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18
outubro quarta

O deputado Simeyzon Silveira assume na próxima terça-feira, 5, a presidência do Partido Social Cristão (PSC) no estado de Goiás. A cerimônia de posse ocorrerá a partir das 17h, no Hotel Serras de Goyaz, no centro de Goiânia. Presidente das Comissões de Turismo e de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Goiás, Simeyzon está em seu segundo mandato como deputado estadual, sendo que em 2014 obteve 20.472 votos. O evento contará com a presença de Vanderlan Cardoso (PSB), pré-candidato a prefeito de Goiânia, e de outras lideranças políticas de Goiânia e também do estado de Goiás.

Perfil

Com 37 anos, o deputado estadual Simeyzon Silveira é casado com Fabiana Silveira há 19 anos e tem dois filhos: Amanda e Alexandre. Começou sua trajetória política no ano de 2002, quando assumiu a ala jovem do Partido Social Cristão (PSC). Simeyzon assumiu seu primeiro cargo público em 2004, como assessor especial do prefeito. De 2005 a 2007 foi presidente do Banco do Povo municipal. Em 2007 foi eleito vereador por Goiânia, e cumpriu todo o mandato, sendo presidente por quatro anos da Comissão de Esportes, Lazer e Turismo. Em 2010 foi Secretário de Integração Social, atuando na interlocução de entidades de terceiro setor e organizações não governamentais com a prefeitura. Em 2012 foi candidato à prefeitura de Goiânia, onde obteve votação expressiva, ficando em terceiro lugar entre oito candidatos. Logo após o término do mandato de vereador, foi efetivado como deputado estadual. Em 2013, assumiu a presidência da Comissão de Minas e Energia da Alego. Em outubro de 2014 foi reeleito deputado estadual por Goiás, e hoje é líder do partido da Assembleia Legislativa. O parlamentar também é membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ); da Comissão de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia; e da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor.

O Ministério de Minas e Energia (MME) assinou na última terça-feira, em Brasília, a renovação da concessão da Celg Distribuição (Celg D) por mais 30 anos. A prorrogação do contrato de concessão corresponde ao período entre 7 de julho de 2015 e 7 de julho de 2045, de acordo com o Quinto Termo Aditivo, publicado no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 30 de dezembro de 2015 (em anexo). O termo de prorrogação da concessão foi assinado pelo ministro interino de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata Ferreira, e por Sinval Zaidan Gama e Cláudio Rubens Pinho Nilo, respectivamente diretor-presidente e diretor econômico-financeiro da Celg D. O extrato do termo aditivo publicado no DOU afirma que o objeto da publicação é "prorrogar o prazo do Contrato de Concessão de Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica número 63/2000, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pelo período de trinta anos contados a partir de 7 de julho de 2015". Com a prorrogação, a Celg D garante por mais 30 anos a autorização para distribuição de energia elétrica no Estado de Goiás, nos termos estabelecidos pela Lei 12.783, de janeiro de 2013. A lei federal atualizou as regras das concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e estabelece que a renovação de concessões só sera autorizada mediante "remuneração por tarifa calculada pela Aneel para cada usina hidrelétrica"; pela "alocação de cotas de garantia física de energia e de potência da usina hidrelétrica às concessionárias e permissionárias de serviço público de distribuição de energia elétrica"; e mediante o cumprimento e submissão "aos padrões de qualidade do serviço" fixados pela agência.

O governador Marconi Perillo fez uma ampla avaliação do desempenho da administração estadual em 2015, em entrevista coletiva na manhã no dia 29, e afirmou que está mais otimista quanto à situação do País em 2016, apesar de o Brasil ter atravessado, neste ano, "a maior crise desde 1929". Marconi avaliou o impacto da crise econômica nas contas do Estado e afirmou que se o Poder Executivo não tivesse tomado as medidas necessárias, ainda que duras, Goiás teria "entrado em colapso" e que, em função disso, "o ano de 2016 será melhor".

 

"Tenho certeza que no ano que vem teremos muito menos trabalho porque nós fizemos o dever de casa no ano de 2015", afirmou na entrevista de uma hora, realizada no Salão Verde do Palácio das Esmeraldas. "Neste ano de 2015, o aumento na folha foi de R$ 1 bilhão. Se (o Poder Executivo) tivesse dado (todos aumentos salariais reivindicados), o Estado entraria em colapso, como outros Estados entraram. Todo dia a gente vê na televisão", afirmou Marconi.

 

O governador disse que o ajuste fiscal prosseguirá e que a expectativa é de que as contas tenham um desempenho melhor em 2016. "Estamos trabalhando para chegarmos ao final de 2016 com superávit primário", disse. "Nós enviamos uma Lei para a Assembleia falando de um déficit de R$ 440 milhões. Provavelmente nós vamos ter um pequeno superávit primário no ano que vem. Vamos ter déficit financeiro mas teremos superávit orçamentário. O déficit financeiro por conta dos restos a pagar. Então, esse é o nosso objetivo. Chegar ao final do ano que vem sem déficit financeiro”, afirmou ele.

 

O governador falou ainda sobre o andamento das obras, impostos, incentivos fiscais, implantação da gestão compartilhada por Organizações Sociais nas escolas, eleições municipais, saúde, educação e cultura, entre outros temas. "O que eu sempre quis é que, através de uma educação pública de qualidade, haja a verdadeira democratização do ensino. Buscar ensino de qualidade que garanta as vagas nas melhores universidades e consequentemente os melhores empregos. Nós não podemos continuar a ter nas melhores universidades apenas os filhos de famílias mais abastadas que têm dinheiro para estudar em boas escolas particulares", afirmou.

 

 

Leia a íntegra da entrevista:

 

 

OS na Educação

“Nós não podemos admitir que o sectarismo político e ideológico  prevaleça”

 

“Eu jamais ousaria, depois de quatro mandatos à frente do governo do Estado, buscar uma alternativa que fosse, reconhecidamente, tendente a não dar certo. Esta iniciativa está sendo acompanhada de perto pelos maiores especialistas em educação pública do País. São homens e mulheres que acompanham esta discussão aqui em Goiás com lupa, ansiosos para que esta experiência possa dar certo.

O que eu sempre quis é que, através de uma educação pública de qualidade, haja a verdadeira democratização do ensino. Buscar ensino de qualidade que garanta as vagas nas melhores universidades e consequentemente os melhores empregos. Nós não podemos continuar a ter nas melhores universidades apenas os filhos de famílias mais abastadas que têm dinheiro para estudar em boas escolas particulares.

Num momento difícil como este, por exemplo, muitas pessoas da classe média estão levando seus filhos para a escola pública. Então, todos aqueles que quiserem, terão uma escola pública de qualidade. Essa experiência já existe em algumas partes do mundo. Somos o primeiro estado brasileiro a buscar uma alternativa segura, com metas estabelecidas, com regras claras em relação a fiscalização da eficiência do modelo.

Vamos começar em poucas escolas. Depois, a medida em que este modelo for dando certo, como aconteceu na saúde, nós vamos evoluindo com a implantação em outras escolas. O fato é que nós queremos ousar. Não é possível que a gente tenha que aceitar que, no Brasil, a educação esteja boa, se no conceito das 200 melhores do mundo, não consta nenhuma universidade brasileira.

Nós não podemos admitir que o sectarismo político e ideológico  prevaleça, que o corporativismo sindical político-partidário possa prevalecer sobre uma discussão séria, que tem por objetivo melhorar para os filhos dos pais trabalhadores.

Eu estou buscando um diálogo direto com os pais. De um lado está o sindicalismo político/partidário, de outro estão os pais que querem o melhor para os seus filhos.

Na saúde os diretores das unidades são mais valorizados hoje, inclusive em termos de salário, afora outras condições de trabalho. Os funcionários que estão hoje na saúde são muito mais valorizados. O que nós queremos é levar isso para a educação.

