Bolsonaro fará bem para o Brasil, defende Joice Hasselmann

12 de maio de 2018

Pré-candidata ao Senado por São Paulo, a jornalista Joice Hasselmann surge no cenário político brasileiro como mais uma outsider a tentar a sorte no pleito de outubro. Filiada ao Partido Social Liberal (PSL), legenda comandada por Jair Bolsonaro, ela diz estar alinhas às pautas ligadas aos movimentos conservadores do Brasil.

Em entrevista ao jornal Hora Extra, Joice contou que nunca havia pensado em entrar para a política. “Mas fui intimada pelo Jair Bolsonaro. No último dia de filiação fui fazer a ficha. Fiz uma enquete na minha fanpage [do Facebook] e queria que meu seguidor dissesse que eu tinha que sair e com o Bolsonaro”, revela.

A jornalista, com passagem por grandes veículos de imprensa no Brasil, diz que “a coisa foi crescendo”. Afirma também que conta com o apoio de várias igrejas evangélicas, segmentos dentro da Igreja Católica e, mais recentemente, recebeu o apoio oficial da Associação Sionista Brasil-Israel (ASBI), formada por judeus conservadores.

Na pauta política de Joice o foco é claro: “Retomar as regras básicas para se ter uma família saudável, pois uma nação é um conjunto gigante de família”. Lamentando a destruição dos valores na sociedade brasileira nos últimos anos, vê como única saída o resgate dos valores judaico-cristãos.

Os princípios religiosos, assim como no caso de Bolsonaro, farão parte do discurso de Hasselmann na corrida eleitoral. O lema do PSL, afinal, é “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”. Desde criança frequentando a igreja, Joice conta que sempre leu a Bíblia. Recentemente, descobriu que tem ascendência judaica por parte da família de sua mãe.

Ela não esconde seu grande amor por Israel, país que já visitou muitas vezes. Por isso, defende que o Brasil retome as boas relações com Israel.

Quando esteve pela última vez no Estado Judeu, no ano passado, ela participou de um ato bastante simbólico. Parte de uma comitiva que contou com vários políticos, Joice pediu, em nome do povo brasileiro, perdão ao governo de Israel pela posição que nosso país vem tomando das votações na ONU/UNESCO, onde votou seguidamente em desfavor de Israel.

“Israel sempre estará no meu coração. Isso independe de mandato”, afirma. Porém, admite que, como senadora, poderá colaborar com essa aproximação. “Temer, Dilma, Lula… eles não estão nem aí para Israel. A única pessoa que disse que fará isso é o Jair Bolsonaro, pelo menos é o que ele tem prometido”, assevera.

Quando fala de Bolsonaro, a admiração dela é visível. Ela explica os motivos: “Eu apoio um homem conservador, de caráter e de estatura moral elevada. Eu acredito que ele fará bem para o Brasil”.

Pensando sobre sua atuação, caso seja eleita senadora, a jornalista lembra que “sempre defendeu” os valores cristãos e a família. “Um conjunto de famílias desestruturadas forma uma nação fraca, com ideias de esquerda, com a mente das crianças totalmente destruída”, destaca, assegurando que irá sempre defender os valores judaico-cristãos.

Fiel ao lema do seu partido, acredita que “Acima de qualquer ideologia há Deus. Acima de Deus não há e nunca haverá ninguém. Quem não tiver coragem força para levar essa bandeira pra frente, então é melhor desistir. Chega de passar a mão na cabeça do que não presta”.