascarado pelo documentário Brasil Paralelo como blogueiro que formou um grupo que recebia dinheiro público para ajudar a campanha de Dilma Rousseff -vale muito a pena assistir e divulgar este e outros vídeos do Brasil Paralelo:https://youtu.be/pSGvw3wI7wk . Muito isento, não?

Bem, já deu para ver que quem escrever “foi impeachment” estará espalhando fake news e será censurado, quem teclar “foi golpe” terá o selo Sakamoto/facebook de veracidade.

 Não precisamos nem imaginar como seria feito esse controle, pois censuras já ocorrem mesmo hoje em dia. Vou citar apenas um exemplo, mas teria toneladas de outros: uma postagem que veio à tona através das redes do Deputado Estadual Flávio Bolsonaro denunciando a queda de uma página pelo “crime” de ter imagens de pessoas usando camisas com o rosto de Jair Bolsonaro estampado (https://instagram.com/p/Bg6igvthp1U/). Isso só pode ocorrer em duas hipóteses: A) algum analista do facebook recebeu uma denúncia e decidiu excluir o post e bloquear o usuário porque não gosta do Bolsonaro ou – a que eu acho mais provável; B) o facebook já tem um algoritmo para censurar apoio a determinados políticos e a exclusão do post/bloqueio do perfil ocorre automaticamente. Não há mais como crer que se tratem de casos isolados ou meros erros do facebook, essa realidade é sentida na pele de todo anti-esquerdista e não foram poucas as páginas derrubadas sem motivo. Em julho de 2016, praticamente ao mesmo tempo, o facebook derrubou uma dúzia de páginas de direita:

1- Loira Opressora

2- Ter opinião não é crime

3- Bolsonaro Opressor 2.0

4- Faca na caveira

5- Desquebrando tabu

6- Moça não sou obrigada a ser feminista

7- Sargento Fahur

8-Memes de direita

9- Orgulho em ser de direita

10- South America Memes

11- Bolsonaro viril

12 – incorretos

A Bolsonaro Opressor 2.0 tinha mais de um milhão de seguidores e também foi excluída do instagram, rede comprada pelo facebook.

O grande problema é que todos os “progressistas” (denominação suave para comunista, socialista, marxista, revolucionário e esquerdista) acham que são agentes transformadores da sociedade. Em sua ética tudo o que não serve à causa de transformar a sociedade em uma sociedade igualitária é fraqueza. Assim, honra, moral, honestidade (lembra do Lula?), humildade, ética ou qualquer outro valor da cultura judaico-cristã são fraquezas, exceto se aplicados para favorecerem à causa igualitária. Desta maneira não há, por exemplo, por que um juiz, um professor ou um jornalista serem imparciais. Eles devem ser “agentes transformadores”. Exemplos nos STF/tribunais, imprensa e salas de aula é o que não faltam. Assim pensava Robespierre, o maior assassino da revolução francesa que chegou a guilhotinar mais de 100 pessoas/dia no auge da revolução – qualquer um que seguisse uma tradição cristã deveria ser guilhotinado para que então nascesse uma nova sociedade, igualitária, com justiça social e os valores revolucionários. Assim também pensavam Marx, Engels, Luigi Ferrajoli, Paulo Freire e Gramsci, este último responsável pela expressão “agente transformador”*.

O facebook perde totalmente o crédito com esse tipo de iniciativa e a tendência é a rede acabar, ou ser reduzida a um portal com tanta credibilidade quanto às videocassetadas do Faustão. O melhor controle que há é aquele feito por cada um de nós. Não há necessidade de alguém me dizer o que é notícia boa ou ruim para mim. Se o brasileiro der crédito às fake news então merecemos os frutos da nossa própria ignorância. Não esperemos que inescrupulosos esquerdistas tenham a “fraqueza” de serem imparciais, honestos e éticos, a guilhotina deles está a todo vápor!

*”Bandidolatria e democídio, ensaios sobre garantismo penal e a criminalidade no Brasil”, Diego Pessi e Leonardo Giardin de Souza, editoras Armada e Resistência Cultural, 2ª edição, p. 154, nota de rodapé 219.