O Brasil está de olho nesta experiência. É natural que o contraditório se estabeleça; que algumas pessoas defendam com paixão o modelo atual, que é de 100 anos e que já provou que não deu certo. Então, é natural que outras pessoas defendam a inovação, a mudança para o bem, este novo conceito de gestão.

Esta proposta tem o direito, no mínimo, de ser experimentada. O que as pessoas que invadiram as escolas não querem é que essa experiência seja iniciada. E eu sei por quê. É que muita gente tem medo que este modelo dê certo e com isso o sindicalismo oportunista/partidário/político, perca espaço para uma escola moderna, de qualidade”.

 

 

OS na segurança pública

“Estamos estruturando uma PPP para a construção de um novo presídio em substituição ao Cepaigo”

 

“Nós temos experiência bem sucedidas em governos de vários partidos, relativamente a PPPs e OS`s em presídios. São os casos da Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Nós estamos estruturando uma PPP para a construção de um novo presídio em substituição ao Cepaigo. Esse novo presídio será construído no regime de PPP. Nós vamos pagar por preso cobrando uma série de medidas em relação a qualidade. É muito mais fácil fazer assim do que pela administração direta. Eu não tenho nenhuma dúvida. Essa experiência existe na Inglaterra, nos Estados Unidos e em vários outros países.

Quanto aos presídios que estão sendo construídos, nós vamos ter a experiência da cogestão público/privado. Ela existe em outros estados com sucesso. Isso tudo em relação aos presídios novos, Não vamos fazer mudanças em relação aos presídios velhos. Pelo menos por enquanto. 

 

Impeachment

“Vou continuar mantendo a melhor relação possível com a presidente e com todos os ministros”

 

“Eu defendo o estado democrático de direito e que a constituição seja rigorosamente observada. Caberá ao Congresso Nacional deliberar sobre esse tema. O STF já deliberou em relação aos ritos. Como governador, eu vou continuar mantendo a melhor relação possível com a presidente e com todos os ministros, como fiz ontem com o ministro da Fazenda, assegurando recursos para Goiás e outros estados”.

 

 

CPMF

“Se eu fosse parlamentar, votaria contra a CPMF”

“Eu não sou a favor da CPMF. Ela é importante tanto para o Governo Federal quanto para os governos estaduais. Mas eu não vou defender este novo imposto por uma questão de coerência e até porque o Brasil já tem uma carga tributária bastante elevada. Eu não vou fazer nenhuma movimentação, nem vou ser cabo eleitoral contrário à CPMF. Eu não sou parlamentar. Se fosse, votaria contra como já votei da outra vez.

Eu defendo que outras providências sejam tomadas. O Brasil precisa começar uma agenda voltada para as reformas estruturantes, reforma da previdência, reforma trabalhista, tributária, política. É uma vergonha que o País continue a ter 37 partidos. A raiz de todos os males e da corrupção política é isso, é a falta de uma reforma política. Precisa reformar a previdência, acabar com algumas determinadas aposentadorias especiais. As pessoas estão aposentando cedo porque as regras permitem.

Quando eu enviei um projeto de lei à Assembleia Legislativa criando a previdência complementar em Goiás eu não quis mexer com nenhum direito adquirido de quem foi contratado até agora. A preocupação é daqui pra frente. Meu governo não vai usufruir disso, mas a partir de agora esse peso deixará de onerar o fundo de previdência. Daqui uns 20 anos o Estado vai sentir essa mudança.

 

Credeqs

“Os Credeqs de Goiás serão os melhores e mais eficientes do Brasil”

“Teremos que fazer uma nova licitação para concluir algumas pequenas obras complementares no Credeq de Aparecida de Goiânia, que já está praticamente pronto. Deveremos entregar dois Credeqs em 2016 e os demais em 2017. Eu posso assegurar que os Centros de Excelência na Recuperação de Dependentes Químicos que nós vamos começar a operar em Goiás serão os melhores e mais eficientes do Brasil. Eles serão referência . Nós não terminamos este ano porque tínhamos como prioridade o término do Hugol. E não tínhamos recursos suficientes para terminar todos. Ano que vem vamos dar sequência ao Hospital de Urgências de Uruaçu, aos Credeqs aos Ames e aos outros hospitais que estão no nosso plano de governo”.

 

Atração de investimentos

“Com a crise, é preciso ser criativo”

Neste momento de crise, quando os investimentos internacionais se retraem por conta do rebaixamento das notas do Brasil nas agências de avaliação e os internos pararam por conta da crise econômica, com juros altos e restrição de crédito, é preciso ser criativo.

Com o Inova Goiás vamos procurar fazer a diferença com a atração de novos investimentos e com o Goiás Mais Competitivo nós vamos procurar também pelo lado da competitividade, atrair novos investidores.

 

Celg

“Muita gente quis atrapalhar o processo de privatização da Celg”

“Mas nós vencemos todas as etapas -,Congresso Nacional, Tribunal de Contas,  Advocacia Geral da União  - com o apoio decisivo do Governo Federal.

Se eu fosse escrever um livro sobre a Celg, desde quando assumi o governo, seria uma obra emocionante. Desde janeiro de 2012 a Celg é administrada pela Eletrobrás. Somos apenas sócios minoritários e não ditamos as regras. Neste período, a Celg aumentou o seu endividamento. Ela precisava ser privatizada e saneada para cumprir com os seus objetivos sociais que são o de fomentar o desenvolvimento do Estado, investir pelo menos R$ 500 milhões por ano para ampliação do seu parque de distribuição de energia e, com isso, atender as demandas que nós temos em Goiás.

Tem muita gente que quer realizar investimentos no agronegócio e não pode por causa disso. A Celg tem um cronograma que deverá ser apresentado para ser privatizada e quem vai ganhar com isso será a sociedade goiana. Queremos que a Celg seja eficiente. E para isso é preciso que haja capital . A Eletrobrás tem e nós não temos dinheiro pra isso”.

 

 

Servidores Públicos

“Os funcionários não ganham apenas com os aumentos nominais ou reais que são dados, mas também com as promoções”

 

“Aqueles que são conscientes do que acontecia antes da minha chegada ao governo e o que acontece hoje certamente saberão dar valor ao que nós fizemos pela categoria. Durante 12 anos eu paguei o 13 salário dos servidores no mês do aniversário. Sempre pagamos adiantado . Agora em 2015 dividimos o pagamento, ainda assim pagando uma parte adiantada e outra dentro da data limite permitida pela Lei. Se conseguirmos êxito nas nossas políticas de ajustes, retomaremos o pagamento adiantado de todos os servidores. Não posso afirmar quando será.

A gente vive uma crise terrível no País. É a pior crise econômica desde o final da década de 20 e início de 30. É a primeira vez que teremos dois anos seguidos de recessão econômica. Mas, é preciso lembrar que fizemos mudanças em planos de carreira, cumprimos parte de alguns reajustes. Vamos continuar dando atenção ao servidor. Através da Escola de Governo vamos continuar  qualificando e formando os servidores que tiverem interesse, como sempre fizemos.

Goiás tem mais de seis milhões de habitantes. O governo tem que dar toda a atenção aos seus mais de 160 mil servidores, Mas não pode estar voltado apenas para os servidores públicos. Eles são importantes, mas precisamos cuidar dos outros 6,5 milhões goianos que também precisam da atenção do governo do Estado.

Essa questão da transferência dos aumentos de 2015 para 2018 aconteceu por decisão minha. Pela Lei que vincula os aumentos ao crescimento real da receita, eles não teriam direito. Nós vamos ter 2% apenas de crescimento de receita real. Só teriam direito se nós tivéssemos dado data base para alguém do executivo. Como não demos, eles não teriam direito a nada.

Mas, para que eles não ficassem sem esse aumento eu posterguei para 2018. Com isso eles vão receber esse percentual de aumento que foi definido no início do ano passado.

Eu tenho procurado cumprir com esses calendários, valorizando efetivamente os servidores. Nós não tivemos recursos para fazer os investimentos que Goiás precisa este ano. Mesmo assim nós pagamos os aumentos do ano passado e fizemos milhares de promoções este ano.

