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outubro quarta

Programa de identificação facial da SSPAP é a nova ferramenta para esclarecimento de crimes

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Sistema facial Harpia está em fase de experimentação. Testes comprovam que plataforma consegue comparar retratos falados e identificar pessoas que fizeram cirurgias plásticas para mudar a fisionomia. “É um dos melhores do mundo”, afirma secretário Ricardo Balestreri
 
O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Ricardo Balestreri, participou nesta terça-feira (10/10) da apresentação do programa de comparação facial Harpia. “É um dos melhores sistemas de identificação do mundo”, afirmou o titular da SSPAP. O sistema será utilizado para identificar suspeitos ou vítimas de crime, além de coibir fraudes em documentos. Está em fase de experimentação há seis meses.
 
Na apresentação, técnicos do Instituto de Identificação do Estado de Goiás explicaram que os testes comprovaram que o sistema consegue, inclusive, fazer comparações com retratos falados e identificar pessoas que fizeram cirurgias plásticas para mudar a fisionomia. O evento contou com a participação do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Gilberto Marques.
 
O programa é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG). Cerca de 50 mil fotos já foram cadastradas. A plataforma compara uma imagem feita na hora com as que estão inseridas no banco de dados. “Inteligência e pesquisa são fatores fundamentais para que a Segurança Pública possa, de fato, cumprir seu papel. Nossas polícias têm atuado com extrema dedicação neste sentido”, declarou o secretário.
 
Um dos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, Jones José ressaltou a importância do auxílio técnico da plataforma. “É um sistema que ajuda muito na redução do número de suspeitos de uma investigação. Ou seja, conseguimos dar um direcionamento maior à polícia, por exemplo”, destacou.
 
O Harpia também foi elogiado pelo presidente do TJ-GO, Gilberto Marques. “Sem dúvidas, é um sistema que vai auxiliar muito no combate e na solução de crimes”, disse. Também foram apresentadas soluções tecnológicas para o sistema de Segurança Pública e Justiça, como o programa de digitalização de impressões digitais, que está sendo desenvolvido desde 2016.