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julho segunda

“Habitação é uma das grandes marcas das administrações Marconi Perillo”
 
 
Presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab) desde 2014, Luiz Stival comanda há três anos uma das mais exitosas áreas da administração Marconi Perillo, executando programas que são referência nacional, a exemplo do Cheque Mais Moradia e do Casa Legal, que promove regularização fundiária urbana. Gestor tarimbado, Luiz Stival já foi vereador e prefeito de Nova Veneza, tendo sido reeleito no legislativo e executivo. Também foi presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM). Nesta entrevista ao Jornal Hora Extra, Stival fala sobre os avanços da política habitacional de interesse social do Governo de Goiás, ao longo dos últimos sete anos, destacando conquistas e desafios. Ele frisa que o governador Marconi Perillo fez uma revolução na área de habitação, resgatando uma dívida histórica com milhares de famílias ao transformar regularização fundiária em política de Estado.
 
 
O Senhor é conhecido como alguém do “grupo de Lúcia Vânia”, grupo que há anos é responsável pela política habitacional do estado, qual o papel da Senadora na Habitação?
 
Luiz Stival - A senadora Lúcia Vânia é uma das parlamentares mais atuantes e influentes no Congresso Nacional, com uma imensa folha de serviços prestados ao País e ao Estado de Goiás. Tem ajudado muito o governador Marconi Perillo na promoção do desenvolvimento de Goiás, em todas as áreas, não só na habitação. Ela tem viabilizado em Brasília recursos para obras estruturantes em nosso Estado, com grande impacto na sociedade. É uma senadora municipalista, que luta ao lado dos prefeitos, muito presente na vida dos municípios, com uma sensibilidade social muito grande. Sou presidente da Agehab por indicação da senadora Lúcia Vânia e do deputado federal Marcos Abrão, a quem tive a honra e, principalmente, o desafio de suceder na condução de um dos mais importantes órgãos da administração estadual. O deputado Marcos Abrão deixou um legado de muito êxito na Agehab: uma empresa completamente reestruturada, ágil, moderna e atuante nos 246 municípios. Ele ajudou o governador Marconi a implantar programas inovadores, como o Casa Legal, de regularização fundiária urbana, e a reformular o antigo Cheque Moradia, que foi transformado em Cheque Mais Moradia, para atuar em parceria com todos os programas municipais e federais de habitação. É o fruto desse trabalho que os municípios e as famílias estão agora usufruindo, com milhares de moradias e escrituras entregues em todo o Estado.
 
Para o senhor a crise influenciou na política de habitação? houve alguma desaceleração no setor?
 
Luiz Stival – No âmbito nacional, houve sim, desaceleração. Agora é que está efetivamente começando os processos de contratações do programa Minha Casa Minha Vida 3. Só que em Goiás a situação é diferente. O governador Marconi antecipou-se à crise e reestruturou o Estado. A área de habitação também passou por esse processo. Com muito planejamento, criatividade e ousadia, conseguimos manter o ritmo dos canteiros de obras de construção de casas em todo o Estado, mesmo com atrasos em repasses de verbas federais. Como eu expliquei, a Agehab é uma empresa estruturada e ágil, que trabalho com foco em resultado. Ao longo dos últimos 6 anos, conseguimos estabelecer convênios para construção de mais de 33 mil moradias, das quais mais de 14 mil já entregues e o restante em processo final de execução. Isso só foi possível graças à inteligente política de parcerias implantada pelo meu antecessor na pasta, o deputado Marcos Abrão, em que o Estado garantiu contrapartida de até R$ 20 mil reais por unidade habitacional em todos os convênios firmados pela Agehab com o governo federal, as prefeituras e entidades sociais.
 
O que o goiano sem casa precisa fazer para conseguir uma casa?
 
Luiz Stival – A missão da Agehab é atender as demandas por moradia de interesse social, ou seja, famílias com renda de até três salários mínimos. Para se ter uma ideia, mas de 90% do déficit habitacional do Estado está concentrado nesta faixa de renda. Então, o Governo de Goiás atua para viabilizar a conquista da casa própria para as famílias que mais precisam da intervenção do Estado para ter acesso à moradia digna e de qualidade. Em alguns empreendimentos, a Agehab atua de forma direta, caso dos residenciais Nelson Mandela e João Paulo II, em Goiânia. Nesses casos, a Agehab também é responsável pelo processo de seleção das famílias. Estamos, por exemplo, finalizando o processo de seleção das famílias. Mas nas parcerias com os municípios, o processo de seleção das famílias é descentralizado, de responsabilidade das prefeituras. A Agehab faz o crivo final, analisando se todos os critérios do programa Cheque Mais Moradia foi atendido. Basicamente, o programa beneficia famílias com renda de até três salários mínimos, que nunca tenham sido contempladas por nenhum programa habitacional (municipal, estadual ou federal) e que comprovem vínculo de no mínimo três anos com o município onde pleiteiam a moradia. Só abrimos inscrições para empreendimentos contratados e já em execução. No âmbito dos municípios, as famílias devem procurar as prefeituras para se inscreverem.
 
 
Como, para o Senhor, Marconi trata essa questão?é prioridade?
 