Os funcionários não ganham apenas com os aumentos nominais ou reais que são dados, mas também com as promoções que são dadas por conta dos planos de carreira. Nos últimos cinco anos, a Educação recebeu 89% de aumento no piso estabelecido pelo Governo Federal mas pago pelo Estado. Isso significa pelo menos 40% de aumento real no salário dos servidores.

Você ter que aumentar R$ 500 milhões na folha da educação em um ano, é muito dinheiro. Por mais que você corte em outras áreas. Somando os aumentos das polícias, saúde e educação, neste ano de 2015, o aumento na folha foi de R$ 1 bilhão. E eu não dei esses aumentos agora no final do ano. Se tivesse dado o Estado entraria em colapso como outros estados entraram. Todo dia a gente vê na televisão. Um Estado rico como o Rio de Janeiro está na situação que vocês estão vendo. Rio Grande do Sul também.

Nós estamos trabalhando para chegarmos ao final de 2016 com superávit primário. Nós enviamos uma Lei para a Assembleia falando de um déficit de R$ 440 milhões. Provavelmente nós vamos ter um pequeno superávit primário no ano que vem. Vamos ter déficit financeiro mas teremos superávit orçamentário. O déficit financeiro por conta dos restos a pagar. Então, esse é o nosso objetivo. Chegar ao final do ano que vem sem déficit financeiro”.

 

 

Reforma Administrativa

“Pretendo diminuir ainda mais o numero de comissionados”

 

“Cortar secretarias não dá mais. Pode ser que a gente faça alguns ajustes no segundo, terceiro e quarto escalões. Eu pretendo diminuir ainda mais o numero de comissionados. Eu não pretendo desempregar quem está trabalhando, mas nós vamos trabalhar em várias áreas onde for possível reduzir comissionados e temporários.

Uma vez implementadas as OS´s na educação, nós vamos começar a demitir os temporários e promover contratações via CLT. O fato de nós termos hoje servidores celetistas, e na saúde já são dez mil, desonera o fundo de previdência”.

 

 

Eleição 2016

“Minha proposta é que eu não participe de nada na eleição”

 

A nossa base tem um numero grande de partidos, a maioria dos deputados estaduais e federais. Eu vou me reunir com os presidentes dos partidos e com os deputados para definir a minha participação. A minha proposta é que eu não participe de nada na eleição, que eu continue cuidando apenas do governo do Estado.

Eu sou gestor, mas também sou político. Pertenço a um partido e pertenço a uma aliança.

 

 

Recuperação das rodovias

“Definimos R$ 200 milhões para manutenção e conserva de rodovias no ano de 2016”

Eu já tenho um diagnóstico preparado pela Agetop em relação as estradas que precisam ser reconstruída em 2016. Essas reconstruções importam um volume de R$ 400 milhões. Ontem o ministro da fazenda deu duas repostas positivas para os governadores. Primeiro que vai regulamentar o novo indexador da divida dos estados até a próxima semana. E a segunda que todos os governadores saberão qual o limite de operações de crédito que terão para o ano 2016.

Seja qual for o nosso limite, o primeiro recurso será utilizado na reconstrução de rodovias. Já temos todos os contratos licitados. Esperamos chegar ao final de 2016 com todas elas reconstruídas. Também definimos R$ 200 milhões para manutenção e conserva de rodovias no ano de 2016. Isso vai significar um investimento de R$ 17,5 milhões por mês na manutenção e conserva dos 20 mil  quilômetros de rodovias pavimentadas e não pavimentadas.

Vou editar um decreto prevendo que este dinheiro não pode ser nenhum milímetro desviado para outra finalidade que não seja manutenção e conserva. A área de manutenção terá de prestar conta dos serviços realizados a cada 45 dias.

O meu primeiro empenho em 2016 será o sócio educativo, o segundo será manutenção e conserva de rodovias. Eu estou seguro que, com as condições que nós temos hoje, em 2016 nós termos um estado de conservação das estradas de bom para ótimo”.

 

 

Avaliação sobre 2016

“Espero que a fase de realinhamento tenha acabado”

Houve, no Brasil inteiro, realinhamentos e reajustes tarifários. O governo Federal puxou na área de energia, gasolina etc. Nós aqui procuramos fazer reajustes muito menores do que a média do Brasil. Para se ter uma ideia todos os estados do nordeste e mais uns oito estados do Brasil, fizeram aumento da tabela geral de ICMS. Eu me recusei a fazer isso em Goiás. Em Goiás continua sendo de 17%. Em alguns estados chega a até 19%. Até importantes empresários me pediram para mexer no modal de ICMS. E eu não quis. Em alguns casos, como na Saneago, houve um realinhamento em função dos insumos que aumentaram.

Eu espero que essa fase do realinhamento tenha acabado. A Assembleia Legislativa experimentou momentos difíceis, de tensão, e de fortes embates neste ano de 2015. Tenho certeza que no ano que vem ela terá muito menos trabalho porque nós fizemos o dever de casa no ano de 2015.

No final do ano passado nós trabalhávamos com um cenário de um e meio de PIB negativo. Tivemos três e meio. Para 2016 a expectativa é que seria de meio, e agora já se fala em três. São cenários econômicos cruéis pelos quais o Brasil passou neste ano. Se formos fazer uma avaliação geral dos Estados, talvez seja o que fez um dos melhores ajustes, do ponto de vista dos cortes, do País.

Eu sempre fui otimista. Este foi um ano em que eu tive que ter muito comedimento em relação a este otimismo, mas tanto eu quanto a minha equipe estamos menos pessimistas do que estávamos quando começamos o ano de 2015.

Marconi: "Fizemos o dever de casa em 2015 
e por isso Goiás não entrou em colapso"
 
? Em entrevista coletiva, governador avalia resultados do primeiro 
ano do quarto mandato e apresenta perspectivas para 2016:
OS na Educação
“Nós não podemos admitir que o sectarismo político e ideológico  prevaleça”
CPMF
“Se eu fosse parlamentar, votaria contra a CPMF”
 
Credeqs
“Os Credeqs de Goiás serão os melhores e mais eficientes do Brasil”
Atração de investimentos
“Com a crise, é preciso ser criativo”
 
