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julho segunda

Entrevista: Francisco Gonzaga Pontes

Empresário do setor metalúrgico no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e diretor da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), Francisco Gonzaga Pontes está há menos de três meses à frente da supersecretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiás.
Francisco, apesar de ser próximo a Marconi nunca teve cargos políticos, e disse que ficou surpreso ao ser convidado: “para mim foi motivo de surpresa a minha vinda para a secretaria porque eu não esperava e também não sabia que estava sendo cogitado”
Houve bastante pressão para que a pasta voltasse para as mãos dos anapolinos como é de tradição dos governos tucanos: “Anápolis, acredito eu, ficou contente também”. Entretanto o secretário fez questão de enfatizar que sua missão é trabalhar para desenvolver todo o estado, e está animado com a grande missão que Marconi o confiou inaugurar o Centro de Convenções, o Aeroporto de Cargas e o Anel Viário, todos em Anápolis.
 
Em entrevista ao Hora Extra ele falou um pouco sobre os desafios que vem enfrentando à frente da secretaria:
Hora Extra: Secretário, fala um pouco para nossos leitores como foi para o Sr se tornar secretário trazendo novamente a secretaria para um representante de Anápolis...
Francisco Pontes: Então, já é tradição que a Secretaria de Indústria e Comércio seja de Anápolis. Hoje, não só a Industria e Comércio como a secretaria toda de Desenvolvimento Econômico. Hoje, é uma secretaria bem maior. Eu sempre estive perto do governo, mas nunca ocupei cargo e nem sou político. Mas sempre estive perto, acompanhando o trabalho do governador Marconi. E para mim foi motivo de surpresa a minha vinda para a secretaria porque eu não esperava e também não sabia que estava sendo cogitado, mas recebi com muita alegria o convite e resolvi aceitar, estou feliz, contente e trabalhando.
 
HE: A Anápolis ficou contente também né...
FP: Anápolis, acredito eu, ficou contente também. Eu sou anapolino, e tenho lá minha empresa. Apesar de que aqui eu represento o estado inteiro, e o estado em si, ele decentraliza sua política de desenvolvimento no estado inteiro. Nós temos ações de desenvolvimento no estado todo, não só em Anápolis. E meu objetivo não é de atrapalhar nenhum colega vizinho, mas o de desenvolver o estado inteiro.
 
HE: O Sr recebeu uma missão direta de Marconi que foi a de entregar à população três obras importantíssima para Anápolis: o aeroporto de cargas, o centro de convenções e o anel viário...como estão essas obras?
FP: Essa é uma tarefa que foi dada a mim, das diferentes obras do estado -  que não são poucas, são muitas - o governador selecionou essas três exatamente por eu ser de Anápolis para que ficassem sob o meu comando para que a gente concluísse essas obras. Nossa ansiedade é grande, as expectativas também, de que isso se realize no tempo mais curto possível, creio eu que no mais tardar até o final do ano a gente esteja concluindo todas essas obras.
 
HE: E o que seria esse aeroporto de cargas?
FP: O Aeroporto de Cargas é significativamente importante para Goiás. Nós não temos hoje em Goiás um aeroporto específico para cargas. Anápolis é uma confluência de modais: ferrovia, rodovia, e agora aeroporto que vem para consolidar esse tripé de modal de transporte. Então ele será muito importante. Ainda não foi concluído, mas já existe expectativa de grande exploração desse aeroporto por grandes empresas multinacionais, inclusive.
 
HE: O Centro de Convenções vem sendo anunciado desde o começo do terceiro mandato de Marconi por que ainda não está pronto?
FP: Uma obra muito grande, complexa, de investimento muito alto. Então o governo tem suas dificuldades, como o empresário tem, as pessoas têm, essa dificuldade de caixa. Então, dá-se um tempo, fortalece o caixa, e vem para o término que eu acredito que agora vai terminar. Eu já tenho a solicitação de eventos marcados para depois da inauguração. Não tenho dúvidas que o Centro de Convenções de Anápolis vai ser ocupadíssimo por eventos de muita importância.
 
