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julho segunda

Entrevista: Priscilla Tejota

Eu posso até ter entrando como uma "Tejota", mas eu tenho de sair - quando sair - como Priscilla”

Ela é uma das cinco vereadoras que estarão atuando por Goiânia a partir do ano que vem. Priscilla Tejota, casada com o deputa estadual Lincoln Tejota é mãe de dois meninos, trabalha com ações sociais há mais de uma década, e agora decidiu levar suas ações para o legislativo goianiense. Priscilla tem consciência de que ser de uma família tradicional da política Goiânia poderá gerar mais críticas do que o normal, mas garante que pode até ter entrando como uma "Tejota", mas terá de sair  como Priscilla.

Hora Extra: Vereadora, fala para gente qual sua relação com Goiânia?

Priscilla Tejota: Sou goianiense. Nasci e cresci em Campinas. Morei algum tempo em Piracanjuba - minha família é de lá - mas, a maior parte da minha vida eu sempre morei em Goiânia.

HE: Como surgiu a ideia de se tornar vereadora?

PT: Não foi uma decisão que eu decidi ser vereadora do nada, eu já trabalhava na política há bastante tempo de uma maneira indireta ajudando meu esposo, com a nossa família. Sempre participei da vida política, ajudando minha sogra. Eu, e a minha sogra, percorremos todo o estado de Goiás. E, antes da eleição desse ano, na eleição passada, o Vilmar Rocha já havia me convidado para compôr a chapa de mulheres do partido, mas eu não estava em um momento adequado. Mas filhos eram ainda muito pequenos, eu não tinha essa pretensão,

E agora, coincidiu da minha carreira, da minha vida familiar está mais organizada para eu poder participar da eleição. Então, depois da eleição do Lincoln, o Vilmar Rocha conversou comigo novamente e me disse que eu queria que eu participasse dessa eleição. Tive esse convite dele e da minha vocação. Coincidiu de juntarem essas duas coisas.

HE: E como vê Goiânia hoje? Com olhos positivos ou negativos?

PT: Sempre com olhos positivos. Sempre que um ciclo político acaba e começa outro, gera uma onda de expectativa na cidade, você termina uma legislatura e começa outra e começa um ciclo de esperança. A gente quer que os projetos sejam discutidos, que as pastas avancem. Eu acredito que hoje, a expectativa da cidade é essa: ver projetos importantes serem debatidos, implementados. Nós tivemos uma renovação grande, vem aí pessoas com projetos novos, com outras expectativas para a cidade. Goiânia vem sofrendo muito na área da saúde, é uma demanda muito grande. E quando a gente pensa que Goiânia é uma cidade que tem saneamento básico, não é mais esse tipo de problema que perturba a população, mas a falta de segurança, de creches e de saúde que é muito preocupante.

HE: A representativa feminina na Câmara é ainda pequena, essa legislatura vocês serão apenas cinco. Você já tem contato com as outras vereadoras eleitas?

PT: A única que eu ainda não conhecia era a Tatiane Lemos, mas eu tenho uma aproximação grande com a Dra Cristina, ela já era uma inspiração para mim, tenho uma aproximação com a Sabrina também. Eu acho que nós, mulheres, vamos buscar sim esse fortalecimento na Câmara.

HE: E os seus projetos? Já os têm mente? Como está sendo esse trabalho?

PT: Eu já tenho dois projetos prontos, que eu irei apresentar, que não revelarei aqui porque ainda quero contar com apoios e trabalhar isso, mas um será na área de Educação e outro na área de Saúde.

HE: A Sra já conversou com o prefeito eleito Iris? Já tem uma posição sobre ele?

PT: Eu estou aberta a essa aproximação. Eu apoiei o Vanderlan no segundo turno, o Iris ganhou, eu estou na oposição, mas não é algo ainda a ferro e fogo, pretendo esperar, vê e conversar mais com o prefeito para definir.

HE: A Sra foi procurada para participar da transição?

PT: Não, eu não fui.

HE: O PSD, seu partido, dispontou agora como a 3ª força política do estado, você atua no partido? Tem espaço?

PT: Atuo muito. Sempre tive espaço e tenho muito carinho pelo partido, fui fundadora, ajudei a colher assinatura, percorri diretórios, conheço o partido na capital e em todo o estado. É um partido democrático, um partido que tem vontade, força. Nós fazemos cursos, fazemos palestras, toda sexta-feira nós almoçamos no partido, ou seja, somos um partido unido.

HE: O Brasil passa um momento em que a sociedade desconfia dos políticos. Você é mulher de um deputado, é de uma família tradicional na política, foi complicado para você? Houve críticas?

PT:Foi uma das dificuldades que eu tinha quando pensava em lançar o meu nome em alguma candidatura porque para mulher é difícil, para a mulher de um político é mais difícil ainda, você tem de sempre está ali mostrando o seu valor. E eu me surpreendi, a minha aceitação foi melhor do que eu esperava porque as pessoas conhecem o meu trabalho, principalmente os políticos, eu não decidi ser candidata de um dia para o outro, eu fui conquistando essa relação, fui trabalhando, fui mostrando. Há 10 anos eu estou envolvida em projetos sociais, eu sei sempre onde tem uma invasão, uma creche que fechou, uma família em dificuldade. Estou sempre envolvida com problemas da cidade. As pessoas aceitaram. O nome pode até te abrir uma porta, mas é difícil se manter dentro. Eu posso até ter entrando como uma "Tejota", mas eu tenho de sair - quando sair - como Priscilla. Todo mundo que participou da minha campanha sabe que o Lincoln só esteve três dias em Goiânia nas eleições, os outros dias ele estava no interior.

HE: A Sra sempre foi envolvida em trabalhos sociais, como são esses trabalhos?

PT:São vários trabalhos. Sou evangélica e na minha igreja sempre trabalhamos com casa de recuperação então tem bastante tempo que eu trabalho nisso. Eu não utilizei nada do meu trabalho na igreja, porque ele não é político. É um trabalho que eu faço há anos, pelos meus valores, mas não quis usá-lo politicamente. Nós temos uma página que se chama "Heróis da Alegria" e nas principais datas do ano nós fazemos arrecadações, e ações. Enfim, é um trabalho de anos que nós da igreja, junto com grupo de empresários amigos, fazemos pelo social da cidade.