Celg
“Muita gente quis atrapalhar o processo de privatização da Celg”
Folha do funcionalismo
“Os funcionários não ganham apenas com os aumentos nominais ou reais que são dados, mas também com as promoções”
Reforma Administrativa
“Pretendo diminuir ainda mais o numero de comissionados”
Goiânia, 29 de dezembro de 2015 – O governador Marconi Perillo fez uma ampla avaliação do desempenho da administração estadual em 2015, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (29/12), e afirmou que está mais otimista quanto à situação do País em 2016, apesar de o Brasil ter atravessado, neste ano, "a maior crise desde 1929". Marconi avaliou o impacto da crise econômica nas contas do Estado e afirmou que se o Poder Executivo não tivesse tomado as medidas necessárias, ainda que duras, Goiás teria "entrado em colapso" e que, em função disso, "o ano de 2016 será melhor".
"Tenho certeza que no ano que vem teremos muito menos trabalho porque nós fizemos o dever de casa no ano de 2015", afirmou na entrevista de uma hora, realizada no Salão Verde do Palácio das Esmeraldas. "Neste ano de 2015, o aumento na folha foi de R$ 1 bilhão. Se (o Poder Executivo) tivesse dado (todos aumentos salariais reivindicados), o Estado entraria em colapso, como outros Estados entraram. Todo dia a gente vê na televisão", afirmou Marconi.
O governador disse que o ajuste fiscal prosseguirá e que a expectativa é de que as contas tenham um desempenho melhor em 2016. "Estamos trabalhando para chegarmos ao final de 2016 com superávit primário", disse. "Nós enviamos uma Lei para a Assembleia falando de um déficit de R$ 440 milhões. Provavelmente nós vamos ter um pequeno superávit primário no ano que vem. Vamos ter déficit financeiro mas teremos superávit orçamentário. O déficit financeiro por conta dos restos a pagar. Então, esse é o nosso objetivo. Chegar ao final do ano que vem sem déficit financeiro”, afirmou ele.
O governador falou ainda sobre o andamento das obras, impostos, incentivos fiscais, implantação da gestão compartilhada por Organizações Sociais nas escolas, eleições municipais, saúde, educação e cultura, entre outros temas. "O que eu sempre quis é que, através de uma educação pública de qualidade, haja a verdadeira democratização do ensino. Buscar ensino de qualidade que garanta as vagas nas melhores universidades e consequentemente os melhores empregos. Nós não podemos continuar a ter nas melhores universidades apenas os filhos de famílias mais abastadas que têm dinheiro para estudar em boas escolas particulares", afirmou.
Leia a íntegra da entrevista:
OS na Educação
“Nós não podemos admitir que o sectarismo político e ideológico  prevaleça”
“Eu jamais ousaria, depois de quatro mandatos à frente do governo do Estado, buscar uma alternativa que fosse, reconhecidamente, tendente a não dar certo. Esta iniciativa está sendo acompanhada de perto pelos maiores especialistas em educação pública do País. São homens e mulheres que acompanham esta discussão aqui em Goiás com lupa, ansiosos para que esta experiência possa dar certo.
O que eu sempre quis é que, através de uma educação pública de qualidade, haja a verdadeira democratização do ensino. Buscar ensino de qualidade que garanta as vagas nas melhores universidades e consequentemente os melhores empregos. Nós não podemos continuar a ter nas melhores universidades apenas os filhos de famílias mais abastadas que têm dinheiro para estudar em boas escolas particulares.
Num momento difícil como este, por exemplo, muitas pessoas da classe média estão levando seus filhos para a escola pública. Então, todos aqueles que quiserem, terão uma escola pública de qualidade. Essa experiência já existe em algumas partes do mundo. Somos o primeiro estado brasileiro a buscar uma alternativa segura, com metas estabelecidas, com regras claras em relação a fiscalização da eficiência do modelo.
Vamos começar em poucas escolas. Depois, a medida em que este modelo for dando certo, como aconteceu na saúde, nós vamos evoluindo com a implantação em outras escolas. O fato é que nós queremos ousar. Não é possível que a gente tenha que aceitar que, no Brasil, a educação esteja boa, se no conceito das 200 melhores do mundo, não consta nenhuma universidade brasileira.
Nós não podemos admitir que o sectarismo político e ideológico  prevaleça, que o corporativismo sindical político-partidário possa prevalecer sobre uma discussão séria, que tem por objetivo melhorar para os filhos dos pais trabalhadores.
Eu estou buscando um diálogo direto com os pais. De um lado está o sindicalismo político/partidário, de outro estão os pais que querem o melhor para os seus filhos.
Na saúde os diretores das unidades são mais valorizados hoje, inclusive em termos de salário, afora outras condições de trabalho. Os funcionários que estão hoje na saúde são muito mais valorizados. O que nós queremos é levar isso para a educação.
O Brasil está de olho nesta experiência. É natural que o contraditório se estabeleça; que algumas pessoas defendam com paixão o modelo atual, que é de 100 anos e que já provou que não deu certo. Então, é natural que outras pessoas defendam a inovação, a mudança para o bem, este novo conceito de gestão.
Esta proposta tem o direito, no mínimo, de ser experimentada. O que as pessoas que invadiram as escolas não querem é que essa experiência seja iniciada. E eu sei por quê. É que muita gente tem medo que este modelo dê certo e com isso o sindicalismo oportunista/partidário/político, perca espaço para uma escola moderna, de qualidade”.
OS na segurança pública
“Estamos estruturando uma PPP para a construção de um novo presídio em substituição ao Cepaigo
“Nós temos experiência bem sucedidas em governos de vários partidos, relativamente a PPPs e OS`s em presídios. São os casos da Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Nós estamos estruturando uma PPP para a construção de um novo presídio em substituição ao Cepaigo. Esse novo presídio será construído no regime de PPP. Nós vamos pagar por preso cobrando uma série de medidas em relação a qualidade. É muito mais fácil fazer assim do que pela administração direta. Eu não tenho nenhuma dúvida. Essa experiência existe na Inglaterra, nos Estados Unidos e em vários outros países.
Quanto aos presídios que estão sendo construídos, nós vamos ter a experiência da cogestão público/privado. Ela existe em outros estados com sucesso. Isso tudo em relação aos presídios novos, Não vamos fazer mudanças em relação aos presídios velhos. Pelo menos por enquanto. 
Impeachment
“Vou continuar mantendo a melhor relação possível com a presidente e com todos os ministros”
“Eu defendo o estado democrático de direito e que a constituição seja rigorosamente observada. Caberá ao Congresso Nacional deliberar sobre esse tema. O STF já deliberou em relação aos ritos. Como governador, eu vou continuar mantendo a melhor relação possível com a presidente e com todos os ministros, como fiz ontem com o ministro da Fazenda, assegurando recursos para Goiás e outros estados”.
CPMF
“Se eu fosse parlamentar, votaria contra a CPMF”
“Eu não sou a favor da CPMF. Ela é importante tanto para o Governo Federal quanto para os governos estaduais. Mas eu não vou defender este novo imposto por uma questão de coerência e até porque o Brasil já tem uma carga tributária bastante elevada. Eu não vou fazer nenhuma movimentação, nem vou ser cabo eleitoral contrário à CPMF. Eu não sou parlamentar. Se fosse, votaria contra como já votei da outra vez.
Eu defendo que outras providências sejam tomadas. O Brasil precisa começar uma agenda voltada para as reformas estruturantes, reforma da previdência, reforma trabalhista, tributária, política. É uma vergonha que o País continue a ter 37 partidos. A raiz de todos os males e da corrupção política é isso, é a falta de uma reforma política. Precisa reformar a previdência, acabar com algumas determinadas aposentadorias especiais. As pessoas estão aposentando cedo porque as regras permitem.
Quando eu enviei um projeto de lei à Assembleia Legislativa criando a previdência complementar em Goiás eu não quis mexer com nenhum direito adquirido de quem foi contratado até agora. A preocupação é daqui pra frente. Meu governo não vai usufruir disso, mas a partir de agora esse peso deixará de onerar o fundo de previdência. Daqui uns 20 anos o Estado vai sentir essa mudança.
Credeqs
“Os Credeqs de Goiás serão os melhores e mais eficientes do Brasil”
“Teremos que fazer uma nova licitação para concluir algumas pequenas obras complementares no Credeq de Aparecida de Goiânia, que já está praticamente pronto. Deveremos entregar dois Credeqs em 2016 e os demais em 2017. Eu posso assegurar que os Centros de Excelência na Recuperação de Dependentes Químicos que nós vamos começar a operar em Goiás serão os melhores e mais eficientes do Brasil. Eles serão referência . Nós não terminamos este ano porque tínhamos como prioridade o término do Hugol. E não tínhamos recursos suficientes para terminar todos. Ano que vem vamos dar sequência ao Hospital de Urgências de Uruaçu, aos Credeqs aos Ames e aos outros hospitais que estão no nosso plano de governo”.
Atração de investimentos
“Com a crise, é preciso ser criativo”
Neste momento de crise, quando os investimentos internacionais se retraem por conta do rebaixamento das notas do Brasil nas agências de avaliação e os internos pararam por conta da crise econômica, com juros altos e restrição de crédito, é preciso ser criativo.
Com o Inova Goiás vamos procurar fazer a diferença com a atração de novos investimentos e com o Goiás Mais Competitivo nós vamos procurar também pelo lado da competitividade, atrair novos investidores.
Celg
“Muita gente quis atrapalhar o processo de privatização da Celg”
“Mas nós vencemos todas as etapas -,Congresso Nacional, Tribunal de Contas,  Advocacia Geral da União  - com o apoio decisivo do Governo Federal.
Se eu fosse escrever um livro sobre a Celg, desde quando assumi o governo, seria uma obra emocionante. Desde janeiro de 2012 a Celg é administrada pela Eletrobrás. Somos apenas sócios minoritários e não ditamos as regras. Neste período, a Celg aumentou o seu endividamento. Ela precisava ser privatizada e saneada para cumprir com os seus objetivos sociais que são o de fomentar o desenvolvimento do Estado, investir pelo menos R$ 500 milhões por ano para ampliação do seu parque de distribuição de energia e, com isso, atender as demandas que nós temos em Goiás.
Tem muita gente que quer realizar investimentos no agronegócio e não pode por causa disso. A Celg tem um cronograma que deverá ser apresentado para ser privatizada e quem vai ganhar com isso será a sociedade goiana. Queremos que a Celg seja eficiente. E para isso é preciso que haja capital . A Eletrobrás tem e nós não temos dinheiro pra isso”.
 