 
HE: Qual será o papel da secretaria nesse novo projeto que o governo lançou a pouco o Goiás na Frente?
FP:O papel da secretaria é acompanhar todos esses projetos de perto para que todos tenham sua realização plena. É uma descentralização de obras que vai desenvolver o estado como um todo. Então não é fácil ter de acompanhar todas essas obras dar notícias e resultados de todas essas obras que está acontecendo no estado inteiro. É, talvez, o maior programa de descentralização de obras já feito no estado de Goiás.
 
HE: Outra questão relevante da sua pasta também da sua pasta é o desenvolvimento tecnológico, como anda essa frente da secretaria?
FP: Dentre essas obras que com certeza vai levar desenvolvimento aos municípios diversos, nós temos também na nossa superintendência a subsecretaria de desenvolvimento tecnológico e dentro dela nós tratamos dos Itegos que são institutos tecnológicos que vão qualificar a mão de obra de nossa população, para que o nosso trabalhador vá para o mercado mais capacitado; para que tenham uma renda melhor porque estão mais preparados. Os Itegos estão espalhados em todo estado.
 
HE: O Brasil tem passado já há algum tempo por uma recessão econômica. Como Goiás tem lidado com isso? Como está a geração de empregos?
FP: Olha, eu sei que nós perdemos muitos postos de trabalho, principalmente na indústria. O Estado como um todo ele não tem sofrido tanto porque o Governador Marconi é muito inteligente ele desenvolveu uma política de contenção de gastos e recuperação de receitas muito eficaz, por isso nosso estado sofreu menos que os outros. A indústria sofreu muito, mas sofreu menos porque o Governador soube lidar e apesar do sofrimento foi, claramente menor do que outros estados. Mas agora, graça a Deus, estamos em um momento de retomada da economia, nossas indústrias começam a dar sinais de crescimentos, o desemprego desacelerou e eu acredito que a partir de agora vamos retomar os postos de trabalhos perdidos.
 
HE: A Oposição tem tratado com desdém as missões comerciais do Gobernador. O Sr acha que essas missões são benéficas?

FP:Vou te dizer uma coisa: quem quer, vai; quem não quer, reclama. O governo vai atrás, ele mostra o estado, ele mostra os nossos potenciais, daí o sucesso da economia como um todo no estado. Nós temos a Caracal que é uma indústria bélica que eu não tenho dúvida que irá se concretizar, passado os trâmites legais, irá se concretizar. É uma indústria dos Emirados Árabes que vai funcionar em Anápolis. Eu já recebi um pessoal da indústria farmacêutica que quer se instalar em Anápolis também. Também temos um fábrica de tratores da Índia - que foi conquista do vice-governador. Então as coisas estão caminhando bem nesse sentido.
 
HE: A secretaria também tem os famosos Arranjos Produtivos Locais que desenvolve todo o estado, o que seria isso exatamente?
FP: Nós temos os APL(s) - Os Arranjos Produtivos Locais - que são os centros de treinamento de mão de obra e ao mesmo tempo fornecimento de equipamentos que levam em consideração a vocação produtiva de determinada região. Por exemplo: Jaraguá é confecção, temos lá uma máquina de corte de tecidos que o estado adquiriu e foi colocado à disposição daquele pessoal que está ali e quer desenvolver. Aí uma pessoa quer mexer com botões e não com confecção, mas é conexos então vai ter uma orientação. Isso tem em Jaraguá, Catalão, Pontalina, Bela Vista, por todo o Estado. A gera emprego, estabilidade econômica para o município, para aquelas pessoas. Eu quero fazer mais um do peixe em Uruaçu.
 
HE: O Sr é presidente do conselho do FCO. O que seria o FCO, o dinheiro irá entrar mesmo?
FP: FCO é um instrumento importantíssimo para o desenvolvimento do Estado. É geração de emprego e renda. Porque é uma verba destinada exclusivamente para o desenvolvimento econômico do Estado. E Goiás já tem a sua parte determinada. São praticamente 3 bilhões de reais que serão destinados a Goiás. E é um desafio nosso aplicar esse recurso no estado de Goiás. Por que é um desafio? Porque simplesmente querer o dinheiro não é o bastante, é preciso ter um projeto, ter uma confiança que irá se consolidar e vai gerar desenvolvimento. Tem de ter projetos bem feitos, essa é nossa preocupação para realocar todo esse recurso.