Luiz Stival – Habitação é uma das grandes marcas das administrações Marconi Perillo. Ele criou o Cheque Moradia, programa que foi copiado por vários Estados e municípios. É um programa muito inteligente, que destina crédito outorgado do ICMS para construção e reforma de moradias e de equipamentos comunitários. Ele tem impacto na economia dos municípios, gera emprego e renda. É destinado exclusivamente à aquisição de materiais de construção. Goiás hoje é uma referência nacional em execução de política habitacional graças à essa visão do governador. O Cheque Reforma inspirou o governo federal na criação do Cartão Reforma, que vai ajudar a aquecer a economia do País. O compromisso do governador com promoção da moradia digna é tão grande que ele já impôs um novo desafio, que é a contratação de 30 mil moradias nos próximos dois anos para atender os municípios que ainda apresentam déficit habitacional. A construção dessas moradias faz parte do programa Goiás na Frente, com destinação de R$ 1 bilhão para investimentos em parceria com as prefeituras e o governo federal. O governador também assumiu o desafio de fazer regularização fundiária urbana para resolver drama de milhares de famílias moradoras de antigos assentamentos precários que sonhavam com a conquista da escritura. Foi criado o programa Casa Legal, que proporcionou a regularização de toda a região Noroeste de Goiânia, com entrega de escrituras registradas em cartório para as famílias, gratuitamente. Esse também é um marco na história da habitação. Portanto, não existe governador mais compromissado com a questão da moradia do que Marconi Perillo.
 
O que seria o programa de energia fotovoltaica na habitação?
 
Luiz Stival – Outra ação pioneira da Agehab, que coloca mais uma vez os programas habitacionais executados no Estado como referência nacional. Estamos executando projetos-pilotos de energia solar fotovoltaica em residenciais construídos pelo Governo de Goiás em quatro municípios: Alto Paraíso, Pirenópolis, Caçu e Palmeiras de Goiás. São 1,2 mil famílias beneficiados. Os dois primeiros, Alto Paraíso e Pirenópolis, serão inaugurados até o mês que vem. Isso coloca Goiás na liderança nacional em sistemas de energia fotovoltaica unifamiliar, podendo gerar economia de até 70% na conta de luz das famílias. É um passo importante para a solução da crise energética e uma ação de sustentabilidade e inclusão social com novas tecnologias. A Agehab está investimento R$ 3 mil reais em Cheque Mais Moradia para colocar o sistema nas casas. Também está capacitando futuros moradores para trabalhar com implantação e manutenção desses sistemas, o que gera oportunidade de emprego e renda para as famílias. Além disso, estamos ajudando a popularizar uma tecnologia que ainda é cara.
 
Qual será a participação da Habitação no programa Goiás na Frente?
 
Luiz Stival – Habitação é um dos eixos de atuação do programa. A meta é a contratação de 30 mil moradias nos próximos dois anos, com investimentos diretos do Estado, por meio do Cheque Mais Moradia, de R$ 300 milhões. Outros R$ 600 milhões são da parceria com a Caixa e R$ 100 milhões em contrapartida dos municípios com a doação dos terrenos. Os recursos já estão disponíveis para os prefeitos que apresentarem as áreas e a documentação necessária. Ordens de serviço já foram assinadas pelo governador nos encontros regionais do programa Goiás na Frente.
 
Quantas moradias Marconi entregou nos últimos setes anos, quantas ainda serão entregues?

 
Luiz Stival – A administração Marconi Perillo promoveu uma revolução na história da habitação de interesse social em goiás. É um marco no País. Nesse período, a Agehab, com uma equipe enxuta e altamente qualificada, conquistou quase uma dezena de prêmios nacionais e um destaque internacional para o programa de moradia rural, desenvolvida em parceria com o Movimento Camponês Popular e o governo federal. Esse é considerado o melhor programa de moradia rural do País. O Cheque Mais Moradia também foi premiado nacionalmente. São quase 200 mil famílias atendidas nos programas habitacionais executados pela Agehab, com moradias, reformas de habitações precárias e escrituras.  Mais de 33 mil casas viabilizadas nos municípios, das quais mais de 14 mil entregues e outras 19 mil em conclusão. Nesse universo, temos mais de 140 mil famílias em atendimento nos convênios de reformas e melhorias habitacionais. Estamos concentrados agora na conclusão de obras e com uma agenda intensa de entregas este ano. Nosso grande desafio, já em andamento, é a contratação das 30 mil moradias do Goiás na Frente.

Empresário do setor metalúrgico no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e diretor da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), Francisco Gonzaga Pontes está há menos de três meses à frente da supersecretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiás.
Francisco, apesar de ser próximo a Marconi nunca teve cargos políticos, e disse que ficou surpreso ao ser convidado: “para mim foi motivo de surpresa a minha vinda para a secretaria porque eu não esperava e também não sabia que estava sendo cogitado”
Houve bastante pressão para que a pasta voltasse para as mãos dos anapolinos como é de tradição dos governos tucanos: “Anápolis, acredito eu, ficou contente também”. Entretanto o secretário fez questão de enfatizar que sua missão é trabalhar para desenvolver todo o estado, e está animado com a grande missão que Marconi o confiou inaugurar o Centro de Convenções, o Aeroporto de Cargas e o Anel Viário, todos em Anápolis.
 
Em entrevista ao Hora Extra ele falou um pouco sobre os desafios que vem enfrentando à frente da secretaria:
Hora Extra: Secretário, fala um pouco para nossos leitores como foi para o Sr se tornar secretário trazendo novamente a secretaria para um representante de Anápolis...
Francisco Pontes: Então, já é tradição que a Secretaria de Indústria e Comércio seja de Anápolis. Hoje, não só a Industria e Comércio como a secretaria toda de Desenvolvimento Econômico. Hoje, é uma secretaria bem maior. Eu sempre estive perto do governo, mas nunca ocupei cargo e nem sou político. Mas sempre estive perto, acompanhando o trabalho do governador Marconi. E para mim foi motivo de surpresa a minha vinda para a secretaria porque eu não esperava e também não sabia que estava sendo cogitado, mas recebi com muita alegria o convite e resolvi aceitar, estou feliz, contente e trabalhando.
 