Servidores Públicos
“Os funcionários não ganham apenas com os aumentos nominais ou reais que são dados, mas também com as promoções”
“Aqueles que são conscientes do que acontecia antes da minha chegada ao governo e o que acontece hoje certamente saberão dar valor ao que nós fizemos pela categoria. Durante 12 anos eu paguei o 13 salário dos servidores no mês do aniversário. Sempre pagamos adiantado . Agora em 2015 dividimos o pagamento, ainda assim pagando uma parte adiantada e outra dentro da data limite permitida pela Lei. Se conseguirmos êxito nas nossas políticas de ajustes, retomaremos o pagamento adiantado de todos os servidores. Não posso afirmar quando será.
A gente vive uma crise terrível no País. É a pior crise econômica desde o final da década de 20 e início de 30. É a primeira vez que teremos dois anos seguidos de recessão econômica. Mas, é preciso lembrar que fizemos mudanças em planos de carreira, cumprimos parte de alguns reajustes. Vamos continuar dando atenção ao servidor. Através da Escola de Governo vamos continuar  qualificando e formando os servidores que tiverem interesse, como sempre fizemos.
Goiás tem mais de seis milhões de habitantes. O governo tem que dar toda a atenção aos seus mais de 160 mil servidores, Mas não pode estar voltado apenas para os servidores públicos. Eles são importantes, mas precisamos cuidar dos outros 6,5 milhões goianos que também precisam da atenção do governo do Estado.
Essa questão da transferência dos aumentos de 2015 para 2018 aconteceu por decisão minha. Pela Lei que vincula os aumentos ao crescimento real da receita, eles não teriam direito. Nós vamos ter 2% apenas de crescimento de receita real. Só teriam direito se nós tivéssemos dado data base para alguém do executivo. Como não demos, eles não teriam direito a nada.
Mas, para que eles não ficassem sem esse aumento eu posterguei para 2018. Com isso eles vão receber esse percentual de aumento que foi definido no início do ano passado.
Eu tenho procurado cumprir com esses calendários, valorizando efetivamente os servidores. Nós não tivemos recursos para fazer os investimentos que Goiás precisa este ano. Mesmo assim nós pagamos os aumentos do ano passado e fizemos milhares de promoções este ano.
Os funcionários não ganham apenas com os aumentos nominais ou reais que são dados, mas também com as promoções que são dadas por conta dos planos de carreira. Nos últimos cinco anos, a Educação recebeu 89% de aumento no piso estabelecido pelo Governo Federal mas pago pelo Estado. Isso significa pelo menos 40% de aumento real no salário dos servidores.
Você ter que aumentar R$ 500 milhões na folha da educação em um ano, é muito dinheiro. Por mais que você corte em outras áreas. Somando os aumentos das polícias, saúde e educação, neste ano de 2015, o aumento na folha foi de R$ 1 bilhão. E eu não dei esses aumentos agora no final do ano. Se tivesse dado o Estado entraria em colapso como outros estados entraram. Todo dia a gente vê na televisão. Um Estado rico como o Rio de Janeiro está na situação que vocês estão vendo. Rio Grande do Sul também.
Nós estamos trabalhando para chegarmos ao final de 2016 com superávit primário. Nós enviamos uma Lei para a Assembleia falando de um déficit de R$ 440 milhões. Provavelmente nós vamos ter um pequeno superávit primário no ano que vem. Vamos ter déficit financeiro mas teremos superávit orçamentário. O déficit financeiro por conta dos restos a pagar. Então, esse é o nosso objetivo. Chegar ao final do ano que vem sem déficit financeiro”.
Reforma Administrativa
“Pretendo diminuir ainda mais o numero de comissionados”
 
“Cortar secretarias não dá mais. Pode ser que a gente faça alguns ajustes no segundo, terceiro e quarto escalões. Eu pretendo diminuir ainda mais o numero de comissionados. Eu não pretendo desempregar quem está trabalhando, mas nós vamos trabalhar em várias áreas onde for possível reduzir comissionados e temporários.
Uma vez implementadas as OS´s na educação, nós vamos começar a demitir os temporários e promover contratações via CLT. O fato de nós termos hoje servidores celetistas, e na saúde já são dez mil, desonera o fundo de previdência”.
Eleição 2016
“Minha proposta é que eu não participe de nada na eleição”
A nossa base tem um numero grande de partidos, a maioria dos deputados estaduais e federais. Eu vou me reunir com os presidentes dos partidos e com os deputados para definir a minha participação. A minha proposta é que eu não participe de nada na eleição, que eu continue cuidando apenas do governo do Estado.
Eu sou gestor, mas também sou político. Pertenço a um partido e pertenço a uma aliança.
Recuperação das rodovias
“Definimos R$ 200 milhões para manutenção e conserva de rodovias no ano de 2016”
Eu já tenho um diagnóstico preparado pela Agetop em relação as estradas que precisam ser reconstruída em 2016. Essas reconstruções importam um volume de R$ 400 milhões. Ontem o ministro da fazenda deu duas repostas positivas para os governadores. Primeiro que vai regulamentar o novo indexador da divida dos estados até a próxima semana. E a segunda que todos os governadores saberão qual o limite de operações de crédito que terão para o ano 2016.
Seja qual for o nosso limite, o primeiro recurso será utilizado na reconstrução de rodovias. Já temos todos os contratos licitados. Esperamos chegar ao final de 2016 com todas elas reconstruídas. Também definimos R$ 200 milhões para manutenção e conserva de rodovias no ano de 2016. Isso vai significar um investimento de R$ 17,5 milhões por mês na manutenção e conserva dos 20 mil  quilômetros de rodovias pavimentadas e não pavimentadas.
Vou editar um decreto prevendo que este dinheiro não pode ser nenhum milímetro desviado para outra finalidade que não seja manutenção e conserva. A área de manutenção terá de prestar conta dos serviços realizados a cada 45 dias.
O meu primeiro empenho em 2016 será o sócio educativo, o segundo será manutenção e conserva de rodovias. Eu estou seguro que, com as condições que nós temos hoje, em 2016 nós termos um estado de conservação das estradas de bom para ótimo”.
Avaliação sobre 2016
“Espero que a fase de realinhamento tenha acabado”
Houve, no Brasil inteiro, realinhamentos e reajustes tarifários. O governo Federal puxou na área de energia, gasolina etc. Nós aqui procuramos fazer reajustes muito menores do que a média do Brasil. Para se ter uma ideia todos os estados do nordeste e mais uns oito estados do Brasil, fizeram aumento da tabela geral de ICMS. Eu me recusei a fazer isso em Goiás. Em Goiás continua sendo de 17%. Em alguns estados chega a até 19%. Até importantes empresários me pediram para mexer no modal de ICMS. E eu não quis. Em alguns casos, como na Saneago, houve um realinhamento em função dos insumos que aumentaram.
Eu espero que essa fase do realinhamento tenha acabado. A Assembleia Legislativa experimentou momentos difíceis, de tensão, e de fortes embates neste ano de 2015. Tenho certeza que no ano que vem ela terá muito menos trabalho porque nós fizemos o dever de casa no ano de 2015.
No final do ano passado nós trabalhávamos com um cenário de um e meio de PIB negativo. Tivemos três e meio. Para 2016 a expectativa é que seria de meio, e agora já se fala em três. São cenários econômicos cruéis pelos quais o Brasil passou neste ano. Se formos fazer uma avaliação geral dos Estados, talvez seja o que fez um dos melhores ajustes, do ponto de vista dos cortes, do País.
Eu sempre fui otimista. Este foi um ano em que eu tive que ter muito comedimento em relação a este otimismo, mas tanto eu quanto a minha equipe estamos menos pessimistas do que estávamos quando começamos o ano de 2015.

