11 de Setembro, Illuminatis e Teorias da Conspiração

11 de setembro de 2018
Sérgio Campregher
por

Sérgio Campregher é historiador pela Uniasselvi / Fameblu e fala sobre política e antissemitismo

As aventuras de Robert Langdon no filme Anjos e Demônios foi um excelente entretenimento.

ANJOS E DEMÔNIOS – Tom Hanks como Robert Langdon. Foto: Divulgação

O enredo que leva Langdon a descobrir que o símbolo pertence aos Illuminati levou milhões ao cinema. Foi um belo passatempo e também fui assistir a película. Há tempos, teorias conspiratórias alimentam o imaginário. O tema 11 DE SETEMBRO e ILLUMINATIS no Google trazem mais de 800 mil resultados. Uma destas teorias propaga o embuste de que as ações terroristas de 11 de setembro de 2001, em solo americano, foram perpetrados pelos illuminatis.

SUPRESSÃO MALICIOSA DA VERDADE – Assim nascem as teorias da conspiração.

Em maio de 1995 a internet deixou de ser privilégio das universidades e da iniciativa privada para se tornar de acesso público. Em 22 anos, fortes componentes ilusórios que alimentam teorias da conspiração, ganharam novo impulso.

MANTER A IGNORÂNCIA – Totalitarismos costumam ser fundamentados conceitualmente sobre teorias da conspiração que exploram a suposta existência de complôs de grupos sociais (raças ou classes) contra o restante da população.

A afirmativa de que uma “Nova Ordem Mundial” dominará o mundo foi citado pelo ditador Hitler em seu famigerado livro Mein Kampf. Todos sabem o desfecho das teorias de Hitler na Alemanha. De tempos em tempos o tema “Nova Ordem Mundial” ganha impulso. A ilusão precisa ser realimentada. 17 anos passados, o 11 de Setembro tornou-se matéria prima de revisionistas. O fato real mesmo é a morte de milhares de inocentes pelo jihadismo, seja em 11 de setembro de 2001 ou em Las Ramblas em Barcelona, em 17 de agosto de 2017 ou nos atentados terroristas em Paris, Bruxelas, Londres, Estocolmo, Berlim…

As guerras santas, inspiradas em credos religiosos, correm por conta do fundamentalismo islâmico e têm tintas medievais. Como ignorar que o terrorismo avança a passos largos?