HE: A Anápolis ficou contente também né...
FP: Anápolis, acredito eu, ficou contente também. Eu sou anapolino, e tenho lá minha empresa. Apesar de que aqui eu represento o estado inteiro, e o estado em si, ele decentraliza sua política de desenvolvimento no estado inteiro. Nós temos ações de desenvolvimento no estado todo, não só em Anápolis. E meu objetivo não é de atrapalhar nenhum colega vizinho, mas o de desenvolver o estado inteiro.
 
HE: O Sr recebeu uma missão direta de Marconi que foi a de entregar à população três obras importantíssima para Anápolis: o aeroporto de cargas, o centro de convenções e o anel viário...como estão essas obras?
FP: Essa é uma tarefa que foi dada a mim, das diferentes obras do estado -  que não são poucas, são muitas - o governador selecionou essas três exatamente por eu ser de Anápolis para que ficassem sob o meu comando para que a gente concluísse essas obras. Nossa ansiedade é grande, as expectativas também, de que isso se realize no tempo mais curto possível, creio eu que no mais tardar até o final do ano a gente esteja concluindo todas essas obras.
 
HE: E o que seria esse aeroporto de cargas?
FP: O Aeroporto de Cargas é significativamente importante para Goiás. Nós não temos hoje em Goiás um aeroporto específico para cargas. Anápolis é uma confluência de modais: ferrovia, rodovia, e agora aeroporto que vem para consolidar esse tripé de modal de transporte. Então ele será muito importante. Ainda não foi concluído, mas já existe expectativa de grande exploração desse aeroporto por grandes empresas multinacionais, inclusive.
 
HE: O Centro de Convenções vem sendo anunciado desde o começo do terceiro mandato de Marconi por que ainda não está pronto?
FP: Uma obra muito grande, complexa, de investimento muito alto. Então o governo tem suas dificuldades, como o empresário tem, as pessoas têm, essa dificuldade de caixa. Então, dá-se um tempo, fortalece o caixa, e vem para o término que eu acredito que agora vai terminar. Eu já tenho a solicitação de eventos marcados para depois da inauguração. Não tenho dúvidas que o Centro de Convenções de Anápolis vai ser ocupadíssimo por eventos de muita importância.
 
 
HE: Qual será o papel da secretaria nesse novo projeto que o governo lançou a pouco o Goiás na Frente?
FP:O papel da secretaria é acompanhar todos esses projetos de perto para que todos tenham sua realização plena. É uma descentralização de obras que vai desenvolver o estado como um todo. Então não é fácil ter de acompanhar todas essas obras dar notícias e resultados de todas essas obras que está acontecendo no estado inteiro. É, talvez, o maior programa de descentralização de obras já feito no estado de Goiás.
 
HE: Outra questão relevante da sua pasta também da sua pasta é o desenvolvimento tecnológico, como anda essa frente da secretaria?
FP: Dentre essas obras que com certeza vai levar desenvolvimento aos municípios diversos, nós temos também na nossa superintendência a subsecretaria de desenvolvimento tecnológico e dentro dela nós tratamos dos Itegos que são institutos tecnológicos que vão qualificar a mão de obra de nossa população, para que o nosso trabalhador vá para o mercado mais capacitado; para que tenham uma renda melhor porque estão mais preparados. Os Itegos estão espalhados em todo estado.
 
HE: O Brasil tem passado já há algum tempo por uma recessão econômica. Como Goiás tem lidado com isso? Como está a geração de empregos?
FP: Olha, eu sei que nós perdemos muitos postos de trabalho, principalmente na indústria. O Estado como um todo ele não tem sofrido tanto porque o Governador Marconi é muito inteligente ele desenvolveu uma política de contenção de gastos e recuperação de receitas muito eficaz, por isso nosso estado sofreu menos que os outros. A indústria sofreu muito, mas sofreu menos porque o Governador soube lidar e apesar do sofrimento foi, claramente menor do que outros estados. Mas agora, graça a Deus, estamos em um momento de retomada da economia, nossas indústrias começam a dar sinais de crescimentos, o desemprego desacelerou e eu acredito que a partir de agora vamos retomar os postos de trabalhos perdidos.
 
HE: A Oposição tem tratado com desdém as missões comerciais do Gobernador. O Sr acha que essas missões são benéficas?

FP:Vou te dizer uma coisa: quem quer, vai; quem não quer, reclama. O governo vai atrás, ele mostra o estado, ele mostra os nossos potenciais, daí o sucesso da economia como um todo no estado. Nós temos a Caracal que é uma indústria bélica que eu não tenho dúvida que irá se concretizar, passado os trâmites legais, irá se concretizar. É uma indústria dos Emirados Árabes que vai funcionar em Anápolis. Eu já recebi um pessoal da indústria farmacêutica que quer se instalar em Anápolis também. Também temos um fábrica de tratores da Índia - que foi conquista do vice-governador. Então as coisas estão caminhando bem nesse sentido.
 
HE: A secretaria também tem os famosos Arranjos Produtivos Locais que desenvolve todo o estado, o que seria isso exatamente?
FP: Nós temos os APL(s) - Os Arranjos Produtivos Locais - que são os centros de treinamento de mão de obra e ao mesmo tempo fornecimento de equipamentos que levam em consideração a vocação produtiva de determinada região. Por exemplo: Jaraguá é confecção, temos lá uma máquina de corte de tecidos que o estado adquiriu e foi colocado à disposição daquele pessoal que está ali e quer desenvolver. Aí uma pessoa quer mexer com botões e não com confecção, mas é conexos então vai ter uma orientação. Isso tem em Jaraguá, Catalão, Pontalina, Bela Vista, por todo o Estado. A gera emprego, estabilidade econômica para o município, para aquelas pessoas. Eu quero fazer mais um do peixe em Uruaçu.
 