Crise não é novidade para os municípios. Já vem de há muito tempo. Só que ela está se agravando a cada dia que passa. Com isso, os efeitos no ritmo da administração municipal e nos serviços prestados à população atingiram a quase totalidade dos municípios. Raríssimos são os casos em que não há reclamações.
A Associação Goiana de Municípios (AGM) vem alertando, com frequência, as autoridades sobre a gravidade do problema, bem como aos gestores para que busquem se adequar a situação. Adequações essas que ocorrem através da adoção de diferentes medidas, algumas radicais e quase todas restritivas e com o intuito de reduzir os gastos. O presidente da entidade, Cleudes Baré Bernardes, alerta aos gestores, que cumprirão em 2016 o seu último ano de mandato, para que se preparem para possíveis dias ainda piores uma vez que não existem previsões de mudanças rápidas para a atual situação.
Essa realidade facilmente é constatada através dos resultados de uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) a qual abrangeu todo o país. 98,5% responderam que tem sentido os efeitos da crise instalada no país e apenas 1,4% deles disseram não sentir nenhum efeito causado pela crise econômica e política brasileira. Dos 4.020 municípios que responderam o questionário, 70,07% sofrem efeitos da crise na área de educação e 83,5% na área de saúde. Dos 246 municípios goianos, 206 deles foram pesquisados, o que representou 83,7% do total.

Áreas mais afetadas
A triste realidade financeira dos municípios não difere muito de estado para estado. Apenas o grau de sua intensidade. Os gestores foram entrevistados sobre a existência de efeitos da crise, quais áreas mais atingidas e quais as providências tomadas, dentre outras. Para 98,5% deles, a crise instalada no País já chegou à esfera municipal.
Alguns dos sintomas da crise foram problemas no custeio da educação. Entre os 2.844 municípios que sentem as consequências nessa área, 57,8% estão com recursos insuficientes para a manutenção das frotas e 55,5% estão com escassez de recursos para o pagamento do piso do magistério, entre outras dificuldades.
A crise abateu-se de forma mais severa na saúde dos municípios. O número de municípios que responderam sentir os efeitos da crise na área de saúde é ainda maior do que os que se manifestaram em relação à educação: 3.357 municípios. Desses, 66% sofrem com a falta de medicamentos e 40% sofrem com a falta de médicos. Centenas de postos de saúde foram desativados e ambulâncias retiradas de circulação.

Cortes de gastos
Quando questionado se o município tomou alguma providência a respeito da crise 93,2% disseram ter adotado alguma medida. A mais comum, adotada por 3.340 (89% daqueles que tomaram alguma providência), foi reduzir as despesas de custeio (58%) que são aquelas necessárias para a manutenção da ação governamental e a prestação de serviço público (55%), como por exemplo as despesas com água, luz e material em uma repartição pública.
A população de 81,6% dos municípios pesquisados já sinalizou aos gestores municipais acerca da insatisfação com a crise atual. A maior parte dessas sinalizações, que ocorreu em 80% dos municípios que perceberam a insatisfação por parte da população, se deu via reclamações dos cidadãos aos agentes políticos, como prefeitos, vices, vereadores. O número de pedidos de auxílio financeiro, tais como empregos e cestas básicas, também são um indicador da percepção da crise pela população em 76% dos municípios em questão.
Dos 4.080 municípios, apenas 13% estão com salários em atraso. Esse percentual baixo, apesar da conjuntura, indica uma resistência dos gestores municipais em prejudicar a classe do funcionalismo público. Conforme dito anteriormente, com a arrecadação de impostos e contribuições caindo ao longo deste ano e com as perspectivas de retração econômica, os municípios têm, cada vez mais, optado por atrasar o pagamento a seus fornecedores priorizando o pagamento de salários de seus servidores.
Quando o questionamento é sobre o atraso do pagamento de fornecedores o número é bem maior: 62,5% dos municípios. O atraso de salários é de 1 a 6 meses para 70,7% daqueles municípios que estão nessas condições.
Sobre os problemas que os municípios podem enfrentar com o recebimento de recursos para a execução de convênios com o governo federal, 67,8% disseram já ter enfrentado tais problemas no atual mandato. Menos de 30% dos municípios não tiveram dificuldades nesse sentido. Dos 2.768 municípios que declararam passar por esse problema, 64,7% alegaram que tais atrasos obrigarão o município a deixar restos a pagar com empreiteiros e/ou fornecedores em descoberto neste ano.

Contas no vermelho
Com o atual quadro surgem dúvidas e incertezas quanto ao fato dos municípios encerrarem o ano com o fechamento de suas contas em cumprimento a legislação. Caso contrário (e tudo indica que são grandes as chances de que isso ocorra) inúmeros prefeitos estarão vulneráveis a terem que responder na justiça por improbidade administrativa. Fica então, o questionamento se os gestores vão conseguir fechar o ano como pagamento em dia das despesas. Os números são preocupantes e a pesquisa realizada entre os meses de setembro e dezembro revela que para 43% dos municípios essa tarefa não será possível. Certamente o cenário de instabilidade na economia brasileira, aliado à queda de repasses vitais como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), torna a missão dos prefeitos de fechar as contas em dia quase que impossível.

“É com muita felicidade e a sensação de dever cumprido que anuncio essa vitória. Que só foi possível graças ao nosso querido prefeito com seu empenho e comprometimento com o nosso povo em uma união com seus administradores. O sonho virou realidade minha gente”, discursou emocionada a presidente da Associação Quilombola de Aparecida, Maria Lúcia das Dores, durante a entrega das chaves aos novos proprietários, realizada na manhã de quarta-feira, 30.

As 73 casas foram construídas na Vila Delfiori, por meio do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) e o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) do Governo Federal em terreno de 25.7 mil metros quadrados, doado pelo município. O quilombo urbano na Vila Delfiori é complemento do quilombo do Jardim Cascata. A obra foi realizada pela Organização Não Governamental (ONG), Associação Goiana de Atualização e Realização do Cidadão (AGARC). O investimento foi de R$ 4,3 milhões.

“Uma das prioridades da minha administração é ampliar acesso à moradia digna para todos os aparecidenses. E é com muita emoção que encerramos 2015 entregando estas moradias para a Comunidade Quilombola Urbana do Jardim Cascata. É uma forma de reconhecer e valorizar a história de um povo que contribuiu com o desenvolvimento do País. Lembrando, que além das casas, a região foi beneficiada, por meio de parcerias com o Governo Federal, com Unidade Básica de Saúde (UBS) e um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei)”, pontuou o prefeito Maguito Vilela.

Segundo o secretário de Habitação, Júlio Lemos, o próximo passo é apenas a mudança dos proprietários. “Hoje já serão entregues as chaves para cada contemplado. E de posse de suas chaves, o morador poderá pedir a ligação do registro de água pela Saneago e já fazer sua mudança para a tão sonhada casa própria. Muitos aqui viviam de aluguel, o que onerava muito o orçamento familiar. Agora eles terão mais dignidade e uma vida melhor nas suas casas”, destacou.

Estiveram presentes na solenidade de entrega das chaves das casas aos Quilombolas o deputado Federal, Daniel Vilela (PMDB), o deputado Estadual Marlúcio Pereira (PTB), a secretária de Cidadã, Lêda Borges que representou o Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Além do presidente da Câmara de Vereadores, Gustavo Mendanha (PMDB) acompanhado dos demais vereadores e do secretariado municipal. “Esta é uma grande conquista a todos que só foi possível por meio da parceria entre a prefeitura e o governo federal”, sublinhou o deputado Federal, Daniel Vilela.