HE: O Sr é presidente do conselho do FCO. O que seria o FCO, o dinheiro irá entrar mesmo?
FP: FCO é um instrumento importantíssimo para o desenvolvimento do Estado. É geração de emprego e renda. Porque é uma verba destinada exclusivamente para o desenvolvimento econômico do Estado. E Goiás já tem a sua parte determinada. São praticamente 3 bilhões de reais que serão destinados a Goiás. E é um desafio nosso aplicar esse recurso no estado de Goiás. Por que é um desafio? Porque simplesmente querer o dinheiro não é o bastante, é preciso ter um projeto, ter uma confiança que irá se consolidar e vai gerar desenvolvimento. Tem de ter projetos bem feitos, essa é nossa preocupação para realocar todo esse recurso. 

“Para mudar a política nós temos que ter pessoas novas, com um outro cárater”

Um médico que decide dedicar seu tempo e sua energia para ajudar mulheres carentes a ter uma saúde melhor. Essa foi a missão que surgiu para o médico ginecologista/obstetra Paulo Daher. Cansado de ver pessoas jogadas a própria sorte o médico começou a atender pessoas carentes em seu consultório, e viu a demanda crescer tanto que acabou criando um mutirão organizados por voluntários. Hoje, os mutirões do Dr Paulo chega a entender 600 mulheres por mês e foi com o ímpeto de poder ajudar mais que o médico – que nunca havia exercício cargo público na vida – se candidatou a vereador por Goiânia pelo Democratas e hoje é uma das novas caras do legislativo goianiense. Como outsider, Dr Paulo não fala como político, responde como se estivesse apenas papeando com alguém, ainda fala em primeira pessoa e diz estar um pouco frustrado por ainda ter de esperar para ver as coisas acontecerem.

Como a política surgiu na sua vida?

Eu comecei através de um atendimento social que surgiu diante de uma vontade minha de poder atender aquelas pessoas que me procuravam e estavam contando apenas com o sistema público de saúde. Estavam desassistidas. O paciente não conseguia marcar uma consulta, não conseguia fazer um exame de prevenção, uma mamografia. Então eu sensibilizei com essa causa e ia atendendo no meu consultório na medida que eu ia conseguindo. Conciliando com a minha atividade que era o atendimento no consultório - eu vivo da medicina - eu atendia esses pacientes, eles iam falando com outros pacientes e foi aumentando. Ai eu tive a ideia de fazer mutirões. Eu consegui um espaço dentro de um hospital particular e fui desenvolvendo essa ação social. E junto com a demanda de pacientes que aumentou muito, vieram os voluntários. Isso me possibilitou atender mais pacientes. Chegamos a fazer mais três mutirões por mês com mais de 150 pacientes cada.

Esse trabalho teve algum dinheiro público?

Era um trabalho feito com voluntários. Nunca teve dinheiro público.  Eles me ajudavam. 

E foi aí que o sr decidiu se candidatar?

Aí dentro desse trabalho social, nos últimos anos as pessoas ficavam comentando comigo: "Dr Paulo, por que o Sr não se candidata?", e eu no começo fui resistente, porque a imagem dos políticos está comprometida. Mas, no decorrer do tempo, eu fui entendendo - e os voluntários me ajudaram a amadurecer essa ideia - que para mudar a política nós temos que ter pessoas novas, com outro perfil, com caráter diferente, e isso me encorajou.

O sr já era filiado ao Democratas?

Eu sempre tive uma ligação grande com o partido Democratas. O meu tio trabalhou muito com o Senador Ronaldo Caiado, meu tio era médico ortopedista, e eles fundaram lá atrás a COT, a UDR, e eu sempre admirei muito a postura dele. Sou filiado ao partido há muitos anos. Aí quando surgiu a ideia eu não tive dúvida em procurá-lo [ao Ronaldo Caiado] e perguntar o que ele achava. Ele achou a ideia muito boa e me incentivou.

Como o sr vê a saúde hoje em Goiânia?

Abandonada. Está um caos. A saúde pública que já estava abandonada que já era ruim, hoje está pior. As pessoas estão morrendo. O prefeito não fez nada pela saúde. Porque se ele tivesse feito algo pela saúde, eu não estaria atendendo 600 pacientes por mês que iam no mutirão me pedir socorro, entende?

O que o sr acha do ex-prefeito Paulo Garcia?

O prefeito Paulo Garcia conduziu muito mal nossa cidade. A cidade ficou abandonada, os servidores viraram o ano sem receber. O novo prefeito pegou as contas da prefeituras toda abandonada.

O Sra como único médico dessa legislatura, já tem algum projeto nessa área?

Eu faço parte da Comissão da Saúde, sou o presidente, e já estou analisando todos os projetos que estão em tramitação para já poder o mais rápido possível tentar tirar a saúde disso aí. Tem um projeto muito bom que está parado na casa que é o projeto do vereador Elias Vaz que ele determina um prazo mínimo para consulta médica (15 dias), para cirurgia eletiva (60 dias) que é para agilizar o atendimento. O projeto está parado, mas vou colocar em pauta no dia primeiro.

O sr é da bancada do prefeito Iris Rezende, como é sua relação com o prefeito?

Eu estive com o prefeito Iris Rezende em todos os momentos. Antes mesmo dele ser candidato eu estive lá com ele pedindo para que ele fosse o candidato porque a cidade precisava de um gestor capaz. Eu lutei com ele na campanha em todos os turnos. Ele saiu vitorioso e para mim foi uma vitória também. O dr Iris já tem mostrado que tem essa capacidade. 

E como tem sido esses primeiros dias de trabalho?

A princípio eu estou um pouco desapontado. Porque eu achava que eu ia chegar aqui e já ia começar a trabalhar, foi uma coisa que é passageiro, porque eu passei por isso na faculdade de medicina eu achei no primeiro dia de aula que ia chegar lá e já ia fazer uma sutura, já fosse trabalhar com paciente. Acho que assim será assim também. A minha vontade já era está participando dos mutirões e fazendo e acontecendo. Mais sobre o vereador poderá ser lido em seu site: drpaulodaher.com.br

 

 

Cristina Lopes Afonso a vereadora cuja bandeira é a defesa de vítimas de queimaduras no país foi reeleita com a segunda maior votação da capital. Articulada e bem-humorada,a vereadora falou ao Hora Extra sobre as expectativas da nova legislatura e do executivo. Criticou as escolhas de Iris Rezende e a maneira equivocada do presidente da Câmara, Andrey Azeredo. Também falou sobre a reestruturação do seu partido, o relacionamento com o governador Marconi e sobre os projetos que quer colocar em prática.

 

“Essa questão da formação das comissões, foi um equívoco. Foi uma atitude de quem não compreende como funciona o parlamento”

 

Hora Extra: A sra foi a segunda mais bem votada nas últimas eleições, como a sra vê esse resultado?

Eu vejo como reconhecimento do meu trabalho. A minha ligação com a política se deu com a minha primeira candidatura, em 2008, então poucas pessoas tinha meu nome ligado à política. Mas, o meu trabalho, tornou o meu nome conhecido e por isso eu tive uma expressão tão grande de votos - que me impressionou. Eu ando nas ruas, as pessoas me cumprimentam, me parabenizam, querem tirar foto, o que é uma coisa muito rara para uma pessoa que hoje está na política. Então, para mim, isso quer dizer que eu estou no caminho certo. E que o trabalho verdadeiro, ele não tem desgaste. Ninguém precisa criar uma estrutura grande de campanha quando se faz um trabalho verdadeiro.

HE: O ano legislativo começou já com muitas divergências, como a Sra vê essa postura do presidente de querer excluir a oposição das comissões?

Bem, nós tivemos uma renovação muito expressiva - 23 novos vereadores - dentre eles, três mulheres, novatas. A inexperiência nos leva muitas vezes a cometer alguns equívocos. Essa questão da formação das comissões, foi um equívoco. Foi uma atitude de quem não compreende como funciona o parlamento e de quem não compreende o princípio da democracia. Todo regime democrático assegura vaga com voz e voto para a oposição. Mas também culpo o cansaço. Nós estávamos desde as 14:00 horas em função da posse, da solenidade, depois veio eleger a mesa. Então estávamos cansado, com fome. Então eu vejo que foi um equívoco pela inexperiência e pelo cansaço, mas no dia seguinte, foi tudo resolvido e com um pedido formal de desculpas. Espero que ele tenha agora maturidade e uma boa assessoria.

HE: Mas esse problema já foi resolvido?

Sim. Foi sanado. Nós voltaremos em fevereiro com as vagas asseguradas na CCJ e também nas outras comissões. Nós que formamos esse grupo de oposição nós conseguimos assento em todas as comissões e a presidência de quatro delas. Isso é um ganho e deixando claro para os novatos que nem sempre nossa vontade vai ser atendida porque existem princípios, lei e regimento interno.

HE: E nesse novo arranjo o que coube a Sra?

Eu fiquei na presidência da Comissão da Pessoa com Deficiência e necessidades especiais. Que é uma comissão que tem muito a ver com o meu trabalho de fisioterapeuta, como pessoa que trabalha com reabilitação. Trabalhei muito esse ano com a associação dos paraolímpicos do futuro que é uma associação em que os jovens são treinados para serem atletas paraolímpicos e também com a Pestalozzi, E eu tenho certeza que nós poderemos avançar ainda mais.

HE: E como a Sra tem visto o início dos trabalhos do executivo, que já começou sem o vice-prefeito?

Eu lamento muito, eu conheço o deputado Major Araújo, eu tenho muito respeito por ele, mas ele fez uma escolha que ele mesmo disse na imprensa que ele não tinha pensando direito, não tinha feito uma análise mais profunda. É uma pena porque o brilho das eleições é você poder ver no poder quem você votou, então, começou meio errado. O prefeito Iris Rezende é um político experiente, já passou por vários cargos no poder público, então eu o vejo com mais habilidade para  lidar com a oposição. O prefeito Paulo Garcia deixava claro que não queria dialogar com a oposição, ou era do jeito dele ou não era. Eu acredito que o Iris terá uma habilidade maior.

HE: E o que a Sra achou dos auxiliares do prefeito, os novos secretários?

Eu lamento muito ele ter reconduzido o Kleber Adorno para pasta da Cultura, eu tenho uma ligação muito íntima com o setor cultural. Ele é um homem que não é respeitado pela classe artística, é um homem que comprovadamente foi o arquiteto de um projeto de corrupção dentro da pasta e me impressionou muito o Iris voltar com o nome dele. Os outros secretários nós iremos ver o que será.

HE: O Seu partido, PSDB, ano passado, passou por vários problemas como a Operação Decantação que prendeu o presidente acusado de desvios. O Deputado Giuseppe Vecci agora assumirá o partido, o que a Sra achou disso?

Bem, o Vecci, na reunião que tivemos, eu declarei meu apoio a ele. Ele é um tucano de muitos anos, foi secretário de governo, ele é vice-presidente do PSDB nacional, então eu acho que ele agrega muita gente dentro do partido. Acho que ele poderá retomar a direção do partido depois de toda essa dificuldades pelas quais o partido passou. Agora nós temos a missão de preparar o partido para 2018.