Um dos beneficiários é o senhor Célio dos Reis Caldas, Técnico em Enfermagem que morava de aluguel. Com os três filhos e esposa Ele conta há mais de cinco anos a comunidade quilombola aguarda o benefício. “É uma vitória depois de todos esses anos. Morar no que é nosso não tem preço”, afirmou a beneficiada. Outra beneficiária é Andreza Barboza que não se continha de tanta felicidade. “Vai ser muito bom para todos nós sair do aluguel, ainda mais para pessoas como eu, mãe de dois filhos e que sustento a casa sozinha. Não tenho palavras suficientes para definir este momento”, salientou.

Pioneirismo - Aparecida de Goiânia é a primeira cidade a construir moradias urbanas para uma comunidade quilombola no Brasil e servirá de modelo para o governo federal em implantar esse projeto em outros municípios. São 73 famílias remanescentes dos quilombolas beneficiadas com as novas casas. A região que antes era inabitável, após a construção das casas, recebeu ainda, além do asfalto e da unidade de saúde, uma área de lazer com academia a céu aberto e um Centro de Convivência. Além disso, todas as casas receberam o sistema de captação de energia solar para mais economia.

Para comemorar a chegada de 2016, a Prefeitura de Catalão celebrará na represa do Clube do Povo a virada do ano. Um palco está sendo montado para receber os catalanos na orla da represa, que teve sua área modernizada pela administração municipal, com iluminação LED, demarcação de ciclofaixa e revitalização dos espaços de lazer.

O palco será instalado dentro de um túnel de aproximadamente 20 metros de comprimento, visando proteger o público caso chova durante a festa da virada. De 21h30 às 23h50, a animação ficará por conta do DJ Marcelo Silver. Após, será realizada a contagem regressiva e queima de fogos de artifício instalados na represa do Clube do Povo.

"Será uma festa para encerrarmos de forma positiva este ano. Mesmo com tantas dificuldades, conseguimos realizar muitos dos nossos projetos e esperamos que em 2016, possamos concretizar todos sonhos que almejamos para nossa Catalão", ressaltou o prefeito Jardel Sebba (PSDB).

O Grupo Simpatia subirá ao palco após a meia noite. A banda, que já tem 13 anos de estrada, é formada por 10 componentes. Apenas, o músico Orlandim é de Catalão. Ronei é de Araguari, Plínio e Mardem, e demais membros são de Uberlândia, MG. De acordo com Orlandim, o Simpatia surgiu quando ele e um primo foram em um bar de Catalão e fizeram uma participação no local sem compromisso. “Quando fomos pagar a conta, o dono do estabelecimento não deixou a gente pagar e fechou para tocarmos lá todas as quintas-feiras. Chamamos mais algumas pessoas e surgiu o grupo”, contou.

Com o passar do tempo, a banda tocou em barzinhos, começou a fazer festas particulares, shows em locais maiores, como a Paquetá em Catalão. Com o crescimento musical, foi necessário partir para um projeto mais profissional. “O nosso círculo de amizades cresceu e os compromissos também, inclusive, em outras cidades goianas e mineiras. Incluímos músicos de Uberlândia na banda e chances maiores foram surgindo como tocar nos Carnavais de Catalão e Três Ranchos. Estamos planejando gravar nosso primeiro CD independente”, disse Orlandim.

O show em Catalão, que terá cerca de três horas de duração, contará com muito pagode, samba, sertanejo, axé, arrocha, funk e outros estilos visando agradar ao público.

SERVIÇO: Festa da Virada

DATA: 31 de dezembro (quinta-feira)

LOCAL: Represa do Clube do Povo

HORÁRIO: 21h30

Ao empossar novos auxiliares, Marconi diz que "Governo de Goiás não vai se render ao comodismo" e "vai continuar inovando" . Ao assinar decretos de nomeação de João Furtado na Secretaria da Casa Civil e de Manoel Xavier na presidência do Detran, governador afirma que ordem é replicar, em todo o governo, "experiências bem-sucedidas", a exemplo do modelo de gestão por Organizações Sociais, que está em implantação nas escolas estaduais

 

O governador Marconi Perillo recomendou nesta terça-feira à sua equipe de auxiliares que resistam ao "comodismo" de reações corporativistas e continuem inovando em suas pastas para que as experiências bem-sucedidas da administração se repliquem todas as áreas. “Vamos levar às outras áreas as experiências bem-sucedidas que conquistamos na Saúde”, afirmou em solenidade no Salão Oval do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, durante posse de João Furtado de Mendonça Neto na Secretaria de Estado da Casa Civil e de Manoel Xavier Ferreira Filho na presidência do Detran-Goiás.

Nas boas-vindas aos auxiliares, Marconi reafirmou que vai continuar lutando em busca de conquistas em todas as áreas. É o caso da Educação, que passa por processo de compartilhamento de gestão, com as Organizações Sociais. Processo que se segue apesar de conquistas como o primeiro lugar no Ideb, em 2013. “Queremos ir mais longe”. O governador disse que não se conforma com os rumos da Educação brasileira, e e deu como exemplo o fato de nenhuma universidade do País estar entre as 200 melhores do mundo, enquanto apenas os Estados Unidos têm 50.

“Não vamos nos acomodar, mesmo com essas pessoas que não querem nem conhecer o novo, não querem experimentar”, continuou. O governador ressaltou a importância de contar sempre com os melhores auxiliares. “O principal segredo de uma boa gestão, seja no setor público, seja no setor privado, é a competência para formar uma boa equipe”, aconselhou, em alusão aos dois novos empossados, bem como ao histórico de serviço prestado por José Carlos Siqueira. “São pessoas comprometidas com a sociedade, com quem temos nosso compromisso”, destacou.

Foi com esse princípio, segundo o governador, que seus quatro governos vêm sendo testados, criticados, aplaudidos e, por fim, aprovado pela grande maioria. “Sempre vencemos, pois mantivemos como base os mesmos princípios de seriedade, dedicação e profissionalismo. E não será diferente agora”, garantiu, ressaltando ainda que esse mandato será concluído, em 2018, “da melhor forma possível, com excelentes resultados à sociedade goiana e brasileira”.

Ao agradecer a José Carlos Siqueira, Marconi lembrou que o ex-auxiliar sempre esteve ao seu lado, desde seu primeiro governo, tendo participado da realização do primeiro plano de governo. “É um apóstolo do serviço público de alto nível, um homem devotado à causa pública. Aprendi muito com ele, com seu equilíbrio, competência”, elogiou. “Vai fazer falta, mas novas missões o aguardam”, disse.

O governador destacou, na sequência, o “excelente conteúdo jurídico” do novo titular, fundamental na Casa Civil – além da relação que a pasta tem de manter com as demais. “Sempre confiei muito em João Furtado e continuo confiando.” Marconi também ressaltou o preparo de Manoel Xavier, que também participou do primeiro plano de governo. Confiante no profissionalismo do novo titular do Detran, Marconi avisou: “concluiremos todo o processo de organização, fazendo do Detran uma vitrine, um caso de sucesso da administração estadual”.

Experientes, auxiliares reafirmam comprometimento com Governo e boa prestação dos serviços públicos

Ao assumirem novas funções no Governo de Goiás, o secretário-chefe da Casa Civil, João Furtado, e o presidente do Detran-Goiás, Manoel Xavier, reafirmaram ontem ao governador Marconi Perillo o compromisso com a eficiência da gestão, o rigor na aplicação dos recursos públicos e a permanente interlocução com a população.

João Furtado é procurador do Estado e já ocupou os cargos de secretário de Estado de Segurança Pública e chefe de Gabinete do Governador. Estava no Detran desde janeiro de 2015. Em seu discurso de posse, João Furtado agradeceu ao governador o apoio, orientação e até mesmo “cobrança por algo que não estava no rumo certo”. Comparou o novo desafio ao da Procuradoria-Geral do Estado, devido sua importância, e destacou que tentará manter na nova pasta o mesmo “brilho, credibilidade e resultados” de José Carlos.