HE: O que os goianienses podem esperar desse seu novo mandato, o que a sra acha que Goiânia precisa neste momento?

Nós precisamos de projetos claros e que definam o projeto de Educação na nossa cidade. Meu convívio com a categoria da educação me trouxe um diagnóstico claríssimo: as pessoas estão adoecidas dentro do processo educacional. Os professores, os servidores, os alunos, as famílias. Porque se cria uma expectativa e essa expectativa é frustrada pela falta de investimento e de estrutura da própria escola. A gente vem com um projeto para tentar contribuir de uma maneira efetiva. Vamos continuar com os projetos na saúde, já temos vários tramitando. O projeto das Doulas foi um projeto que foi aprovado, e nós pretendemos que com a nova secretária da pasta as Doulas sejam, de fato, uma realidade dentro das maternidades municipais. Temos os projetos para as pessoas com deficiências, um deles é um que reserva vagas para essas pessoas aqui na Câmara e no Município. E sempre a minha missão: a defesa da mulher e da família.

HE: A Sra, que sempre foi ligada à causa das mulheres que sofrem violência, agora vem se dedicando a um novo projeto. Fale um pouco sobre ele.

Eu venho trabalhando com os grupos de agressores. Os agressores são obrigados a fazer um curso e eu sou uma das palestrantes. Eu acho isso muito interessante. Porque você acolhe a família do agressor, mas esse agressor vai casando com uma, com outra, e com outra e a violência se perpetua. Então, estou trabalhando com esses grupos e pretendo dar ênfase aqui na Câmara.

HE: A Sra sempre deixou claro que admira muito o governador Marconi Perillo. Agora, o maior inimigo de Marconi - Jorge Kajuru - será seu colega de plenário. A sra vai defender o governador?

Eu tenho uma relação de muitos anos tanto com o governador quanto com a primeira-dama, ela sempre me deu suporte no meu trabalho com as vítimas de queimaduras, inclusive fornecendo a malha de compressão para tratar as cicatrizes, depois nos amparando nas cirurgias de reconstrução. Então, eu tenho um trabalho ligado à sociedade civil organizada de muitos anos. Por isso a minha relação tão próxima de quem acompanha o trabalho do governador. O Governador está agora no quanto mandato e é natural haver um desgaste. O governador Marconi foi o homem que colocou o estado nos trilhos do desenvolvimento. Mostrou o estado para o mundo. Sobre a relação do governador com o meu colega Jorge Kajuru -  eu tive uma relação boa com ele na primeira sessão - ele pediu para entrar no nosso grupo de oposição, hoje será parte da CCJ. E ele deixou claro, em plenário, que o foco dele não será o governador Marconi, mas sim, a cidade, os projetos dele e tudo mais. E disse que o foco dele é 2018, ser deputado federal, aí que ele se preocupará com governador. Naquilo que for pertinente, e que eu tive conhecimento de causa, com certeza irei defender Marconi. Assim, como cheguei a defender o Paulo Garcia algumas vezes. Porque o que for injusto eu irei defender sim. Mas ele me disse que esse não era o foco dele, vamos aguardar.

Eu posso até ter entrando como uma "Tejota", mas eu tenho de sair - quando sair - como Priscilla”

Ela é uma das cinco vereadoras que estarão atuando por Goiânia a partir do ano que vem. Priscilla Tejota, casada com o deputa estadual Lincoln Tejota é mãe de dois meninos, trabalha com ações sociais há mais de uma década, e agora decidiu levar suas ações para o legislativo goianiense. Priscilla tem consciência de que ser de uma família tradicional da política Goiânia poderá gerar mais críticas do que o normal, mas garante que pode até ter entrando como uma "Tejota", mas terá de sair  como Priscilla.

Hora Extra: Vereadora, fala para gente qual sua relação com Goiânia?

Priscilla Tejota: Sou goianiense. Nasci e cresci em Campinas. Morei algum tempo em Piracanjuba - minha família é de lá - mas, a maior parte da minha vida eu sempre morei em Goiânia.

HE: Como surgiu a ideia de se tornar vereadora?

PT: Não foi uma decisão que eu decidi ser vereadora do nada, eu já trabalhava na política há bastante tempo de uma maneira indireta ajudando meu esposo, com a nossa família. Sempre participei da vida política, ajudando minha sogra. Eu, e a minha sogra, percorremos todo o estado de Goiás. E, antes da eleição desse ano, na eleição passada, o Vilmar Rocha já havia me convidado para compôr a chapa de mulheres do partido, mas eu não estava em um momento adequado. Mas filhos eram ainda muito pequenos, eu não tinha essa pretensão,

E agora, coincidiu da minha carreira, da minha vida familiar está mais organizada para eu poder participar da eleição. Então, depois da eleição do Lincoln, o Vilmar Rocha conversou comigo novamente e me disse que eu queria que eu participasse dessa eleição. Tive esse convite dele e da minha vocação. Coincidiu de juntarem essas duas coisas.

HE: E como vê Goiânia hoje? Com olhos positivos ou negativos?

PT: Sempre com olhos positivos. Sempre que um ciclo político acaba e começa outro, gera uma onda de expectativa na cidade, você termina uma legislatura e começa outra e começa um ciclo de esperança. A gente quer que os projetos sejam discutidos, que as pastas avancem. Eu acredito que hoje, a expectativa da cidade é essa: ver projetos importantes serem debatidos, implementados. Nós tivemos uma renovação grande, vem aí pessoas com projetos novos, com outras expectativas para a cidade. Goiânia vem sofrendo muito na área da saúde, é uma demanda muito grande. E quando a gente pensa que Goiânia é uma cidade que tem saneamento básico, não é mais esse tipo de problema que perturba a população, mas a falta de segurança, de creches e de saúde que é muito preocupante.

HE: A representativa feminina na Câmara é ainda pequena, essa legislatura vocês serão apenas cinco. Você já tem contato com as outras vereadoras eleitas?

PT: A única que eu ainda não conhecia era a Tatiane Lemos, mas eu tenho uma aproximação grande com a Dra Cristina, ela já era uma inspiração para mim, tenho uma aproximação com a Sabrina também. Eu acho que nós, mulheres, vamos buscar sim esse fortalecimento na Câmara.

HE: E os seus projetos? Já os têm mente? Como está sendo esse trabalho?

PT: Eu já tenho dois projetos prontos, que eu irei apresentar, que não revelarei aqui porque ainda quero contar com apoios e trabalhar isso, mas um será na área de Educação e outro na área de Saúde.

HE: A Sra já conversou com o prefeito eleito Iris? Já tem uma posição sobre ele?

PT: Eu estou aberta a essa aproximação. Eu apoiei o Vanderlan no segundo turno, o Iris ganhou, eu estou na oposição, mas não é algo ainda a ferro e fogo, pretendo esperar, vê e conversar mais com o prefeito para definir.

HE: A Sra foi procurada para participar da transição?

PT: Não, eu não fui.

HE: O PSD, seu partido, dispontou agora como a 3ª força política do estado, você atua no partido? Tem espaço?

PT: Atuo muito. Sempre tive espaço e tenho muito carinho pelo partido, fui fundadora, ajudei a colher assinatura, percorri diretórios, conheço o partido na capital e em todo o estado. É um partido democrático, um partido que tem vontade, força. Nós fazemos cursos, fazemos palestras, toda sexta-feira nós almoçamos no partido, ou seja, somos um partido unido.

HE: O Brasil passa um momento em que a sociedade desconfia dos políticos. Você é mulher de um deputado, é de uma família tradicional na política, foi complicado para você? Houve críticas?

PT:Foi uma das dificuldades que eu tinha quando pensava em lançar o meu nome em alguma candidatura porque para mulher é difícil, para a mulher de um político é mais difícil ainda, você tem de sempre está ali mostrando o seu valor. E eu me surpreendi, a minha aceitação foi melhor do que eu esperava porque as pessoas conhecem o meu trabalho, principalmente os políticos, eu não decidi ser candidata de um dia para o outro, eu fui conquistando essa relação, fui trabalhando, fui mostrando. Há 10 anos eu estou envolvida em projetos sociais, eu sei sempre onde tem uma invasão, uma creche que fechou, uma família em dificuldade. Estou sempre envolvida com problemas da cidade. As pessoas aceitaram. O nome pode até te abrir uma porta, mas é difícil se manter dentro. Eu posso até ter entrando como uma "Tejota", mas eu tenho de sair - quando sair - como Priscilla. Todo mundo que participou da minha campanha sabe que o Lincoln só esteve três dias em Goiânia nas eleições, os outros dias ele estava no interior.

HE: A Sra sempre foi envolvida em trabalhos sociais, como são esses trabalhos?

PT:São vários trabalhos. Sou evangélica e na minha igreja sempre trabalhamos com casa de recuperação então tem bastante tempo que eu trabalho nisso. Eu não utilizei nada do meu trabalho na igreja, porque ele não é político. É um trabalho que eu faço há anos, pelos meus valores, mas não quis usá-lo politicamente. Nós temos uma página que se chama "Heróis da Alegria" e nas principais datas do ano nós fazemos arrecadações, e ações. Enfim, é um trabalho de anos que nós da igreja, junto com grupo de empresários amigos, fazemos pelo social da cidade.

“Independentemente de ser as novas ou as antigas quero estar no bloco dos bem intencionados.”

 

Ele começou a gostar de política ainda na escola. Estudante de um dos mais tradicionais colégios de Goiânia, o católico Externato São José, Lucas Kitão se envolveu com o Grêmio Estudantil. Como a maioria dos jovens da região Centro-Sul de Goiânia – Kitão foi criado no Setor Aeroporto e no Setor Oeste – ingressou em Direito na Pontifícia Universidade Católica, tendo sido um dos diretores do famigerado Centro Acadêmico Clovis Bevilaqua. Foi lá que aprendeu a fazer política estudantil. Hoje, é um dos mais jovens vereadores que comporá a Câmara Municipal de Goiânia a partir de janeiro. Com apenas 25 anos, Lucas faz parte do movimento Pense Novo - uma ala do Partido Social Liberal que tenta levar o liberalismo para a sociedade de uma maneira mais pragmática. Em entrevista exclusiva ao Hora Extra, Lucas falou sobre suas aspirações na vereança: “Eu sou de uma linha liberal em que o Estado tem de ter menos influência, que se ele puder trazer algum bem para a sociedade muito bom, mas se não, que não atrapalhe o cidadão trabalhador”. Sobre o próximo prefeito Iris Rezende: “Eu não tenho dificuldade em ter diálogo com o Iris, o vejo como uma pessoa trabalhadora e não tenho desgaste” e sobre a nova configuração da casa de leis: “independentemente de ser as [caras] novas ou as antigas quero estar no bloco dos bem intencionados

Hora Extra: conta para os nossos leitores um pouco sobre o novo vereador de Goiânia, o Lucas Kitão