Manoel Xavier era superintende executivo de Gestão da Segplan desde janeiro de 2015. Entrou no governo em 1999, tendo passando pelas Secretarias de Saúde e Educação. Presidiu a Agência Goiânia de Administração e Negócios Públicos (antiga Aganp, hoje parte da Segplan). Foi também superintendente do Sebrae. Para sua vaga na Segplan, assumiu a ex-superintendente executiva da Casa Civil, Paula Amorim.

Três pilares
O novo diretor do Detran também agradeceu o apoio e a confiança do governador Marconi Perillo, e adiantou que atuará com três pilares: melhoria da prestação de serviços, não aceitação da malversação de recursos públicos e a participação do Detran no desenvolvimento do Estado, no financiamento dos programas prioritários do Governo de Goiás.

José Carlos Siqueira já ocupou os cargos de secretário da Fazenda e do Planejamento no Governo de Goiás. Foi ainda professor, delegado do Tribunal de Contas do Estado e consultor jurídico e de orçamento. Em sua fala, fez três agradecimentos, um, reconhecimento e um pedido.

Os agradecimentos foram a Deus, pela vida, família e liberdade; ao governador, pela confiança de longos anos; e a todas as equipes que integraram e integram o governo, pela compreensão e confiança em seu trabalho. O reconhecimento foi relativo às condições pessoais, técnicas e intelectuais dos novos empossados, dos quais disse ter certeza de que serão bem-sucedidos.

Por fim, deixou seu recado, ao governador Marconi Perillo: “Jamais permita que seu governo, nosso governo, negligencie em priorizar de forma singular os investimentos no setor social, de forma a amainar de as iniquidades sociais, porque a essência do Estado é a realização do bem comum, assim como o amor é a essência de Deus”, disse.

Um total de R$ 190 milhões foram negociados pela Companhia nacional de Abastecimento (Conab) em 2015 por meio de leilões de subvenção, compra e venda de produtos. Somente em relação ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), foram ofertadas 50 mil toneladas de trigo e 57,9 mil toneladas de borracha. Este é o segundo ano em que a borracha foi incluída neste tipo de subvenção. As operações de 2015 concluíram um valor previsto de prêmio no total de R$ 15,3 milhões para a comercialização e escoamento de 33,9 mil toneladas de borracha, com aumento de 46% na quantidade negociada em relação a 2014, quando foram apenas 5,8 mil t.

O Pepro é uma subvenção econômica (prêmio) concedida ao produtor rural e/ou sua cooperativa que se disponha a vender seu produto pela diferença entre o Preço Mínimo estabelecido pelo Governo Federal e o valor do Prêmio Equalizador arrematado em leilão, obedecida a legislação do ICMS vigente em cada estado.

Entre as operações sem subvenção destaca-se também a venda de arroz em casca, na qual a Conab ofertou um total de 130 mil toneladas, das quais negociou 114,8 mil t no valor de R$ 84,6 milhões. A oferta de 54 mil t de feijão também apresentou boa procura, com 39,2 mil t negociadas no valor de R$ 21,8 milhões. Já a oferta de café (12,9 mil t) fechou o ano com 4,7 mil t vendidas no valor de R$ 27,8 milhões.

Com relação às compras, o valor total foi R$ 20,9 milhões em aquisições de produtos para confecção de cestas de alimentos para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Ainda por meio de leilões, a Companhia também negociou a troca de 22 mil toneladas de arroz em casca por 10,5 mil t do produto beneficiado.

Estas operações de leilão são executadas pela Conab, por meio de sua Superintendência de Operações (Suope), tendo como base as diretrizes e definições traçadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Parques inaugurados na cidade de Goiás e em Posse  estimulam desenvolvimento econômico de suas regiões

Para o Governo de Goiás, o turismo é um dos principais fomentadores do desenvolvimento de uma região. Neste contexto, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED) – pasta comandada pelo vice-governador José Eliton -, inaugurou, ao longo de 2015, duas importantes obras: o Lago das Acácias, na cidade de Goiás, e o Parque Paraíso Encantado, em Posse, na região Nordeste do Estado. Juntas, elas totalizam R$ 9 milhões em investimentos.

A primeira obra foi entregue à população vilaboense no mês de março. Localizado às margens da GO-070, o Lago das Acácias tem uma área de 140.308 m². O projeto contemplou a expansão e a revitalização da primeira parte do parque, que havia sido idealizado pela extinta Agência Goiana de Desenvolvimento Regional (AGDR) e que hoje é uma das Superintendências Executivas da SED. As margens do parque foram urbanizadas e a rua paralela entre os lagos totalmente pavimentada.

Foram investidos mais de R$ 4 milhões na transformação daquela área em um local turístico. Com o parque, a população da cidade de Goiás pode contar com um espaço adequado à recepção dos turistas, que por sua vez, têm à disposição bar e restaurante, estacionamento asfaltado, sanitários, salas comerciais, pista de caminhada, mirante, academia ao ar livre e playground, além de rampas de acesso para pessoas que têm deficiência física.

Posse
Em outubro de 2015 foi a vez da população de Posse ser contemplada com um espaço que, além de entretenimento e lazer, serve também para estimular o turismo no Nordeste goiano: o Parque Paraíso Encantado. Com investimentos de R$ 5 milhões do Tesouro Estadual, o local também teve suas obras executadas sob a responsabilidade da SED, por meio da Superintendência Executiva de Desenvolvimento Regional.

Dentro do parque há brinquedos como roda gigante, autopista, tobogã, carrossel e trenzinho. Construído em uma área de sete mil m², o parque tem 420 m² de área edificada, além de área de convivência central com cobertura em formato de circo, lanchonete, playgrounds e palco para apresentações artísticas. Trata-se do primeiro parque de diversões público do Estado.

O deputado federal Giuseppe Vecci, vice-presidente nacional do PSDB, defende que os candidatos do partido às eleições majoritárias nos maiores municípios brasileiros sejam escolhidos por prévias.

Um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de Goiânia, Vecci diz que não concorda que o nome que vai para a disputa seja ungido pela cúpula, mas sim escolhido pela base. "As prévias são mais modernas e esse é o caminho mais democrático para escolher o melhor candidato", diz.

O deputado cita as prévias nas eleições dos EUA como exemplo de modernidade e democracia e afirma que é esse o processo que o PSDB está propondo para todo o país. "Já estamos fazendo esse trabalho nos municípios com mais de 100 mil habitantes e formatando também uma proposta para a estruturação da legenda em todas as regiões". Se esse for o critério, em Goiás, além de Goiânia, o PSDB de Aparecida de Goiânia e Anápolis também devem escolher os candidatos por meio de prévias.

Sobre as eleições de Goiânia, Vecci diz que já está com o projeto pronto para apresentar à militância do PSDB. "Estou firme e trabalhando. Tenho compromisso com meu partido há mais de 25 anos e se a militância entender que meu nome é bom para a disputa, eu vou trabalhar 24 horas para vencer", frisa.

A secretária de estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce), Raquel Teixeira, se reuniu neste sábado, 26/12, com conselheiros tutelares da capital, para mais uma rodada de conversa, que tem feito com grupos de pessoas e instituições, sobre a gestão compartilhada a ser implementada na rede pública estadual de ensino. Participaram da reunião, na sede da Secretaria, além dos conselheiros, o deputado Virmondes Cruvinel e superintendentes e técnicos da Seduce.

A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) irá inaugurar a Aldeia do Papai Noel nesta sexta-feira, 4 de dezembro, às 19h30, na Praça Cívica. No local, os visitantes vão encontrar a tradicional casinha do Papai Noel, praça de alimentação, presépios e atrações para as crianças. A festa, numa praça totalmente restaurada e com novo visual, será aberta pelo governador Marconi Perillo e pela presidente de honra da OVG, Valéria Perillo.