Lucas Kitão: Bom, eu vim do Movimento Estudantil. Foi no colégio que eu comecei a minha vivência política, que eu tive experiências e os primeiros contatos foi no Grêmio Estudantil do Externato São José; depois fui diretor do Centro Acadêmico da PUC, faculdade em que eu cursava Direito e depois tivemos disputas pelo DCE da universidade; e após essa fase, de movimento, eu vi que meu lugar era mesmo na política partidária e foi onde (sic) eu e outros companheiros entramos no PSDB-Jovem. Na época da gestão do Lucas Calil. A gente conseguiu reestruturar o PSDB-Jovem em vários municípios do estado e foi com essa plataforma que nós criamos o grupo Pense Novo já no PSL, esse grupo foi responsável pela eleição do Lucas Calil a deputado estadual e que demos continuidade nesse projeto na minha eleição. Hoje, esse grupo Pense Novo é uma tendência do PSL. Uma frente do PSL mais jovens, não só ideológica, mas de muita ação, sabemos pouco de política, tenho falado isso, mas nós já sabemos o que não fazer. Esse foi o recado que as urnas nos deram, que as pessoas estão descontentes.

HE: É então um goaniense?

LK: Eu sou nascido em Goiânia mesmo, sempre morei ali entre o Setor Oeste e o Setor Aeroporto, da Região Centro-Sul da cidade. Mas, uma coisa tenho de falar, uma das bandeiras da minha campanha era a não regionalização da nossa campanha, e agora do nosso mandato, eu quero ser vereador de toda a cidade. Quero entender a cidade como um todo. Por isso fiz campanha em todas as regiões da cidade.

HE: Você foi eleito com mais de quatro mil votos, em uma das eleições com mais abstenções, qual o saldo que você tira, já que sua campanha foi modesta em relação a tantas outras que não foram bem sucedidas?

LK: Eu acho que foi benéfico porque isso de o CNPJ não poder contribuir com campanhas eleitorais acabou que fez com que nossa campanha sobressaísse sobre as outras porque a gente não esperava mesmo esse dinheiro de grandes grupos porque eu não represento nenhum grupo econômico. Apesar de me auto-intitular o candidato que vai trabalhar pelo setor produtivo eu quero fazer isso porque eu acredito, porque eu acho que é por meio do emprego que vamos tirar os jovens do crime. Quem tem emprego não vai para as ruas, vai investir na sua formação e na formação dos filhos. Eu sou de uma linha liberal em que o Estado tem de ter menos influência; que se ele puder trazer algum bem para a sociedade muito bom, mas se não, que não atrapalhe o cidadão trabalhador.

 

HE: E o sr já decidiu qual será a sua linha de atuação na Casa?

LK: Bom, eu não tenho essa intenção de ser oposição por ser oposição nem de ser situação por ser situação, o meu posicionamento hoje ainda é indefinido. Primeiro porque a minha intenção maior é contribuir com a cidade e na medida que Deus me deu essa chance de ser vereador a prioridade lá dentro da Câmara Municipal será a cidade independente de lado ou partido. Eu estou dizendo isso para concluir que: o que for, e o que eu tiver certeza que é o melhor para cidade eu vou apoiar independente de ser oposição ou governo. Tudo bem, nosso candidato não venceu, mas bola para frente. Eu não tenho dificuldade em ter diálogo com o Iris, o vejo como uma pessoa trabalhadora e não tenho desgaste. Espero que ele escute as novas vozes da Câmara Municipal porque querendo ou não a gente representa o que a população quer hoje: mudança, transparência e o fato de sermos mais acessíveis que os antigos políticos.

HE: E quais serão seus projetos nesse início de vereança?

LK: Bom nós temos alguns projetos já traçados. Mas o nosso principal foco será a diminuição da burocracia em todos os setores da prefeitura, transformar a prefeitura em algo ágil, que flua, que auxilie o cidadão, no social e no setor produtivo sem criar barreiras para essas pessoas. Que seja transparente. Por exemplo, temos o projeto de lei para que o prefeito indique apenas pessoas técnicas para cargos chaves e não apenas agente políticos, companheiros como a gente vê.

HE: O seu partido, o PSL, tem uma tendência nacional muito forte denominada Livres, e a tendência é que o partido seja o maior partido liberal do Brasil. Existe livres em Goiânia? Como é sua relação com eles?

LK: Sim, clato que existe! E a  gente sempre teve uma relação boa,  ótima. Nós espelhamos nossa atuação nas ideias liberais que os Livres colocam à disposição da gente, mas, querendo ou não a gente às vezes tem uma atuação mais pragmática, mais de rua e foge um um pouco da atuação ideológica e digital dos Livres, nada contra, são só meios diferentes de ação. A gente está pegando um pouco de cada, essa vivencia mais popular do Pense Novo com o arcabouço intelectual e ideológico dos Livres, eu acho o resultado será excelente.

HE: O Sr, depois de eleito, já foi à Câmara, já conheceu os novos colegas?

LK: Eu trabalhei lá, eu secretariei a Comissão de Desenvolvimento Econômico e Social  e foi lá que eu comecei a entender a cidade e ter gosto pela política, pesquisei muito sobre a cidade. Porque eu gosto demais de Goiânia, nasci e cresci aqui, adoro a cidade, quero criar uma família aqui e eu não quero viver com todos os problemas que a cidade tem agora. Sobre a pergunta: eu conheci alguns dos novos, uns nove, dez, gostei muito. São pessoas boas, me aparentam ser bem intencionadas e é isso que eu quero e a essas que eu quero me unir, independentemente de ser as novas ou as antigas quero estar no bloco dos bem intencionados. Já tem algumas correntes que após a eleição do Iris direcionou um pouco a mesa, a chance do prefeito eleger a mesa é muito maior. Mas vejo com bons olhos, vamos aguardar.